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Bitcoin se aproxima de novo recorde com entrada de US$ 113 bi de institucionais e otimismo regulatório

Bitcoin se aproxima de recorde histórico de US$ 123 mil impulsionado por fluxos institucionais e otimismo regulatório. Ethereum também dispara.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira6 min de leitura
Bitcoin

O mercado de criptomoedas voltou a viver um momento de euforia nesta segunda-feira (11), com o Bitcoin (BTC) registrando alta de até 3,2% e alcançando US$ 122 mil, ficando a menos de mil dólares de seu recorde histórico de US$ 123.205 registrado em julho deste ano.

O rali é sustentado por fortes fluxos de compra de investidores institucionais e um cenário regulatório mais otimista, reforçando expectativas de novos topos.

O Ethereum (ETH) também teve um desempenho impressionante, acumulando 21% de valorização na semana e atingindo US$ 4.300, patamar não visto desde dezembro de 2021. O movimento é reforçado por entradas massivas em fundos e tesourarias corporativas, além do entusiasmo crescente de figuras públicas e veteranos do mercado financeiro.

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A força institucional por trás da alta

Um dos motores principais desse avanço é a demanda de investidores institucionais.

De acordo com dados da Coingecko, fundos, ETFs e veículos corporativos que acumulam Bitcoin já detêm US$ 113 bilhões em BTC. No caso do Ethereum, o monitoramento feito pelo StrategicETHReserve aponta para US$ 13 bilhões em ETH alocados por empresas e fundos.

ETFs impulsionam liquidez

A aprovação e expansão de ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos, Europa e Ásia têm sido fundamentais para dar liquidez ao mercado. Esses instrumentos permitem que investidores institucionais e até mesmo de varejo com perfil mais conservador tenham exposição ao BTC sem lidar com a custódia direta do ativo.

Comentário de especialista:
“A entrada institucional é o fator mais relevante para sustentar preços em patamares elevados. Diferente de outros ciclos, agora temos players com estratégias de longo prazo, que não vendem facilmente em momentos de correção”, afirma Marcos Vasques, analista de criptoativos da BitResearch.

Tesourarias corporativas apostam no BTC e no ETH

Bitcoin criptomoedas
Imagem: Freepik e Canva

Além dos ETFs, empresas listadas em bolsa continuam adicionando Bitcoin e Ethereum aos seus balanços. Casos emblemáticos, como MicroStrategy, que recentemente ampliou suas reservas para mais de 250 mil BTC, criam um efeito dominó no setor.

Efeito MicroStrategy e Tesla

A presença de empresas como Tesla, Square e Nexon no rol de detentores corporativos de Bitcoin valida a tese do ativo como reserva de valor e estimula outras companhias a diversificarem parte de seu caixa em criptoativos.

Ethereum Ganha Espaço nas Tesourarias

Embora o BTC continue sendo a escolha prioritária, o Ethereum vem conquistando espaço, especialmente entre empresas voltadas para o desenvolvimento de soluções de blockchain e DeFi (finanças descentralizadas).

O crescimento do ecossistema de staking e a redução na emissão líquida após a implementação do The Merge reforçam essa atratividade.

O papel do sentimento público e das figuras de influência

O rali recente também foi impulsionado por declarações de personalidades influentes no universo financeiro e político.

Eric Trump e o efeito nas redes sociais

Eric Trump, filho do presidente dos Estados Unidos, celebrou publicamente a alta do Ethereum, usando o X (antigo Twitter) para ironizar investidores que apostavam contra as duas maiores criptomoedas do mercado.

“Fico feliz de ver os vendidos em ETH sendo esmagados hoje. Pare de apostar contra BTC e ETH, você será atropelado.”

Peter Brandt e a tese do BTC como reserva de valor

O veterano trader Peter Brandt reforçou a visão de que o Bitcoin é a melhor reserva de valor do século XXI, destacando que, embora o ouro mantenha sua importância, o BTC supera pela escassez absoluta e pela portabilidade digital.

Contexto macroeconômico: EUA no radar

O mercado segue atento aos indicadores econômicos norte-americanos desta semana, que podem influenciar diretamente as expectativas sobre cortes de juros.

CPI e PPI como catalisadores

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) e o Índice de Preços ao Produtor (PPI) são aguardados com expectativa, já que leituras abaixo do esperado podem reforçar a pressão sobre o Federal Reserve para iniciar cortes de juros ainda neste trimestre.

Nomeação do novo presidente do Fed

Outro fator de atenção é o processo de nomeação do próximo presidente do Fed. Dependendo do perfil escolhido, o mercado poderá interpretar a decisão como mais hawkish (favorável a juros altos) ou dovish (favorável a estímulos econômicos), o que afeta diretamente o apetite por ativos de risco, como criptomoedas.

Comparativo histórico: 2021 vs 2025

Para entender o momento atual, é importante comparar este rali com o de 2021, quando o BTC ultrapassou os US$ 69 mil.

Menos alavancagem, mais capital real

Na alta de 2021, grande parte da valorização foi sustentada por alavancagem excessiva no mercado de derivativos, o que levou a liquidações massivas. Hoje, o cenário é diferente: o capital que entra vem de compras spot de longo prazo, especialmente via ETFs.

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Regulação mais clara

Enquanto 2021 foi marcado por incertezas regulatórias, em 2025 diversos países já estabeleceram marcos legais para criptoativos, permitindo uma participação mais robusta de bancos e fundos.

Ethereum: O rival que cresce

Embora o Bitcoin mantenha a liderança de capitalização, o Ethereum vive seu próprio momento de glória.

Fatores técnicos de alta

  • Adoção crescente de DeFi;
  • Expansão de redes Layer 2;
  • Staking líquido ganhando mercado;
  • Oferta circulante reduzida após EIP-1559.

Potencial de superação

Analistas mais ousados já cogitam a possibilidade de o ETH ultrapassar o BTC em termos de valor de mercado no longo prazo, cenário conhecido como flippening.

Perspectivas para o curto e médio prazo

Cenário otimista

Se os indicadores econômicos dos EUA vierem abaixo das expectativas e o Fed sinalizar cortes de juros, o BTC pode não apenas romper o recorde de US$ 123.205, mas buscar novas máximas históricas na faixa dos US$ 130 mil a US$ 135 mil.

Cenário de cautela

Caso a inflação surpreenda para cima e o Fed adote tom mais restritivo, é possível uma correção temporária para níveis entre US$ 110 mil e US$ 115 mil, antes de uma retomada.

Considerações finais

Criptomoedas
Imagem: Freepik

O momento atual do Bitcoin e do Ethereum combina fundamentos sólidos, entrada de capital institucional e um pano de fundo macroeconômico que pode favorecer ativos de risco.

A diferença em relação a ciclos passados é a maturidade do mercado, com instrumentos financeiros mais sofisticados, maior participação corporativa e regulação mais clara.

Para investidores, o cenário é promissor, mas exige atenção a eventos macroeconômicos e ao fluxo institucional, que seguem como os principais direcionadores de preço nos próximos meses.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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