A Secretaria estadual de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) iniciou a instalação de um sistema de biometria facial no metrô do Rio de Janeiro, com o objetivo de reduzir fraudes no uso do Bilhete Único Intermunicipal (BUI). A primeira estação a receber os dispositivos foi a Central do Brasil, que já conta com 25 câmeras em operação.
Biometria facial chega ao metrô do Rio: saiba como o sistema vai funcionar
A biometria facial chega ao metrô do Rio para combater fraudes no Bilhete Único Intermunicipal. Saiba mais!
Segundo dados da Setram, apenas em 2025, o sistema identificou 2,5 milhões de tentativas de uso irregular do BUI e resultou no bloqueio ou cancelamento de mais de 85 mil cartões.
Sistema antifraude no transporte público

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A tecnologia de biometria facial tem sido usada como ferramenta antifraude desde 2018, inicialmente em vans intermunicipais e, posteriormente, em ônibus. O projeto-piloto nas barcas do Rio, iniciado recentemente na estação Praça XV, também utiliza a mesma tecnologia e será expandido para todo o sistema aquaviário.
O objetivo principal é garantir que o Bilhete Único Intermunicipal seja usado apenas por quem tem direito ao benefício, evitando prejuízos aos cofres públicos e promovendo maior justiça no acesso ao transporte.
Como funciona a biometria facial no metrô
O sistema utiliza câmeras instaladas nas catracas que capturam imagens dos passageiros para comparação com um banco de dados do BUI. Quando o uso irregular é detectado, o cartão é bloqueado automaticamente. A fiscalização é automatizada, garantindo rapidez e precisão na identificação de fraudes.
Impactos no usuário
O uso do BUI é pessoal e intransferível, sendo proibido emprestar, vender ou negociar créditos. Passageiros flagrados em irregularidades estão sujeitos à suspensão do benefício. No caso de trabalhadores que utilizam vale-transporte fornecido pela empresa, a fraude pode levar a demissão por justa causa e consequências criminais.
Avanços na fiscalização e controle
A implantação da biometria facial nas estações de metrô representa um avanço significativo na fiscalização do transporte público do Rio. Espera-se que a tecnologia aumente a eficiência do sistema e reduza o número de fraudes, promovendo economia aos cofres públicos e um serviço mais justo para os passageiros.
Expansão para todas as estações
Todas as estações do metrô do Rio devem receber o sistema de biometria facial nos próximos meses. A medida reforça o compromisso do governo estadual em modernizar o transporte público e reduzir irregularidades no uso de benefícios tarifários.
Integração com outros modais
O BUI permite integração entre diferentes modais de transporte por um valor fixo. A biometria facial vai garantir que apenas passageiros autorizados utilizem o benefício, mantendo a integridade do sistema tarifário integrado.
Benefícios para o transporte público
Com a tecnologia, a Setram espera não apenas reduzir fraudes, mas também melhorar a segurança e a gestão do transporte público. A automatização permite identificar padrões de uso irregular, prevenir abusos e aumentar a transparência no gerenciamento do Bilhete Único Intermunicipal.
Desafios e considerações
Embora a tecnologia traga avanços, é necessário garantir a privacidade dos usuários e o correto armazenamento dos dados biométricos. A fiscalização deve ser equilibrada, assegurando que passageiros regulares não sejam prejudicados e que a tecnologia não gere constrangimentos desnecessários.
Controle de acesso e segurança
As câmeras de biometria facial são posicionadas estrategicamente nas catracas para capturar imagens com eficiência, sem comprometer o fluxo de passageiros. O armazenamento das informações segue protocolos de segurança para proteger os dados sensíveis.
Próximos passos

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Após a implementação completa no metrô, a Setram planeja expandir a tecnologia para outros sistemas de transporte da cidade, incluindo ônibus intermunicipais e barcas. A expectativa é criar um modelo de controle unificado para todo o transporte público do Rio, reforçando a transparência e a eficiência do sistema.
Monitoramento contínuo
O monitoramento será contínuo, com atualização constante do banco de dados e acompanhamento das tentativas de uso irregular. A tecnologia deve ser aperfeiçoada à medida que novas fraudes forem identificadas, garantindo eficácia a longo prazo.
FAQ – Perguntas frequentes
1. O que é a biometria facial no metrô do Rio?
É um sistema que utiliza câmeras para capturar imagens dos passageiros e identificar tentativas de uso irregular do Bilhete Único Intermunicipal.
2. Onde a biometria facial foi instalada primeiro?
A primeira estação a receber o sistema foi a Central do Brasil, com 25 câmeras em operação.
3. O que acontece se o BUI for usado irregularmente?
O cartão é bloqueado e o passageiro pode perder o benefício. Trabalhadores com vale-transporte fornecido pela empresa podem ser demitidos por justa causa.
4. Quando todas as estações terão o sistema?
A previsão é que todas as estações do metrô do Rio recebam a biometria facial nos próximos meses.
5. O que o BUI permite?
O Bilhete Único Intermunicipal permite integração tarifária entre diferentes modais de transporte por valor fixo, sendo pessoal e intransferível.
Considerações finais
Por fim, a utilização responsável da biometria facial depende de um equilíbrio entre fiscalização rigorosa e respeito à privacidade dos usuários. Com a tecnologia funcionando de forma ética e transparente, o metrô do Rio deve se tornar um exemplo de como sistemas inteligentes podem melhorar a mobilidade urbana e proteger os recursos públicos.
