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Bitcoin recua, mas analistas dizem que topo de US$ 124 mil ainda não foi atingido

Apesar do recuo recente, analistas afirmam que o Bitcoin ainda não atingiu seu topo em US$ 124 mil. Indicadores on-chain e técnicos apontam espaço para alta.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira5 min de leitura
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O Bitcoin (BTC) vive dias de intensa volatilidade após cair de sua máxima histórica de US$ 124.500 para a faixa de US$ 110 mil. O movimento levantou dúvidas no mercado: será que o topo do ciclo de 2025 já foi alcançado ou ainda há espaço para novas altas?

Para muitos analistas on-chain, o atual recuo representa apenas uma correção saudável e não um sinal de exaustão do mercado. De acordo com especialistas, nenhum dos principais 30 indicadores de topo aponta que o Bitcoin já atingiu seu limite.

Pelo contrário, o cenário técnico e de fundamentos sugere espaço para uma nova escalada rumo aos US$ 150 mil até o fim de 2025.

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30 de 30 indicadores mostram que o topo ainda não chegou

O alerta (ou a ausência dele) nos dados on-chain

Segundo o analista Merlijn The Trader, nenhum dos 30 indicadores amplamente acompanhados no mercado cripto disparou sinal vermelho até agora.

Historicamente, os grandes topos de ciclo do Bitcoin coincidiram com múltiplos sinais de “superaquecimento” em ferramentas on-chain. Entre elas:

  • Puell Multiple – que mede a receita dos mineradores em relação à média histórica. Atualmente em 1,39, bem abaixo da zona de perigo (2,2) que sinalizou topos em ciclos anteriores;
  • MVRV Z-Score – indicador que compara o valor de mercado com o valor realizado. Hoje, o índice segue em território neutro, distante dos picos que precederam correções históricas.

Essa ausência de sinais críticos sugere que o Bitcoin ainda tem fôlego para continuar sua trajetória de alta.

Detentores experientes de Bitcoin mantêm confiança

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Imagem: Ginger_Cat / shutterstock.com

Capitulação dos novatos e resiliência dos veteranos

Dados de blockchain mostram uma divisão clara entre novos investidores e detentores experientes.

  • Investidores com BTC há menos de 1 mês: estão em média com -3,5% de perdas não realizadas e começaram a vender.
  • Detentores de curto prazo (1 a 6 meses): ainda acumulam +4,5% de lucro não realizado.

O analista CrazzyBlockk destacou que esse movimento é estruturalmente otimista:

“O mercado está eliminando as mãos mais fracas e transferindo BTC para investidores com convicção maior e custo médio mais baixo. Esse processo, embora doloroso para quem comprou no topo, fortalece a base de suporte para novas altas.”

US$ 70 milhões em posições long liquidadas

Impacto nas alavancagens e liquidez

Outro fator que ajudou a pressionar o preço foi a liquidação de US$ 70 milhões em posições long alavancadas, após o BTC perder os US$ 111 mil na Binance.

De acordo com o analista Amr Taha:

  • O Open Interest (OI) caiu fortemente após as liquidações;
  • O Volume Líquido Acumulado dos Tomadores recuou cerca de US$ 1 bilhão, sinalizando forte venda e capitulação dos compradores mais recentes.

Esse reset de alavancagem, segundo Taha, deixa o mercado mais saudável estruturalmente.

“A ausência de um short squeeze sugere que há potencial de alta latente. Se o BTC recuperar níveis-chave, pode acionar recompras massivas de vendidos.”

Suportes e resistências: para onde vai o preço do BTC?

Liquidez e níveis técnicos em destaque

No curto prazo, os níveis de liquidez mais relevantes estão entre US$ 117 mil e US$ 118 mil, que podem funcionar como um “ímã” de preço em caso de recuperação.

Por outro lado, os suportes mais fortes estão em torno de US$ 108 mil (EMA de 20 semanas) e US$ 95.300 (EMA de 50 semanas).

Resumo técnico:

  • Resistência imediata: US$ 117k – US$ 118k;
  • Suporte primário: EMA de 20 semanas (US$ 108k);
  • Suporte secundário: EMA de 50 semanas (US$ 95,3k).

Correção saudável ou início de uma queda maior?

Comparando com ciclos anteriores

Desde 2023, o Bitcoin vem apresentando correções na faixa de 20% a 30% durante sua trajetória de alta. Essas quedas funcionaram como pontos de acumulação antes de novos avanços.

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A queda atual, de 12%, é considerada mais rasa do que as anteriores, reforçando a visão de que se trata apenas de uma correção dentro do ciclo de alta.

  • Se o preço se mantiver acima da EMA de 20 semanas, a tendência de alta segue intacta;
  • Caso perca esse suporte, há risco de queda até a EMA de 50 semanas (US$ 95,3k), o que ainda se enquadraria como uma correção de mercado em alta.

O caminho para US$ 150 mil ainda está aberto

Cenário macroeconômico e narrativas institucionais

A perspectiva de cortes de juros pelo Federal Reserve em 2025, aliada ao aumento da adoção institucional, reforça a visão otimista de muitos analistas.

Além disso, a narrativa de que o Bitcoin é uma reserva de valor digital ganha força em um ambiente de incertezas geopolíticas e inflação global persistente.

Se o BTC conseguir recuperar sua máxima de US$ 124,5 mil, analistas projetam um movimento rumo aos US$ 150 mil ainda em 2025.

Principais riscos no radar

O que pode mudar a tendência?

Apesar do otimismo, especialistas alertam para alguns riscos:

  • Pressão regulatória em grandes mercados como EUA e Europa;
  • Liquidações adicionais em momentos de baixa liquidez;
  • Movimentos de grandes baleias, que podem intensificar correções;
  • Eventos macroeconômicos imprevistos, como crises bancárias ou conflitos geopolíticos.

Esses fatores podem atrasar ou limitar o potencial de valorização do BTC, mesmo dentro de um ciclo de alta.

Conclusão: US$ 124 mil foi o topo ou apenas um degrau?

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Imagem: REDPIXEL.PL / Shutterstock.com

O recuo recente do Bitcoin gerou temores de que o ciclo de alta de 2025 já tenha atingido seu ápice em US$ 124 mil. No entanto, dados on-chain, análises técnicas e o comportamento dos detentores de longo prazo sugerem outra história.

A correção atual parece mais um processo natural de limpeza de alavancagem e eliminação de investidores frágeis do que o fim do ciclo. Enquanto isso, o caminho para US$ 150 mil segue aberto, desde que o BTC consiga se sustentar acima dos suportes críticos.

O consenso entre analistas: ainda não vimos o verdadeiro topo deste ciclo.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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