O Bitcoin (BTC) acaba de registrar um marco impressionante em sua trajetória: o maior fechamento semanal de todos os tempos, posicionando-se novamente muito próximo da máxima histórica registrada em janeiro deste ano.
Bitcoin faz história com maior fechamento semanal de todos os tempos e reacende corrida rumo à máxima histórica
O Bitcoin atingiu seu maior fechamento semanal da história, reacendendo expectativas de novas máximas. Entenda os fatores por trás da alta.
De acordo com dados da TradingView, o fechamento semanal mais recente, registrado em 18 de maio, foi ligeiramente abaixo de US$ 106.500, superando com folga o recorde anterior de US$ 104.400, datado de dezembro de 2024. A criptomoeda acumula seis semanas consecutivas de alta — algo que não era visto desde os ciclos explosivos de 2020 e 2021.
Mais do que um simples número, esse fechamento histórico serve como indicativo de que o mercado está em forte tendência de alta, com novos fluxos de capital, otimismo dos investidores e fundamentos macroeconômicos favoráveis contribuindo para o momento positivo.
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Análise técnica: Bitcoin em formação de topos mais altos

Não apenas o fechamento semanal foi recorde. No mesmo 18 de maio, o Bitcoin também registrou o maior fechamento diário de sua história, encerrando o dia acima dos US$ 105.000.
Esse comportamento de “máximas mais altas” em diferentes timeframes é considerado extremamente bullish por analistas técnicos. Scott Melker, investidor e trader conhecido no mercado como “The Wolf of All Streets”, destacou o feito em seu perfil na plataforma X (antigo Twitter):
“O Bitcoin acaba de registrar o maior fechamento diário de vela de todos os tempos. Isso é gigantesco.”
Perspectivas técnicas: alvos de curto e médio prazo
A análise técnica aponta para alvos mais ambiciosos no curto prazo. Com o rompimento sustentado da região de US$ 104 mil, o BTC agora mira a resistência psicológica em US$ 110 mil, que também representa sua máxima histórica intradiária registrada em 20 de janeiro de 2025 (US$ 109.358).
Se ultrapassar esse patamar, os próximos alvos técnicos incluem:
- US$ 115 mil: alvo projetado por canais de Fibonacci.
- US$ 125 mil: resistência simbólica e possível ponto de realização parcial.
- US$ 150 mil: alvo de médio prazo citado por diversos fundos institucionais.
Sentimento do mercado: otimismo em alta
Um dos indicadores que mais chamaram a atenção nos últimos dias foi o retorno do chamado Coinbase Premium, um diferencial de preço entre o par BTC/USD na Coinbase (voltada ao mercado norte-americano) e o par equivalente BTC/USDT na Binance (mais utilizado por traders globais).
De acordo com o analista “McKenna”, sócio da Arete Capital, o retorno desse prêmio sinaliza forte demanda nos Estados Unidos — mesmo em um domingo à noite, horário geralmente marcado por baixa liquidez.
“A força dessa demanda em um domingo à noite é estranha. É possível que alguém saiba de alguma notícia importante que será divulgada na próxima semana.”
Esse comportamento atípico reforça a teoria de que players institucionais estão se posicionando antes de anúncios ou eventos relevantes, como decisões de política monetária ou aprovações regulatórias.
Índice de Medo e Ganância atinge patamar extremo de ganância
Outro termômetro do sentimento do mercado, o Índice de Medo e Ganância (Fear & Greed Index), voltou a entrar na zona de “ganância extrema”, superando 80 pontos pela primeira vez em quase três meses.
Esse índice, que vai de 0 (medo extremo) a 100 (ganância extrema), sugere que os investidores estão confiantes e propensos a assumir riscos — um comportamento típico de fases de aceleração no preço do Bitcoin.
Fatores macroeconômicos e estruturais impulsionam o preço
A recuperação recente do Bitcoin ocorre em paralelo à queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, que têm sido pressionados por expectativas de afrouxamento monetário por parte do Federal Reserve (Fed).
Com menos atratividade nos mercados tradicionais de renda fixa, investidores estão redirecionando recursos para ativos de risco, incluindo ações de tecnologia e criptomoedas.
Pós-halving e novo cenário de oferta reduzida
O recente halving do Bitcoin, que ocorreu em abril, também contribui significativamente para o cenário de valorização.
A redução da recompensa por bloco de 6,25 BTC para 3,125 BTC diminui a pressão vendedora natural dos mineradores, enquanto a demanda permanece constante ou crescente.
Além disso, grandes mineradoras têm reduzido suas reservas de BTC, sinalizando possíveis estratégias de venda controlada para otimizar lucros em meio à tendência de alta.
Taxa de crescimento anual composta (CAGR): desaceleração é natural, diz Willy Woo
Em uma análise recente, o conhecido analista Willy Woo comentou sobre a taxa de crescimento anual composta (CAGR) do Bitcoin, que vem desacelerando com o passar dos anos.
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Segundo Woo:
“O BTC agora é negociado como o mais novo ativo macro dos últimos 150 anos. Ele continuará a absorver capital até atingir seu ponto de equilíbrio.”
Woo estima que, no longo prazo, a CAGR do Bitcoin pode estabilizar em torno de 8% ao ano, o que ainda é superior ao crescimento de muitos ativos tradicionais, como ações e imóveis.
Para efeito de comparação:
- Expansão monetária global (média histórica): ~5% ao ano
- Crescimento médio do PIB mundial: ~3% ao ano
Enquanto isso, o Bitcoin já apresenta retornos superiores a 100% apenas em 2025, tornando-se o ativo de melhor performance entre todos os ativos globais no ano até agora.
O que esperar do Bitcoin nas próximas semanas?
Principais drivers para observar
- Rompimento da máxima histórica (US$ 109.358);
- Dados de inflação nos EUA (CPI, PCE);
- Declarações do Fed e decisões sobre taxa de juros;
- Entrada líquida de capital em ETFs de Bitcoin à vista;
- Movimentações de grandes carteiras (whales).
Possíveis cenários
Cenário otimista (alta contínua)
- Rompimento da máxima histórica e avanço para US$ 120 mil em junho;
- Forte entrada de capital via ETFs;
- Estabilização do cenário macroeconômico global.
Cenário neutro (consolidação)
- Bitcoin oscila entre US$ 100 mil e US$ 110 mil por várias semanas;
- Lateralização em busca de liquidez;
- Aumento da volatilidade com realização parcial de lucros.
Cenário pessimista (correção)
- Rejeição na máxima histórica com correção até US$ 94 mil;
- Pressão vendedora de mineradoras e traders de curto prazo;
- Aversão ao risco por parte do mercado tradicional.
Conclusão: Bitcoin em zona crítica e com fundamentos fortalecidos

O Bitcoin entra em uma fase decisiva de sua trajetória: com máximas semanais e diárias renovadas, fundamentos sólidos e demanda institucional crescente, a criptomoeda pode muito bem estar às portas de um novo ciclo de valorização sem precedentes.
Ainda que a volatilidade seja inevitável — especialmente com níveis de preços tão elevados — o mercado parece mais maduro, mais líquido e mais preparado para sustentar movimentos de alta duradouros do que em ciclos anteriores.
