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BTC alcança ponto observado antes das maiores altas do mercado

O Bitcoin (BTC) iniciou a semana em queda pressionado pelo aumento da incerteza nos mercados internacionais após a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. A criptomoeda chegou a ser negociada próxima de US$ 62.500 nesta segunda-feira (13), em um movimento marcado pela busca dos investidores por ativos considerados mais seguros diante do cenário […]

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 6 min de leitura
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O Bitcoin (BTC) iniciou a semana em queda pressionado pelo aumento da incerteza nos mercados internacionais após a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. A criptomoeda chegou a ser negociada próxima de US$ 62.500 nesta segunda-feira (13), em um movimento marcado pela busca dos investidores por ativos considerados mais seguros diante do cenário geopolítico.

No pior momento do pregão, o Bitcoin recuou 2,6%, chegando a US$ 62.478, antes de reduzir parte das perdas ao longo do dia.

O Ether (ETH), segunda maior criptomoeda em valor de mercado, também acompanhou o movimento negativo e caiu cerca de 2,6%.

Apesar da pressão recente, o Bitcoin ainda acumula desempenho positivo no mês, com alta próxima de 5%, segundo dados acompanhados pelo mercado de criptomoedas.

A movimentação atual mostra como o ativo digital continua sensível aos fatores macroeconômicos globais, especialmente decisões de bancos centrais, inflação e conflitos internacionais.

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Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Queda do Bitcoin acontece em meio à crise no Oriente Médio

O principal fator que aumentou a pressão sobre os ativos de risco foi a intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã, envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

O anúncio de medidas envolvendo a região aumentou o receio de possíveis impactos no fornecimento global de energia.

Como consequência, o petróleo registrou forte valorização, elevando as preocupações sobre uma possível retomada da inflação em diferentes economias.

Para investidores, uma combinação de petróleo mais caro, inflação persistente e juros elevados costuma reduzir o interesse por ativos considerados mais arriscados, como ações de tecnologia e criptomoedas.

Petróleo mais caro aumenta preocupação com juros nos Estados Unidos

A alta do petróleo reacendeu o debate sobre o caminho da política monetária norte-americana.

O mercado acompanha especialmente os próximos dados de inflação dos Estados Unidos, incluindo o Índice de Preços ao Consumidor (CPI), indicador utilizado pelo Federal Reserve (Fed) para avaliar a necessidade de manter ou alterar os juros.

Caso a inflação venha acima das expectativas, investidores podem aumentar as apostas de que o banco central americano manterá uma política monetária mais restritiva por mais tempo.

Juros elevados tendem a pressionar ativos de risco porque aumentam a atratividade de investimentos tradicionais, como títulos públicos americanos.

CPI dos EUA será decisivo para o mercado de criptomoedas

Analistas avaliam que o resultado do CPI pode definir o comportamento dos mercados nas próximas semanas.

Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget para a América Latina, explica que os investidores acompanham atualmente duas forças principais.

A primeira envolve o aumento do prêmio de risco provocado pelas tensões geopolíticas, favorecendo ativos ligados ao petróleo, defesa e proteção financeira.

A segunda está relacionada aos dados econômicos dos Estados Unidos, principalmente a inflação, que pode influenciar as decisões futuras do Federal Reserve.

Segundo essa avaliação, um CPI acima do esperado poderia elevar os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e aumentar a pressão sobre ativos digitais.

Por outro lado, um resultado mais fraco poderia reforçar a percepção de que a alta do petróleo representa apenas um choque temporário de oferta.

Bitcoin volta a testar média móvel de 200 semanas

Além dos fatores externos, investidores também observam indicadores técnicos importantes.

A queda recente levou o Bitcoin novamente para abaixo da média móvel de 200 semanas, uma referência bastante acompanhada por analistas de longo prazo.

Historicamente, esse indicador foi utilizado como uma referência para identificar momentos em que grandes ciclos de correção poderiam estar próximos do fim.

O analista-chefe de mercado da FxPro, Alex Kuptsikevich, afirmou que o nível possui relevância histórica para investidores que avaliam posições de longo prazo.

Segundo ele, tocar essa média já representou oportunidades de entrada gradual em outros ciclos, mas isso não significa necessariamente uma recuperação rápida ou garantida.

O comportamento do Bitcoin continua dependente das condições econômicas e da confiança dos investidores.

Mercado ainda busca direção após semana de incertezas

Nos últimos sete dias, o desempenho do Bitcoin permaneceu praticamente estável, refletindo a dificuldade do mercado em estabelecer uma tendência clara.

Além da tensão no Oriente Médio, investidores acompanham outros fatores:

  • decisões do Federal Reserve;
  • comportamento da inflação americana;
  • fluxo de investimentos institucionais;
  • movimentações de grandes fundos;
  • desempenho dos mercados tradicionais.

A criptomoeda, apesar de possuir características próprias, continua integrada ao ambiente financeiro global.

Em momentos de forte aversão ao risco, investidores costumam reduzir exposição a ativos mais voláteis.

ETFs de Bitcoin voltam a registrar entradas nos Estados Unidos

Mesmo com a pressão de curto prazo, alguns indicadores apontam sinais positivos para o mercado de Bitcoin.

Os ETFs de Bitcoin negociados nos Estados Unidos registraram entradas líquidas de US$ 197 milhões na semana encerrada em 10 de julho.

O resultado interrompeu uma sequência de oito semanas consecutivas de resgates e marcou o primeiro saldo semanal positivo desde maio.

Antes dessa recuperação, os fundos haviam registrado aproximadamente US$ 4,5 bilhões em saídas líquidas durante junho.

O retorno dos fluxos positivos indica que investidores institucionais podem estar retomando gradualmente o interesse pelo ativo.

Investidores institucionais voltam ao radar do Bitcoin

A entrada de recursos nos ETFs é acompanhada de perto porque representa a participação de grandes investidores no mercado.

Desde a aprovação dos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos, esses produtos passaram a funcionar como uma importante ponte entre o mercado tradicional e o setor de criptomoedas.

Quando há aumento dos aportes nesses fundos, o movimento costuma ser interpretado como sinal de maior confiança institucional.

No entanto, especialistas destacam que uma semana positiva ainda não confirma uma mudança definitiva de tendência.

O mercado deve observar se os fluxos continuam positivos nas próximas semanas.

Julho costuma ser positivo para o Bitcoin, mas cenário atual muda expectativas

Historicamente, julho costuma apresentar desempenho favorável para o Bitcoin em alguns ciclos de mercado.

Entretanto, analistas avaliam que esse padrão perdeu relevância diante dos acontecimentos recentes.

Segundo avaliações da corretora Bitfinex, o comportamento da criptomoeda continuará sendo determinado principalmente por fatores externos, como:

  • evolução das tensões no Oriente Médio;
  • segurança da navegação no Estreito de Ormuz;
  • dados econômicos dos Estados Unidos;
  • política de juros do Federal Reserve.

O cenário atual mostra que fatores macroeconômicos podem superar tendências históricas de curto prazo.

Como a queda do Bitcoin afeta investidores brasileiros

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Para investidores brasileiros, a movimentação do Bitcoin envolve não apenas a cotação internacional, mas também fatores como o dólar e as condições do mercado local.

Quando o Bitcoin cai em dólar, o impacto em reais pode ser diferente dependendo da variação cambial.

Além disso, investidores precisam considerar que criptomoedas apresentam alta volatilidade e podem registrar grandes oscilações em períodos curtos.

Por isso, decisões de investimento costumam exigir análise de perfil de risco, objetivos financeiros e horizonte de aplicação.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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