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Bitcoin pode chegar a US$ 150 mil até o Natal, dizem analistas

Após o primeiro corte de juros do Fed em nove meses, analistas projetam bitcoin entre US$ 123 mil e US$ 150 mil até o Natal. Veja fatores que influenciam.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
bitcoin

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, realizou nesta semana o primeiro corte em sua taxa básica de juros em nove meses, movimentando não apenas os mercados tradicionais, mas também o universo das criptomoedas.

O bitcoin (BTC-USD) ultrapassou brevemente a marca de US$ 117 mil, e especialistas já projetam novos recordes até o final do ano, com cenários que apontam para valores entre US$ 123 mil e US$ 150 mil até o Natal.

A decisão do Fed, descrita pelo presidente Jerome Powell como uma estratégia de “gestão de risco”, abre espaço para uma trajetória de flexibilização monetária que pode redefinir o desempenho do bitcoin no quarto trimestre de 2025.

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O corte de juros e seu impacto imediato no bitcoin

Bitcoins
Imagem: Seu Crédito Digital/Freepik

O que decidiu o Fed

  • Redução de 25 pontos-base, levando a taxa dos fundos federais para a faixa de 4,00% a 4,25%.
  • Projeção de dois novos cortes de 0,25 ponto percentual cada até o final do ano.
  • Expectativa de que, em 2026, a taxa esteja entre 3,50% e 3,75%.

Reação do mercado cripto

Logo após o anúncio, o bitcoin saltou acima de US$ 117 mil, refletindo o otimismo com a maior liquidez no sistema financeiro. Contudo, analistas alertam que a volatilidade de curto prazo deve continuar, já que as projeções do Fed ficaram abaixo das expectativas do mercado.


Por que os juros importam para o bitcoin?

Relação entre liquidez e criptoativos

Quando os juros caem, os rendimentos de investimentos de baixo risco, como títulos públicos e fundos monetários, diminuem. Isso redireciona capital para ativos alternativos, incluindo o bitcoin, que passa a ser visto como hedge contra riscos e alternativa de diversificação.

Histórico de movimentos pós-Fed

De acordo com Ryan Lee, analista-chefe da corretora Bitget, as criptomoedas tendem a registrar quedas de 5% a 8% logo após cortes de juros, em movimentos conhecidos como “sell the news” (venda após a notícia).

No entanto, esse comportamento geralmente é seguido por fortes altas nos meses seguintes, impulsionadas pela nova política monetária.


Projeções para o bitcoin até o Natal

A visão de Ryan Lee (Bitget)

  • Curto prazo: consolidação e possível correção de 5% a 8%.
  • Fim do ano: avanço para a faixa de US$ 123 mil a US$ 150 mil, caso os cortes adicionais se confirmem.

Fatores que sustentam a projeção

  1. ETFs de bitcoin à vista – a crescente demanda institucional fortalece o mercado.
  2. Redirecionamento de capital – com mais de US$ 7,2 trilhões estacionados em fundos de mercado monetário, parte desse montante pode migrar para ativos digitais.
  3. Cenário macroeconômico – inflação moderada e estímulos monetários favorecem ativos de risco.
  4. Adoção institucional – bancos, fundos e gestoras seguem ampliando exposição ao bitcoin.

ETFs de bitcoin e a força da demanda institucional

O peso dos fundos negociados em bolsa

O lançamento e a consolidação dos ETFs de bitcoin à vista se tornaram um divisor de águas para o mercado. Esses instrumentos oferecem aos investidores institucionais uma forma regulamentada e segura de acessar o bitcoin, ampliando a liquidez e reduzindo barreiras de entrada.

Impacto esperado

Especialistas acreditam que a demanda contínua por ETFs pode sustentar preços mais altos, especialmente em um ambiente de juros em queda, onde investidores buscam alternativas ao mercado de renda fixa.


Volatilidade de curto prazo: um alerta para investidores

Por que esperar correções?

  • O corte de 25 pontos-base foi considerado modesto, divergindo das expectativas de até 68 pontos-base.
  • Traders podem ajustar posições, gerando quedas temporárias.
  • Eventos macroeconômicos, como dados de inflação e desemprego, ainda podem pressionar os preços.

Estratégias para lidar com oscilações

  • Investidores de longo prazo devem manter foco na tendência estrutural.
  • Traders de curto prazo devem se preparar para alta volatilidade.
  • Diversificação segue como a melhor forma de mitigar riscos.

Cenário macroeconômico favorável

Riscos à economia dos EUA

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O Fed justificou a decisão com base em:

  • Riscos crescentes para o emprego;
  • Pressões inflacionárias persistentes;
  • A necessidade de equilibrar estímulos sem perder o controle da inflação.

Benefício indireto para o bitcoin

Com juros menores, o custo de oportunidade de investir em criptoativos se reduz, fortalecendo a tese do bitcoin como reserva alternativa de valor.


Perspectiva histórica: o bitcoin em ciclos de política monetária

Após cortes de juros

Em ciclos anteriores, o bitcoin apresentou:

  • Correções imediatas, seguidas de recuperação;
  • Valorização expressiva em até seis meses após a primeira redução da taxa de juros.

Comparação com o cenário atual

A diferença é que, desta vez, o mercado cripto conta com fatores adicionais:

  • ETFs regulamentados;
  • Maior adoção institucional;
  • Ambiente global de juros em queda.

Possíveis riscos no caminho

Apesar do otimismo, alguns fatores podem limitar a escalada do bitcoin:

  • Inflação persistente nos EUA, que pode adiar cortes futuros;
  • Regulação mais rígida para criptoativos;
  • Eventos geopolíticos que elevem a aversão ao risco.

Considerações finais

O corte de juros do Fed abriu espaço para que o quarto trimestre de 2025 seja um dos mais decisivos da história recente do bitcoin. Ainda que a volatilidade de curto prazo seja quase inevitável, o ambiente de liquidez crescente, demanda institucional e ETFs robustos sustenta projeções otimistas.

Se os próximos cortes se confirmarem, o bitcoin pode terminar o ano entre US$ 123 mil e US$ 150 mil, consolidando-se cada vez mais como ativo de relevância global no cenário financeiro.

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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