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Boi gordo: preço mantém estabilidade em grande parte do país no início da semana

Preços do boi gordo mantêm estabilidade em 25 regiões, com expectativa de alta devido à demanda interna e exportações fortes em agosto.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Uboi

Após uma semana marcada por altas consecutivas nas cotações do boi gordo, reflexo da oferta reduzida e do bom escoamento da carne bovina, o mercado pecuário brasileiro iniciou esta segunda-feira (11/8) com estabilidade na maior parte das regiões monitoradas.

De acordo com a Scot Consultoria, entre as 32 praças pecuárias acompanhadas, 25 registraram preços estáveis na comparação diária, mostrando que o movimento de valorização deu uma pausa temporária.

Leia mais: Tarifa de 50% dos EUA atinge agro, Centro-Oeste escapa

Panorama das cotações regionais

Boi Gordo
Imagem: Freepik

As altas ocorreram em seis regiões específicas: Goiânia (GO), sul de Goiás, oeste da Bahia, noroeste do Paraná, Santa Catarina e norte do Tocantins. Em contrapartida, a cidade de Pelotas (RS) foi a única que registrou queda nos preços do boi gordo.

Nas duas regiões de maior referência no mercado, Araçatuba e Barretos, ambas em São Paulo, a arroba do boi gordo permaneceu cotada a R$ 307 para pagamento a prazo de 30 dias. Os preços do boi China, da vaca e da novilha também não apresentaram alterações.

Expectativa de alta sustentada

Apesar da estabilidade observada no início da semana, a analista de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Juliana Pila, destaca que a tendência ainda é de alta para os próximos dias. “O que impulsiona os preços é a oferta mais restrita de animais terminados e uma demanda crescente, tanto no mercado interno, em função do pagamento de salários e do consumo para o Dia dos Pais, quanto no mercado de exportação, que registrou volume recorde em julho”, explicou Juliana.

A combinação desses fatores cria um ambiente favorável para que os preços do boi gordo permaneçam firmes e com potencial de valorização.

Exportações seguem aquecidas apesar da tarifa americana

No cenário internacional, o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina também tem contribuído para a firmeza do mercado interno. Após alcançar um volume recorde em julho, a média diária de embarques de carne in natura em agosto está ainda maior. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que até o dia 8 de agosto a média diária estava em 13.412 toneladas, superando as 12.038 toneladas diárias registradas em julho.

Mesmo com a imposição da tarifa de 50% pelos Estados Unidos, que entrou em vigor no dia 6 de agosto, as exportações brasileiras mostram resiliência. Comparado a agosto de 2024, o volume diário embarcado está 35,7% maior, refletindo o aquecimento da demanda global.

Além do volume, o preço médio da carne bovina exportada mantém-se estável, em US$ 5.557 por tonelada, valor praticamente idêntico ao do mês anterior, tanto na cotação em real quanto em dólar. No comparativo com agosto do ano passado, o preço médio apresenta alta próxima de 25%, tanto em reais quanto em moeda americana.

Fatores que sustentam o mercado do boi gordo

A estabilidade nos preços e a perspectiva de alta são sustentadas por uma combinação de fatores:

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  1. Oferta restrita: A diminuição no número de animais terminados para abate tem limitado a oferta disponível, pressionando os preços para cima.
  2. Demanda interna aquecida: O pagamento dos salários e o aumento no consumo típico da época do Dia dos Pais elevam a procura pela carne bovina no mercado doméstico.
  3. Exportações em alta: A demanda internacional, especialmente em mercados que mantêm compras apesar da tarifa americana, ajuda a sustentar os preços e movimentar a cadeia produtiva.
  4. Resiliência diante das tarifas: A resposta positiva dos mercados externos, mesmo com tarifas elevadas, indica uma confiança na qualidade e competitividade da carne brasileira.

Impacto para produtores e consumidores

Para os pecuaristas, a combinação desses fatores pode representar uma oportunidade de maior rentabilidade no curto prazo, estimulando a continuidade dos investimentos no setor. Já para o consumidor final, a manutenção dos preços do boi gordo pode influenciar os valores da carne bovina nas prateleiras e açougues, o que deve ser monitorado nos próximos dias.

O que esperar para as próximas semanas?

Agro
Imagem: Freepik

De acordo com a Scot Consultoria, o mercado deverá continuar atento às variáveis que impactam a oferta e a demanda, tanto internas quanto externas. O comportamento dos preços dependerá da manutenção da demanda, do avanço das exportações e da dinâmica da produção pecuária.

A proximidade de datas comemorativas, como o Dia dos Pais, costuma gerar aumento na procura por carne bovina, reforçando a tendência de firmeza no mercado. Ao mesmo tempo, a resposta dos mercados internacionais às tarifas pode determinar ajustes nos volumes exportados.

Com informações de: Globo Rural

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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