O Bitcoin (BTC) vem recuperando terreno ao se aproximar de níveis recordes, mas, na visão da plataforma de análise CryptoQuant, os holders de longo prazo — chamados de LTHs — ainda não realizaram os mesmos lucros vistos no topo de 2024. Para isso, segundo pesquisa publicada no blog da CryptoQuant, seriam necessários mais 30% de valorização, apontando o patamar de US$ 140 000 como meta de preço essencial para devolver ganhos históricos.
Bitcoin mira US$ 140.000 para que holders de longo prazo renovem lucros históricos, aponta estudo
Estudo da CryptoQuant aponta o patamar de US$ 140 000 do Bitcoin como alvo para que holders de longo prazo voltem a ter lucros históricos.
Essa projeção surge em um cenário em que o MVRV (Market‑to‑Realized Value), métrica que compara o valor de mercado com o preço médio gasto ao adquirir os bitcoins, ainda está abaixo dos níveis observados em ciclos anteriores de alta.
Embora o MVRV atual mostre uma valorização média de 220%, em março e dezembro de 2024 os holders já chegaram a registrar lucros entre 300% e 350%, segundo o analista Darkfrost, colaborador do blog da plataforma.
Este artigo investiga a fundo esse estudo, explica as métricas utilizadas, analisa os indicadores técnicos com base em vozes influentes como Rekt Capital, apresenta o contexto do mercado de alta e oferece uma visão aprofundada da jornada necessária para o BTC atingir US$ 140 000, trazendo luz aos diversos impactos para investidores e cenário macroeconômico.
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Por que US$ 140 000? A lógica por trás da meta
A métrica MVRV (Market‑to‑Realized Value) é fundamental para avaliar se os investidores estão obtendo lucro ou prejuízo. Ela compara o valor total de mercado do BTC com o que foi gasto para adquiri-lo (preço realizado). Um MVRV alto indica que muitos investidores estão em lucro, o que costuma aumentar a pressão de venda.
- MVRV atual: cerca de 220%, com investidores tendo mais que dobrado seus valores em média;
- Ciclos passados (março e dezembro de 2024): os LTHs alcançaram 300% a 350% de lucro registrado.
Conclusão da CryptoQuant: mesmo com ganhos relevantes, os holders de Bitcoin ainda estão abaixo de níveis máximos anteriores. Para atingir os mesmos patamares de lucro, o preço do BTC precisa subir até US$ 140 000.
Como o preço realizado influencia na meta
O preço realizado é o valor médio que holders de longo prazo pagaram pelos seus bitcoins, atualmente estimado em cerca de US$ 33 800. A partir daqui:
- Para que a valorização real (MVRV) suba de 220% para 300%, o valor de mercado precisa subir;
- Essa progressão estabelece o cálculo: Prec\co−alvo=prec\corealizado×(1+300%)≈US$33 800×4=US$135 200Preço-alvo = preço realizado \times (1 + 300\%) \approx US\$ 33 800 \times 4 = US\$ 135 200
- O número arredondado e amplamente citado é US$ 140 000, servindo como referência alvo de mercado.
O momento atual do mercado de alta do BTC

De acordo com o Cointelegraph, a grande maioria dos investidores de Bitcoin está com lucros acumulados não realizados que, somados, alcançam cerca de US$ 2,5 trilhões. Esse montante reflete hold longo e apetite especulativo ainda forte.
Consolidação ainda em progresso
O BTC passou por uma consolidação recente, com retirada de pressão de compra em níveis críticos. Ainda assim, conforme destaca Rekt Capital em análise recente, o preço ultrapassou uma tendência de baixa iniciada em maio, sugerindo que o processo de retomada do impulso pode durar mais alguns meses até formar um topo parabólico seguido por reversão de ciclo.
Vieira de especialistas sobre o caminho até US$ 140 000
O colaborador aponta que, embora o MVRV de 220% seja elevado, ele ainda está aquém dos topos de 2024, o que coloca o nível de US$ 140 000 como um “ímã” psicológico de mercado.
“Para retornar a esses níveis de lucro […] o BTC precisaria atingir US$ 140.000” — Darkfrost
Rekt Capital (trader em X)
Rekt Capital afirma que o BTC está em processo de quebra da tendência de baixa e que, embora a correção já tenha ocorrido, ainda não é hora de declarar que o mercado está nos “finalmentes” — um ponto de virada só virá com confirmação de máximas intactas e fluxo robusto de capital institucional.
Indicadores técnicos que sustentam a tese de alta
Médias móveis e padrões de candle
- Média móvel de 50 dias venceu resistência crítica em US$ 105 000;
- Média móvel de 200 dias segue abaixo do preço atual (~US$ 90 000);
- Padrões de candle semanais mostram precisão na tentativa de reversão, com rompimento da linha de baixa desde maio.
Esses sinais técnicos reforçam a viabilidade de um movimento ascendente até a faixa de US$ 140 000, desde que os volumes de negociação acompanhem.
Fluxos de capital e adoção institucional
- ETFs de BTC à vista vêm registrando fluxos positivos consistentes — ainda que com dias de fuga pontual;
- Empresas continuam acumulando reservas de BTC em seus balanços;
- O aumento da adoção de custódia institucional dá sustentação estrutural à tese de alta.
Juntos, esses sinais apontam que, com maior sofisticação de demanda e suporte técnico, o BTC tem espaço para retomar a escalada.
Riscos que podem desviar o caminho ou atrasar a meta
Volatilidade macroeconômica
- Dados econômicos ruins nos EUA provocam aumento dos juros;
- A guerra entre grandes potências ou crises globais podem limitar apetite por risco;
- Ajustes fiscais abruptos — especialmente com eleições nos EUA — impactam fluxos para o BTC.
Se o ambiente global se deteriorar, pode haver pressão vendida forçando o preço a permanecer em consolidação ou navegar agitadamente sem tocar o alvo de US$ 140 000.
Realização de lucro antecipada
- Caso parte dos LTHs comece a vender antes do pico previsto, a pressão vendedora interna pode impedir a subida.
- A zona de resistência entre US$ 130 000 e US$ 140 000 pode atuar como gigante barreira de vendas em massa.
Nesse cenário, mesmo com impulso, o BTC pode estabelecer pico temporariamente abaixo da meta, exigindo nova rodada de acúmulo para retomar avanço.
O que vem depois dos US$ 140 000?
Ao alcançar US$ 140 000, o MVRV voltaria a níveis similares aos topos históricos. Isso poderia, segundo padrões de ciclos anteriores, desencadear o que se chama de fase parabólica: ganhos acelerados e volatilidade amplificada, seguidos por reversão de ciclo.
Historicamente, após pico relevante, o BTC passa por uma fase de correção guardada e formação de base, que pode durar meses ou anos. Se US$ 140 000 for atingido, a atenção do mercado se voltará para consolidação acima de US$ 100 000 e sinalização de reentradas estratégicas por parte de fortes investidores.
Estratégias para investidores diante da meta de US$ 140 000
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Holders de longo prazo
Para quem pretende manter BTC até a meta:
- Reforçar arredondamentos acima do suporte (US$ 100 000);
- Parar parcial ou totalmente a realização após US$ 140 000, dependendo do perfil;
- limpar volatilidade de curto prazo com ordens graduadas de realização.
Traders de curto e médio prazo
- Capitalizar sobre ciclos técnicos via alavancagem controlada;
- Obter ganhos operacionais em volatilidade, usando breakout entre US$ 120 000 a US$ 140 000;
- Gerenciar risco com stop loss abaixo de US$ 90 000.
Institucionais e capital institutional
- Reforçar estratégias de entrada gradual, alinhadas aos marcos da métrica MVRV;
- Implementar hedge com derivativos ou outros ativos de risco;
- Monitorar evolução macroeconômica e fiscal global para ajustar exposição.
Comparação com ciclos anteriores

8.1 2017‑2018
- Topo em US$ 20 000 — corrigiu para US$ 6 000 (~‑70%);
- Demorou 3 meses para retornar acima de US$ 15 000;
- Consolidação durou cerca de 6 meses até estabelecer suporte.
8.2 2020‑2021
- Topo em US$ 69 000 — correção até US$ 30 000 (~‑57%);
- Levaram cerca de 4‑5 meses para retomar níveis de 50‑60 K;
- Subsequentemente foi o ciclo parabólico.
8.3 2024‑2025 (presente)
- Topo estimado em US$ 120‑130 K? (em construção);
- Consolidação atual entre US$ 100‑110 K;
- Para chegar a US$ 140 000, pode levar 3‑6 meses, seguindo ritmo histórico.
Conclusão: US$ 140 000 é meta, mas o caminho exige resiliência

O estudo da CryptoQuant ilumina uma meta que pode incentivar tanto o mercado quanto os investidores: US$ 140 000. Esse nível representa não apenas um ponto psicológico, mas uma superação de ganhos históricos para holders de longo prazo, que restabeleceria os níveis de MVRV vistos em 2024.
Contudo, a conquista desse marco dependerá de um conjunto coordenado:
- Fluxo institucional robusto (ETFs, tesourarias);
- Ambiente macro estável (juros, inflação, geopolítica);
- Comportamento estratégico de holders com perfil de médio e longo prazo.
Investidores, portanto, devem seguir atentos ao cenário técnico (RSI, médias móveis, volume), fundamentos (MVRV, capitalização institucional) e macro econômico.
Se esses elementos se alinhassem, a arquitetura para os US$ 140 000 estaria pronta, lançando o Bitcoin em uma fase de alta potencialmente parabólica — um momento que pode desenhar o próximo capítulo da história descentralizada da maior criptomoeda do planeta.
