Os beneficiários do Bolsa Família e de outros programas sociais vinculados ao Cadastro Único (CadÚnico) precisarão realizar o cadastramento biométrico até 31 de dezembro de 2026. A medida faz parte do processo de modernização da identificação dos cidadãos e busca aumentar a segurança no pagamento dos benefícios sociais administrados pelo governo federal.
Nova Carteira de Identidade: o que muda para quem recebe o Bolsa Família
Beneficiários do Bolsa Família e de programas do CadÚnico devem realizar o cadastramento biométrico até o fim de 2026. Saiba como funciona.
A atualização será realizada por meio da Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que está substituindo gradualmente o antigo Registro Geral (RG). A nova carteira utiliza o CPF como número único de identificação nacional e incorpora dados biométricos do cidadão, tornando mais difícil a ocorrência de fraudes e pagamentos indevidos.
A exigência vale para os beneficiários do Bolsa Família e também alcança outros benefícios e serviços públicos vinculados ao Cadastro Único, reforçando o controle das informações cadastrais e a correta destinação dos recursos públicos.
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Por que a biometria passou a ser exigida?
O governo federal vem ampliando o uso da identificação biométrica em diferentes serviços públicos para tornar os cadastros mais seguros e confiáveis.
No caso dos programas sociais, a coleta das impressões digitais e da fotografia do beneficiário permitirá confirmar sua identidade de forma mais precisa, reduzindo riscos de fraudes, duplicidade de registros e utilização indevida dos benefícios.
A integração dessas informações também facilita o cruzamento de dados entre diferentes órgãos públicos, tornando a gestão do Cadastro Único mais eficiente.
O que é a Carteira de Identidade Nacional?

A Carteira de Identidade Nacional, conhecida como CIN, é o novo documento oficial de identificação dos brasileiros.
Diferentemente do antigo RG, que podia possuir numeração diferente em cada estado, a CIN utiliza exclusivamente o número do CPF como identificação nacional.
Além da padronização, o documento reúne informações biométricas, fotografia atualizada e recursos tecnológicos que aumentam sua segurança.
A emissão da primeira via é gratuita e está sendo realizada pelos institutos de identificação estaduais.
Quem deve fazer a biometria?
O cadastramento biométrico é obrigatório para os beneficiários dos programas sociais vinculados ao Cadastro Único.
Entre eles estão:
- Bolsa Família;
- Benefício de Prestação Continuada (BPC), quando aplicável ao CadÚnico;
- salário-maternidade em situações relacionadas ao Cadastro Único;
- pensão por morte vinculada aos critérios estabelecidos pelos programas sociais;
- outros benefícios que utilizam informações do CadÚnico para concessão ou manutenção.
Para os cidadãos que não recebem benefícios sociais, o prazo para emissão da nova Carteira de Identidade Nacional é mais amplo, seguindo o cronograma nacional de substituição dos documentos.
Como realizar o cadastramento biométrico?
O procedimento começa pelo agendamento junto ao órgão responsável pela emissão da Carteira de Identidade Nacional no estado onde o cidadão reside.
Após escolher a data e o local do atendimento, será necessário comparecer presencialmente para realizar a coleta dos dados biométricos.
Durante o atendimento normalmente são registrados:
- impressões digitais;
- fotografia recente;
- confirmação dos dados cadastrais.
Em alguns estados, o agendamento é realizado pela internet, enquanto em outros pode ocorrer por meio de aplicativos oficiais ou centrais de atendimento.
Quais documentos devem ser apresentados?
No dia marcado, o beneficiário deve levar os documentos exigidos pelo órgão emissor da identidade.
Entre eles normalmente estão:
- certidão de nascimento ou casamento;
- CPF, caso necessário;
- outros documentos que possam ser solicitados conforme a regulamentação estadual.
A apresentação da documentação correta evita atrasos na emissão da nova identidade.
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O que acontece se o beneficiário não fizer a biometria?
A atualização cadastral é considerada essencial para manter a regularidade das informações do beneficiário.
Quem deixar de cumprir as exigências dentro do prazo poderá ser convocado pelos órgãos responsáveis para regularizar sua situação.
Dependendo das normas aplicáveis ao programa social, a ausência da atualização poderá gerar bloqueios administrativos até que a situação seja regularizada.
Por isso, a recomendação é não esperar os últimos meses de 2026 para realizar o procedimento.
Cerca de 50 milhões de brasileiros já emitiram a nova identidade
A emissão da Carteira de Identidade Nacional vem avançando em todo o país.
Milhões de brasileiros já realizaram a substituição do antigo RG pela nova documentação, contribuindo para a criação de um sistema nacional de identificação mais moderno e integrado.
A expectativa do governo é ampliar significativamente esse número nos próximos anos, especialmente entre os beneficiários de programas sociais.
Benefícios da biometria para os programas sociais

A adoção da biometria traz vantagens tanto para o governo quanto para os cidadãos.
Entre os principais benefícios estão o aumento da segurança na identificação dos beneficiários, a redução de pagamentos indevidos e a melhoria na qualidade das informações presentes no Cadastro Único.
Outro ganho importante é a maior agilidade na conferência dos dados durante processos de atualização cadastral e concessão de benefícios.
Com informações mais precisas, os recursos públicos tendem a ser direcionados com maior eficiência às famílias que realmente atendem aos critérios estabelecidos pelos programas sociais.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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