O mercado de criptomoedas vive mais um momento de euforia, e o Bitcoin (BTC) é novamente protagonista. Após atingir uma nova máxima histórica de US$ 111.980, a criptomoeda mais negociada do mundo continua demonstrando força, sustentando uma sequência de sete velas semanais verdes — algo raro em seu histórico recente.
Bitcoin rumo aos US$ 120 mil? Analista que previu nova máxima histórica aponta alvos e riscos
Analista Diego Pohl projeta novo rali do Bitcoin com alvos entre US$ 117 mil e US$ 120 mil. Entenda os fatores que sustentam essa previsão otimista.
Entre os especialistas que mantêm uma visão otimista para o curto prazo está Diego Pohl, analista da Crypto Investidor, conhecido por ter previsto com precisão a renovação do recorde anterior.
Segundo Pohl, os próximos alvos de preço estão entre US$ 117.000 e US$ 120.000, contanto que o Bitcoin mantenha o suporte crítico em US$ 106.600. Essa previsão ocorre em meio a um contexto macroeconômico incerto nos Estados Unidos, marcado por tensões fiscais e geopolíticas, que estão impulsionando o BTC como ativo de proteção.
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Novo recorde semanal reforça tendência de alta
O fechamento da semana de 25 de maio consolidou um novo recorde semanal, com o Bitcoin sendo cotado acima de US$ 109 mil. O desempenho veio mesmo com a elevada volatilidade nas bolsas de valores dos EUA, que enfrentaram a maior liquidação em mais de um mês.
Para analistas técnicos, esse movimento consolida o rompimento de resistências anteriores e sustenta a tendência de alta:
“Desde que saiu do fundo em US$ 74.700, o Bitcoin não apenas iniciou um rali, mas rompeu sua máxima histórica, o que confirma um ciclo de expansão. O alvo natural agora está entre US$ 117 mil e US$ 120 mil”, afirma Diego Pohl.
Essa sequência positiva não ocorria desde o ciclo de alta de 2021 e reacende o debate sobre a possibilidade de uma nova fase de valorização acelerada.
Tensiões nos EUA alimentam demanda por ativos alternativos

Um dos gatilhos recentes para a instabilidade nos mercados tradicionais foi a declaração do presidente Donald Trump, que prometeu tarifas de 25% sobre produtos da Apple se a empresa não transferir a produção para os EUA. Trump também ameaçou impor tarifas de 50% sobre produtos da União Europeia — uma posição da qual ele recuou logo em seguida.
Essa retórica protecionista gerou inquietação no mercado global, acentuando a busca por proteção cambial e ativações não correlacionadas, como o Bitcoin.
Tesouro americano sofre pressão: juros em alta
Enquanto isso, o mercado de dívida pública norte-americano dá sinais de estresse. Segundo a QR Asset Management:
“O rendimento da nota de 30 anos voltou a ultrapassar 5% e a de 10 anos se aproxima de 4,5%, impulsionado pela crescente dívida governamental e pela percepção de risco fiscal.”
Esse ambiente de incerteza impulsiona o Bitcoin como hedge contra déficits públicos, reforçando seu papel como reserva de valor digital.
Expectativas sobre o Fed influenciam próximos passos
O mercado aguarda com atenção os próximos dados macroeconômicos dos EUA, em especial o índice PCE (despesas de consumo pessoal), considerado o principal termômetro da inflação pelo Federal Reserve.
Também serão divulgados os pedidos iniciais de seguro-desemprego, o que ajudará a medir a robustez do mercado de trabalho.
A probabilidade de o Fed cortar juros em junho ou julho é considerada baixa, segundo o CME FedWatch Tool:
- Junho: 23,4% de chance de corte
- Julho: menos de 30%
- Setembro: 59,7% de chance de corte
Se os dados continuarem fracos, a pressão para um corte pode aumentar, influenciando o apetite por risco nos mercados.
Análise técnica: suportes e resistências do Bitcoin
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A recente consolidação acima de US$ 110 mil abre caminho para liquidações de posições vendidas (shorts), o que pode impulsionar o preço rapidamente para a região de US$ 114 mil.
“Se o Bitcoin mantiver esse patamar, há espaço para um rali explosivo. O próximo alvo está entre US$ 117 mil e US$ 120 mil”, reforça Diego Pohl.
Suporte crítico: US$ 106.600
No entanto, o analista alerta que uma perda do suporte em US$ 106.600 pode mudar o quadro otimista, levando o preço a testar:
- US$ 100.000 (suporte psicológico)
- US$ 95.000 (região de acumulação anterior)
Esses níveis funcionarão como zonas de defesa em caso de correções mais severas.
Criptomoedas ganham espaço como hedge
Em meio à deterioração fiscal e à instabilidade política, os criptoativos ganham espaço nos portfólios institucionais. A QR Asset destaca:
“Uma parcela relevante do mercado começa a entender o papel das criptomoedas como um hedge frente à deterioração das contas públicas e ao aumento da incerteza geopolítica.”
Esse movimento se reflete também no aumento dos fluxos para ETFs de Bitcoin, e na adoção de BTC como ativo de tesouraria por grandes corporações.
Reabertura dos mercados pode catalisar novo impulso
Com os mercados dos EUA reabrindo após o feriado do Memorial Day, analistas esperam uma semana de forte atividade. Caso o Bitcoin consiga se manter acima de US$ 110 mil nos primeiros dias da semana, o cenário para uma nova perna de alta ganha força.
Considerações finais

O Bitcoin está em um momento decisivo: após renovar sua máxima histórica, demonstra força para buscar patamares ainda mais altos. Entretanto, o sucesso dessa escalada dependerá do comportamento do mercado diante de indicadores macroeconômicos e de sua capacidade de manter os suportes técnicos.
A previsão de Diego Pohl não é isolada. Vários analistas enxergam a zona de US$ 117 mil a US$ 120 mil como próxima parada no ciclo atual de alta. Mas como sempre no mercado de criptoativos, o otimismo deve ser acompanhado de cautela e gestão de risco.
