O Bitcoin (BTC) alcançou um novo recorde histórico, ultrapassando a marca de US$ 109 mil.
Esse movimento ocorre em meio a uma crescente percepção de que a criptomoeda pode servir como um ativo de proteção (“risk-off”) em tempos de incerteza econômica, segundo análises de especialistas e instituições financeiras.
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O novo patamar do Bitcoin
Valorização recente
Na última quarta-feira, o Bitcoin atingiu o valor de US$ 109.481,83, registrando uma alta de 2% no dia. Nos últimos 30 dias, a criptomoeda acumulou uma valorização de aproximadamente 25%, refletindo o aumento do interesse dos investidores por ativos alternativos diante da volatilidade dos mercados tradicionais.
Fatores impulsionadores
Vinícius Bazan, CEO da Underblock, atribui essa alta a dois fatores principais:
- Melhora no apetite por risco: Desde o “Liberation Day” promovido por Donald Trump em 2 de abril, observou-se uma maior disposição dos investidores em buscar ativos de renda variável.
- Incertezas econômicas: As preocupações relacionadas às tarifas comerciais e à política monetária dos Estados Unidos têm levado investidores a diversificar suas carteiras, reduzindo a exposição ao dólar americano.
Mudança na percepção institucional

BlackRock classifica Bitcoin como “risk-off”
A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, passou a classificar o Bitcoin como um ativo “risk-off”, ou seja, uma opção de investimento considerada mais segura em períodos de instabilidade econômica. Essa mudança de perspectiva destaca o papel do Bitcoin como uma forma de diversificação e proteção contra riscos do mercado tradicional.
Segundo Robbie Mitchnick, chefe de ativos digitais da BlackRock, o Bitcoin é um ativo escasso, global, descentralizado e não soberano, oferecendo proteção única contra riscos geopolíticos. Essa visão contrasta com a classificação tradicional de criptomoedas como ativos de alto risco (“risk-on”).
Implicações para o mercado
A reclassificação do Bitcoin por parte da BlackRock pode ter implicações significativas para o mercado financeiro:
- Aumento da adoção institucional: A percepção do Bitcoin como um ativo de proteção pode atrair mais investidores institucionais, buscando diversificação em suas carteiras.
- Maior legitimidade: A mudança de postura de uma instituição como a BlackRock confere maior legitimidade ao Bitcoin no cenário financeiro global.
- Estímulo à regulamentação: O interesse crescente de grandes instituições pode acelerar o desenvolvimento de regulamentações específicas para o mercado de criptomoedas.
Perspectivas futuras para o Bitcoin
Projeções de valorização
Vinícius Bazan prevê que o Bitcoin possa atingir US$ 120 mil no curto prazo, com uma projeção de US$ 140 mil para meados do ano.
Ele ressalta que, apesar da alta recente, os investidores ainda não demonstram o mesmo nível de euforia observado em ciclos anteriores, sugerindo que ainda há espaço para valorização.
Influência da liquidez global
Bazan também destaca a relação entre o aumento da liquidez global, medido pelo indicador M2, e a valorização do Bitcoin. Historicamente, o aumento desse indicador beneficia ativos de risco, o que pode sustentar a tendência de alta do Bitcoin nos próximos meses.
Considerações sobre volatilidade
Apesar das perspectivas positivas, é importante lembrar que o Bitcoin continua sendo um ativo de alta volatilidade. Movimentos de 20% a 30%, tanto para cima quanto para baixo, são considerados normais neste mercado.
Bazan enfatiza a importância de encarar o Bitcoin como um investimento de longo prazo, apesar das flutuações de curto prazo.
Considerações finais

O recente recorde do Bitcoin e sua reclassificação como ativo de proteção por instituições como a BlackRock refletem uma mudança significativa na percepção da criptomoeda no mercado financeiro.
Com perspectivas de valorização contínua e maior adoção institucional, o Bitcoin consolida-se como uma opção relevante para investidores em busca de diversificação e proteção em tempos de incerteza econômica.
