O mercado de criptomoedas começou esta quarta-feira (21) em forte movimento de alta, impulsionado principalmente pela valorização do Bitcoin. A maior criptomoeda do mundo atingiu US$ 107.000 na terça-feira (20), ficando a menos de 2% de sua máxima histórica, registrada em janeiro deste ano, de US$ 108.786.
Manhã Cripto: BTC chega a US$ 107 mil com olho na máxima histórica
Bitcoin atinge US$ 107 mil e fica a menos de 2% de sua máxima histórica. Veja o que impulsiona a alta e como está o mercado de criptomoedas.
A disparada acontece após semanas de recuperação, desde que o ativo caiu abaixo de US$ 75.000 no início de abril, em meio a tensões comerciais globais. Com a retomada de acordos entre os Estados Unidos e parceiros internacionais, o apetite por ativos de risco voltou a crescer.

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Queda provocada por tensões comerciais
Em abril, o mercado cripto foi fortemente impactado pela intensificação da guerra comercial global, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas contra importantes parceiros comerciais. Na ocasião, o Bitcoin chegou a ser negociado abaixo de US$ 75.000, assustando investidores e provocando liquidações em larga escala.
Sinais de alívio nas tensões impulsionam a alta
Nas últimas semanas, no entanto, Trump recuou de parte das medidas tarifárias, sinalizando avanços em negociações comerciais com países estratégicos. Esse movimento trouxe alívio ao mercado financeiro global e beneficiou diretamente ativos considerados de maior risco, como as criptomoedas.
O resultado foi uma forte recuperação no preço do Bitcoin, que acumula valorização consistente desde então, chegando a US$ 107.000 nesta terça-feira.
Desempenho do mercado cripto nesta quarta-feira
Na manhã desta quarta-feira (21), o Bitcoin opera em leve correção, cotado a US$ 106.349, ainda com alta de 1,2% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinGecko. No Brasil, o Índice de Preço do Bitcoin (IPB) registra R$ 603.016.
O movimento positivo se estende por todo o mercado de criptomoedas. Veja como estão as principais moedas nesta manhã:
- Ethereum (ETH): alta de 0,6%
- XRP: alta de 0,1%
- BNB: alta de 1,2%
- Solana (SOL): alta de 1,1%
- Dogecoin (DOGE): alta de 2,5%
- Cardano (ADA): alta de 3,9%
O desempenho das altcoins reforça o otimismo dos investidores, que veem na estabilização do cenário macroeconômico uma oportunidade de retomada no setor cripto.
Liquidações crescem com valorização do Bitcoin
O movimento de alta do Bitcoin tem provocado um aumento expressivo nas liquidações do mercado de derivativos cripto. Segundo dados da plataforma CoinGlass, nas últimas 24 horas foram liquidadas posições que somam US$ 233 milhões.
Maioria das liquidações são de posições vendidas
Mais da metade desse montante vem de posições vendidas, ou seja, de investidores que apostaram na queda do preço do Bitcoin. A forte valorização do ativo surpreendeu quem estava posicionado contra o mercado.
Ethereum lidera liquidações em posições compradas
Curiosamente, o Ethereum foi o responsável pela maior parte das liquidações do dia, mas, neste caso, de posições compradas. O total chega a US$ 69 milhões, refletindo a volatilidade também nas altcoins.
Quais fatores sustentam a alta do Bitcoin?
O movimento de valorização do Bitcoin não acontece de forma isolada e reflete uma combinação de fatores macroeconômicos, técnicos e de mercado.
Arrefecimento das tensões comerciais
A sinalização de que os Estados Unidos estão dispostos a rever tarifas e avançar em acordos comerciais foi determinante para a recuperação dos mercados de risco, incluindo as criptomoedas.
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Entrada de grandes investidores institucionais
Dados do mercado mostram que investidores institucionais estão aumentando sua exposição a Bitcoin e a outros ativos digitais. A entrada de fundos, bancos e grandes gestoras fortalece a demanda e ajuda a sustentar os preços em patamares elevados.
Expectativa de política monetária mais estável
Com a inflação sob controle nas principais economias e uma possível estabilidade nas taxas de juros, o mercado de renda variável e ativos digitais volta a se tornar mais atrativo, elevando o apetite dos investidores por risco.
Bitcoin está pronto para romper sua máxima histórica?
Faltando menos de 2% para superar o recorde de US$ 108.786 registrado em janeiro deste ano, o mercado debate se o Bitcoin conseguirá romper esse patamar nos próximos dias.
Análises gráficas apontam que, se o preço ultrapassar a resistência em US$ 108.000, o ativo pode abrir espaço para testar novas máximas, possivelmente acima de US$ 110.000.
Por outro lado, especialistas alertam que, após a sequência de altas, não está descartado um movimento de correção de curto prazo, especialmente se houver nova deterioração no cenário geopolítico ou econômico.
Perspectivas para o mercado cripto nos próximos dias

O otimismo predomina, mas os investidores seguem atentos às negociações comerciais dos Estados Unidos, além dos dados econômicos que podem impactar a política monetária global.
Se o cenário externo continuar favorável, analistas acreditam que o Bitcoin poderá não só superar sua máxima histórica como também consolidar um novo ciclo de valorização.
Enquanto isso, o mercado segue de olho nas altcoins, que tendem a se beneficiar ainda mais caso o Bitcoin rompa sua resistência histórica.
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