Os beneficiários do Bolsa Família e de outros programas sociais vinculados ao Cadastro Único (CadÚnico) precisarão realizar o cadastramento biométrico até 31 de dezembro de 2026 para continuar recebendo os pagamentos.
Biometria no Bolsa Família: veja quem pode ser chamado
Governo amplia prazo para biometria obrigatória no Bolsa Família e CadÚnico. Veja quem precisa atualizar os dados até 2026.
A exigência também valerá para diversos benefícios sociais, previdenciários e trabalhistas pagos pelo governo federal, incluindo:
- salário-maternidade;
- pensão por morte;
- seguro-desemprego;
- benefício por incapacidade;
- abono salarial.
Inicialmente, o prazo para regularização terminaria em maio de 2026, mas o governo decidiu prorrogar a data para evitar que milhões de brasileiros perdessem acesso aos benefícios por falta de atualização cadastral.
A medida faz parte do processo de modernização e reforço da segurança dos programas sociais federais.
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Cadastro biométrico será feito pela nova identidade nacional
O cadastramento biométrico poderá ser realizado gratuitamente por meio da emissão da nova Carteira de Identidade Nacional, conhecida como CIN.
O documento substituirá gradualmente o antigo RG em todo o país e utilizará o CPF como número único de identificação nacional.
Durante o atendimento presencial, serão coletados:
- impressões digitais;
- fotografia facial;
- dados pessoais atualizados.
As informações passarão a integrar o sistema nacional de identificação, utilizado para validação de benefícios e serviços públicos.
Objetivo é aumentar segurança e evitar fraudes
O governo federal pretende usar a biometria como ferramenta de combate a fraudes em programas sociais e benefícios previdenciários.
Nos últimos anos, operações da Polícia Federal e auditorias em programas federais identificaram irregularidades envolvendo:
- uso indevido de CPF;
- cadastro duplicado;
- benefícios pagos a pessoas falecidas;
- falsificação de identidade;
- fraudes no CadÚnico.
Com a integração biométrica, a expectativa é aumentar o controle sobre os pagamentos e garantir que os recursos cheguem aos beneficiários corretos.
Quem precisará fazer a biometria
A exigência vale para cidadãos inscritos no CadÚnico e beneficiários de programas sociais federais.
Entre os grupos impactados estão:
- famílias do Bolsa Família;
- beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC);
- trabalhadores que recebem abono salarial;
- segurados do INSS;
- beneficiários de auxílios previdenciários.
Especialistas alertam que quem não regularizar os dados poderá enfrentar bloqueios cadastrais futuramente.
Como fazer o cadastro biométrico
O procedimento será realizado presencialmente nos órgãos responsáveis pela emissão da nova identidade nacional em cada estado.
Primeiro passo é fazer agendamento
O cidadão deverá acessar o portal oficial de identificação civil do seu estado para:
- escolher o posto de atendimento;
- selecionar data e horário;
- confirmar o agendamento.
Em alguns estados, o serviço também pode ser solicitado por aplicativos oficiais.
Documentos necessários
No dia marcado, será preciso apresentar a documentação obrigatória.
Para solteiros
- certidão de nascimento.
Para casados
- certidão de casamento.
Dependendo do estado, outros documentos complementares podem ser solicitados para atualização cadastral.
Primeira via será gratuita
O governo federal informou que a primeira emissão da nova Carteira de Identidade Nacional será gratuita para toda a população brasileira.
A iniciativa busca facilitar a adesão ao novo sistema e ampliar a atualização dos dados civis da população.
Bolsa Família atende milhões de famílias
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Atualmente, o Bolsa Família continua sendo o principal programa de transferência de renda do país.
Segundo dados de abril de 2026, o benefício possui:
- valor mínimo de R$ 600 por família;
- valor médio nacional de R$ 683,75.
Além do benefício básico, o programa também paga adicionais para:
- crianças pequenas;
- gestantes;
- adolescentes;
- nutrizes.
CadÚnico é porta de entrada para programas sociais
O Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal funciona como principal banco de dados utilizado pelo governo para identificar famílias de baixa renda.
Além do Bolsa Família, o cadastro permite acesso a programas como:
- Tarifa Social de Energia Elétrica;
- Auxílio Gás;
- BPC;
- Minha Casa Minha Vida;
- isenção de taxas em concursos públicos.
Por isso, manter os dados atualizados no sistema é considerado fundamental.
Biometria deve acelerar digitalização dos serviços públicos
Especialistas avaliam que a ampliação do cadastro biométrico faz parte de uma tendência crescente de digitalização dos serviços públicos brasileiros.
A expectativa é que a nova base nacional facilite:
- autenticação digital;
- acesso a benefícios;
- validação de identidade;
- combate a fraudes;
- integração entre órgãos públicos.
Ao mesmo tempo, o governo busca reduzir inconsistências cadastrais e melhorar o cruzamento de informações sociais, previdenciárias e trabalhistas.
O que pode acontecer com quem não atualizar os dados
Embora o governo tenha prorrogado o prazo até o fim de 2026, especialistas recomendam que os beneficiários não deixem o procedimento para a última hora.
A falta de regularização biométrica poderá gerar:
- pendências no CadÚnico;
- bloqueio temporário de benefícios;
- necessidade de atualização presencial;
- atrasos em pagamentos futuros.
Além disso, a procura tende a aumentar nos próximos meses, o que pode gerar filas e dificuldade para agendamento em algumas regiões do país.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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