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Retrospectiva 2025 do bitcoin: conquistas, perdas e o que esperar em 2026

Em 2025, Bitcoin atinge máximas históricas, consolida-se no mercado institucional e aponta perspectivas de alta para 2026. Saiba mais aqui.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa7 min de leitura
Bitcoin

O ano de 2025 termina de forma um tanto frustrante para o Bitcoin, que opera em uma faixa bem abaixo do número dourado de US$ 126 mil que atingiu em outubro. Mais que isso, a euforia que começou com o retorno de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos fez o mercado ter grande convicção de que o BTC chegaria a dezembro em seu nível recorde.

Ainda assim, classificar 2025 como um ano decepcionante seria mais do que um exagero: seria um erro factual. O Bitcoin passou grande parte do ano acima dos US$ 100 mil, renovou máximas históricas em diferentes momentos e, sobretudo, consolidou-se de vez como um ativo institucional dentro do mercado financeiro global.

Hoje, o Bitcoin já não é tratado apenas como uma aposta especulativa ou um experimento tecnológico. Ele passou a dividir espaço nos portfólios com ações da Nasdaq, commodities, títulos do Tesouro americano e outros produtos financeiros tradicionais.

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2025 marca a virada institucional do Bitcoin

ETFs, regulação e mudança de percepção do mercado

“2025 foi o ano mais importante para a institucionalização do Bitcoin, com esse processo tendo começado ainda em 2024”, afirma Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin (MB). Segundo ele, o ponto de partida foi a aprovação dos ETFs de Bitcoin à vista, mas a consolidação só ocorreu com mudanças regulatórias mais claras após a posse de Donald Trump.

“A chave virou de vez. Tivemos o Genius Act, a criação da reserva estratégica de Bitcoin dos EUA, a aprovação de ETFs de outras criptomoedas e um boom das empresas que passaram a adotar Bitcoin em suas tesourarias”, destaca Szuster.

O movimento alterou profundamente a percepção de risco associada ao ativo, aproximando o Bitcoin de investidores institucionais que antes evitavam o setor por insegurança regulatória.

Grandes instituições entram definitivamente no jogo

Fábio Plein, diretor regional para as Américas da Coinbase, também define 2025 como um divisor de águas. Para ele, o comportamento do preço foi apenas um reflexo de algo maior.

“O Bitcoin operar consistentemente acima dos US$ 100 mil não foi só um fenômeno de preço. Foi a consolidação de uma infraestrutura de confiança. A entrada de gigantes como a Vanguard, permitindo acesso de milhões de clientes a ETFs de cripto, simboliza o momento em que o Bitcoin deixa de ser nicho e passa a ser estratégico”, afirma.

João Canhada, fundador da Foxbit, resume o sentimento do mercado de forma direta: “O Bitcoin passou a ser tratado como ativo, não como experimento”.

Análise e perspectivas para o Bitcoin em 2026

Tendência estrutural segue positiva, apesar da volatilidade

Para João Canhada, o viés estrutural do Bitcoin permanece de alta, ainda que oscilações continuem fazendo parte do caminho. “O Bitcoin reage à liquidez, aos juros e ao apetite por risco. A diferença agora é que existe uma base institucional sólida, que não abandona o ativo no primeiro solavanco”, explica.

Segundo ele, as oscilações continuarão existindo, mas a dinâmica mudou. O mercado passou a ter investidores de longo prazo com maior tolerância à volatilidade.

Dois cenários possíveis para o próximo ciclo

Rony Szuster aponta que o mercado discute atualmente duas grandes teses para o comportamento do Bitcoin em 2026. A primeira segue o modelo clássico dos ciclos de quatro anos, fortemente ligados ao halving. A segunda sugere que o Bitcoin passou a responder mais diretamente a indicadores macroeconômicos globais.

Nesse segundo cenário, o ativo pode ter movimentos de alta e baixa mais prolongados, acompanhando ciclos econômicos globais, juros internacionais e fluxo de capital institucional.

O comportamento do preço do Bitcoin em 2025

Início do ano marcado pelo “Trump Trade”

O primeiro grande movimento de alta ocorreu em 6 de janeiro, quando o Bitcoin voltou a superar os US$ 100 mil. O avanço foi atribuído ao chamado “Trump Trade”, impulsionado por promessas feitas durante a campanha eleitoral sobre transformar os EUA na capital mundial das criptomoedas.

Em 20 de janeiro, dia da posse de Trump, o Bitcoin atingiu US$ 108.786, estabelecendo uma nova máxima histórica, mesmo sem menções diretas ao ativo nos discursos oficiais.

Queda forte no primeiro trimestre e mínima anual

A euforia durou pouco. Em 10 de março, o Bitcoin recuou para a casa dos US$ 79 mil, pressionado por políticas tarifárias agressivas e temores de recessão nos Estados Unidos. Ao fim do primeiro trimestre, o BTC acumulava queda de 10% no ano, o pior desempenho para o período desde 2020.

A mínima anual ocorreu em 8 de abril, quando o Bitcoin caiu para a faixa de US$ 76 mil, refletindo o estresse nos mercados globais após a manutenção dos tarifaços.

Escalada até a máxima histórica de outubro

A partir de abril, o Bitcoin iniciou sua principal tendência de alta do ano. Em 22 de maio, atingiu US$ 111.544. Em julho, renovou máximas sucessivas, chegando a US$ 112.055 no dia 10 e ultrapassando US$ 119 mil após declarações de Michael Saylor sobre novas compras institucionais.

Em 6 de outubro, o Bitcoin atingiu seu recorde histórico de US$ 126.080, impulsionado por expectativa de cortes de juros nos EUA e maior fluxo institucional.

Realização de lucros e pressão no fim do ano

Após o recorde, o Bitcoin entrou em movimento de correção, pressionado por realização de lucros de grandes detentores e aumento da aversão ao risco nos mercados tradicionais. No final de 2025, o ativo opera abaixo da faixa de US$ 90 mil.

Um dado que chamou atenção foi a redução de 1,6 milhão de BTC que estavam inativos há mais de dois anos, indicando vendas contínuas por parte de investidores de longo prazo. No total, quase US$ 300 bilhões em Bitcoin voltaram a circular ao longo do ano.

Mineração de Bitcoin bate recordes em 2025

Dificuldade de mineração atinge níveis históricos

A dificuldade de mineração do Bitcoin atingiu novos recordes ao longo de 2025. Em janeiro, alcançou 109,78 trilhões de hashes, subindo para 129 trilhões em agosto e atingindo 155 trilhões em novembro, segundo dados do CoinWarz.

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Ao mesmo tempo, as taxas de transação chegaram a representar menos de 1% da recompensa por bloco, pressionando a rentabilidade dos mineradores.

Uso crescente da blockchain para dados não monetários

Outro fenômeno relevante foi o aumento do volume de dados não financeiros registrados na blockchain do Bitcoin. Em determinados momentos, cerca de 37% do espaço dos blocos foi ocupado por informações associadas a projetos como OP_RETURN e Ordinals.

Reserva estratégica de Bitcoin dos Estados Unidos

Anúncio gerou impacto, mas execução foi limitada

Em 6 de março, Donald Trump assinou uma ordem executiva autorizando a criação de uma reserva estratégica de ativos digitais. A iniciativa previa a utilização de Bitcoins já confiscados pelo governo federal em processos judiciais.

Atualmente, os Estados Unidos possuem cerca de 200 mil BTC, equivalentes a aproximadamente US$ 17 bilhões considerando a cotação do final de 2025.

Entraves legais esfriaram expectativas do mercado

Apesar do impacto inicial, a reserva pouco avançou na prática. A ordem executiva não autorizou novas compras de Bitcoin e esbarrou em entraves legais, políticos e operacionais, como regras de custódia e auditoria.

Atualizações do Bitcoin Core em 2025

Versão 29.0 melhora eficiência da mineração

Em 15 de abril, foi lançada a versão 29.0 do Bitcoin Core, corrigindo um erro técnico que impedia a mineração de blocos no tamanho máximo permitido pela rede.

Versão 30.0 reacende debate sobre uso da blockchain

Em 13 de outubro, a versão 30.0 trouxe uma mudança controversa: o aumento do limite de dados no campo OP_RETURN, permitindo maior armazenamento de informações na blockchain. A atualização reacendeu debates sobre o uso do Bitcoin além das transferações monetárias.

Conclusão

Mesmo encerrando 2025 abaixo de sua máxima histórica, o Bitcoin sai do ano fortalecido. A consolidação institucional, o avanço regulatório, a entrada definitiva de grandes gestores e a maturidade do ecossistema transformaram o ativo em um componente estrutural do mercado financeiro global. O foco agora se volta para 2026, quando o Bitcoin será testado não mais como uma promessa, mas como uma engrenagem relevante do sistema financeiro internacional.

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Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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