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Biometria facial chega ao metrô do Rio: saiba como o sistema vai funcionar

A biometria facial chega ao metrô do Rio para combater fraudes no Bilhete Único Intermunicipal. Saiba mais!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
biometria facial Rio tem proposta de expansão do Metrô com 31 novas estações

A Secretaria estadual de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) iniciou a instalação de um sistema de biometria facial no metrô do Rio de Janeiro, com o objetivo de reduzir fraudes no uso do Bilhete Único Intermunicipal (BUI). A primeira estação a receber os dispositivos foi a Central do Brasil, que já conta com 25 câmeras em operação.

Segundo dados da Setram, apenas em 2025, o sistema identificou 2,5 milhões de tentativas de uso irregular do BUI e resultou no bloqueio ou cancelamento de mais de 85 mil cartões.

Sistema antifraude no transporte público

biometria facial  Rio tem proposta de expansão do Metrô com 31 novas estações
Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

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A tecnologia de biometria facial tem sido usada como ferramenta antifraude desde 2018, inicialmente em vans intermunicipais e, posteriormente, em ônibus. O projeto-piloto nas barcas do Rio, iniciado recentemente na estação Praça XV, também utiliza a mesma tecnologia e será expandido para todo o sistema aquaviário.

O objetivo principal é garantir que o Bilhete Único Intermunicipal seja usado apenas por quem tem direito ao benefício, evitando prejuízos aos cofres públicos e promovendo maior justiça no acesso ao transporte.

Como funciona a biometria facial no metrô

O sistema utiliza câmeras instaladas nas catracas que capturam imagens dos passageiros para comparação com um banco de dados do BUI. Quando o uso irregular é detectado, o cartão é bloqueado automaticamente. A fiscalização é automatizada, garantindo rapidez e precisão na identificação de fraudes.

Impactos no usuário

O uso do BUI é pessoal e intransferível, sendo proibido emprestar, vender ou negociar créditos. Passageiros flagrados em irregularidades estão sujeitos à suspensão do benefício. No caso de trabalhadores que utilizam vale-transporte fornecido pela empresa, a fraude pode levar a demissão por justa causa e consequências criminais.

Avanços na fiscalização e controle

A implantação da biometria facial nas estações de metrô representa um avanço significativo na fiscalização do transporte público do Rio. Espera-se que a tecnologia aumente a eficiência do sistema e reduza o número de fraudes, promovendo economia aos cofres públicos e um serviço mais justo para os passageiros.

Expansão para todas as estações

Todas as estações do metrô do Rio devem receber o sistema de biometria facial nos próximos meses. A medida reforça o compromisso do governo estadual em modernizar o transporte público e reduzir irregularidades no uso de benefícios tarifários.

Integração com outros modais

O BUI permite integração entre diferentes modais de transporte por um valor fixo. A biometria facial vai garantir que apenas passageiros autorizados utilizem o benefício, mantendo a integridade do sistema tarifário integrado.

Benefícios para o transporte público

Com a tecnologia, a Setram espera não apenas reduzir fraudes, mas também melhorar a segurança e a gestão do transporte público. A automatização permite identificar padrões de uso irregular, prevenir abusos e aumentar a transparência no gerenciamento do Bilhete Único Intermunicipal.

Desafios e considerações

Embora a tecnologia traga avanços, é necessário garantir a privacidade dos usuários e o correto armazenamento dos dados biométricos. A fiscalização deve ser equilibrada, assegurando que passageiros regulares não sejam prejudicados e que a tecnologia não gere constrangimentos desnecessários.

Controle de acesso e segurança

As câmeras de biometria facial são posicionadas estrategicamente nas catracas para capturar imagens com eficiência, sem comprometer o fluxo de passageiros. O armazenamento das informações segue protocolos de segurança para proteger os dados sensíveis.

Próximos passos

Vagão de metrô parado com pessoas entrando.
Imagem: prochasson frederic/shutterstock.com

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Após a implementação completa no metrô, a Setram planeja expandir a tecnologia para outros sistemas de transporte da cidade, incluindo ônibus intermunicipais e barcas. A expectativa é criar um modelo de controle unificado para todo o transporte público do Rio, reforçando a transparência e a eficiência do sistema.

Monitoramento contínuo

O monitoramento será contínuo, com atualização constante do banco de dados e acompanhamento das tentativas de uso irregular. A tecnologia deve ser aperfeiçoada à medida que novas fraudes forem identificadas, garantindo eficácia a longo prazo.

FAQ – Perguntas frequentes

1. O que é a biometria facial no metrô do Rio?
É um sistema que utiliza câmeras para capturar imagens dos passageiros e identificar tentativas de uso irregular do Bilhete Único Intermunicipal.

2. Onde a biometria facial foi instalada primeiro?
A primeira estação a receber o sistema foi a Central do Brasil, com 25 câmeras em operação.

3. O que acontece se o BUI for usado irregularmente?
O cartão é bloqueado e o passageiro pode perder o benefício. Trabalhadores com vale-transporte fornecido pela empresa podem ser demitidos por justa causa.

4. Quando todas as estações terão o sistema?
A previsão é que todas as estações do metrô do Rio recebam a biometria facial nos próximos meses.

5. O que o BUI permite?
O Bilhete Único Intermunicipal permite integração tarifária entre diferentes modais de transporte por valor fixo, sendo pessoal e intransferível.

Considerações finais

Por fim, a utilização responsável da biometria facial depende de um equilíbrio entre fiscalização rigorosa e respeito à privacidade dos usuários. Com a tecnologia funcionando de forma ética e transparente, o metrô do Rio deve se tornar um exemplo de como sistemas inteligentes podem melhorar a mobilidade urbana e proteger os recursos públicos.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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