O Bitcoin (BTC) recuou cerca de 1,4% nesta sexta-feira (15), voltando ao patamar de US$ 119 mil, depois de atingir novas máximas históricas nos últimos dias. A retração acompanha o movimento de outras criptomoedas, enquanto os investidores reavaliam as expectativas de um possível corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) em setembro.
O Ethereum (ETH), segunda maior criptomoeda do mundo, também registrou queda de 1,5%, sendo cotado a US$ 4,6 mil, embora ainda apresente valorização semanal de quase 20%. Outras altcoins sofreram recuos mais expressivos: Solana (SOL) e XRP (XRP) registraram perdas acima de 3%, refletindo a correção generalizada no mercado.
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Inflação nos EUA pressiona mercado de criptomoedas

Segundo o portal Decrypt, o principal gatilho para a queda foi a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) nos Estados Unidos na quinta-feira (14). O indicador, que mede a inflação no atacado, registrou alta de 0,9% em julho, a maior em mais de três anos e acima do esperado pelo mercado.
Essa leitura impactou a confiança dos traders, reduzindo as apostas em cortes de juros pelo Fed em setembro.
Fontes consultadas pelo Decrypt afirmaram que a leitura do PPI “abalou a confiança geral” do mercado de criptomoedas.
Como consequência, a queda nos preços resultou em quase US$ 941 milhões em liquidações de posições alavancadas no mercado cripto, refletindo a sensibilidade dos investidores a movimentos macroeconômicos.
Correções históricas e resiliência do mercado
Apesar do recuo recente, análises do CoinDesk destacam a resiliência do mercado de criptoativos. Correções após recordes históricos têm se tornado progressivamente menores:
- Abril de 2025: queda de 30% após máxima histórica
- Junho de 2025: queda de 12%
- Julho de 2025: queda de 9%
- Agosto de 2025: queda de 7%
Segundo especialistas, a tendência mostra que o mercado está aprendendo a lidar com a volatilidade, com ajustes menos severos a cada nova alta do Bitcoin.
Essa evolução sugere que, mesmo em períodos de correção, os investidores mantêm confiança na valorização de longo prazo do BTC e de outros ativos digitais.
Perspectivas para setembro e quarto trimestre
Analistas consultados pelo Decrypt mantêm visão positiva, apesar da expectativa de fraqueza sazonal em setembro. O último trimestre do ano é projetado como período de recuperação e valorização dos criptoativos.
A expectativa é apoiada pela crescente liquidez global, estimulada por pacotes de estímulo na China e um dólar relativamente mais fraco, fatores que favorecem a entrada de capital em ativos de risco, incluindo criptomoedas.
Além disso, os investidores monitoram indicadores domésticos nos EUA, como vendas no varejo, para antecipar os próximos movimentos do Federal Reserve e ajustar suas posições no mercado.
Desempenho das principais criptomoedas
O mercado de criptoativos apresenta movimentação distinta entre os ativos mais relevantes. Veja o desempenho das 10 maiores criptomoedas nesta sexta-feira:
| # | Criptomoeda | Preço | 1h % | 24h % | 7d % | YTD % |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Bitcoin (BTC) | US$ 119.156,75 | ▲ 0,09% | ▼ 1,39% | ▲ 2,00% | ▲ 27,58% |
| 2 | Ethereum (ETH) | US$ 4.640,64 | ▼ 0,19% | ▼ 1,48% | ▲ 18,50% | ▲ 39,31% |
| 3 | XRP (XRP) | US$ 3,10 | ▼ 0,27% | ▼ 3,36% | ▲ 6,81% | ▲ 49,34% |
| 4 | Tether (USDT) | US$ 1,00 | ▼ 0,00% | ▲ 0,03% | ▲ 0,05% | ▲ 0,27% |
| 5 | BNB (BNB) | US$ 844,97 | ▼ 0,14% | ▼ 1,67% | ▲ 7,07% | ▲ 20,54% |
| 6 | Solana (SOL) | US$ 194,51 | ▼ 0,52% | ▼ 4,45% | ▲ 9,37% | ▲ 2,79% |
| 7 | USDC (USDC) | US$ 0,9998 | ▼ 0,01% | ▲ 0,01% | ▲ 0,00% | ▲ 0,01% |
| 8 | Dogecoin (DOGE) | US$ 0,2300 | ▼ 0,81% | ▼ 3,30% | ▲ 2,97% | ▼ 27,14% |
| 9 | TRON (TRX) | US$ 0,3598 | ▼ 0,23% | ▼ 2,19% | ▲ 6,34% | ▲ 41,54% |
| 10 | Cardano (ADA) | US$ 0,9436 | ▼ 1,01% | ▼ 2,62% | ▲ 17,67% | ▲ 11,83% |
O Bitcoin mantém liderança em valor de mercado e resiliência, enquanto altcoins, como Solana, XRP e Dogecoin, sofrem maior volatilidade nas correções.
Fatores macro que influenciam o mercado cripto

A recente queda evidencia como mercados macroeconômicos globais influenciam o comportamento das criptomoedas:
- Inflação ao atacado (PPI) nos EUA: leitura elevada diminui expectativa de corte de juros, pressionando ativos de risco.
- Liquidez global: estímulos monetários na China e dólar mais fraco atraem investidores para criptoativos.
- Movimentos sazonais: setembro tende a apresentar volatilidade moderada, mas a tendência é de recuperação no quarto trimestre.
- Correções menores: ajuste progressivo do mercado após recordes históricos reduz impacto de quedas abruptas.
Com informações de: Money Times
