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Mudança no Bolsa Família: pessoas em situação de rua agora têm preferência

Veja como a nova regra do Bolsa Família prioriza moradores de rua. Descubra como se cadastrar e garantir seu benefício!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
Bolsa Família

O Governo Federal anunciou uma mudança importante no Bolsa Família que promete ampliar a proteção social no Brasil. A partir de julho de 2025, pessoas em situação de rua passaram a integrar o rol de prioridades no processo de concessão do benefício.

Essa medida, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), tem como objetivo reforçar a segurança de renda e alimentar de grupos historicamente marginalizados.

Além dos moradores de rua, dois outros grupos também foram incluídos como prioritários: famílias com pessoas em risco social associado à violação de direitos, conforme identificado no Prontuário SUAS, e famílias com pessoas em risco de insegurança alimentar, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

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Imagem: Freepik e Canva / Edição: Seu Crédito Digital

Novas prioridades no acesso ao programa

A fila para ingresso no Bolsa Família passará a respeitar, de forma mais criteriosa, a situação de vulnerabilidade dos solicitantes.

Isso significa que pessoas em situação de rua e os demais novos grupos prioritários terão preferência sobre outras famílias, mesmo que todas estejam dentro dos critérios de renda exigidos pelo programa.

Grupos já considerados prioritários

Com a mudança, a lista de grupos prioritários do Bolsa Família passa a incluir:

  • Famílias com pessoas em situação de rua;
  • Famílias em risco social com violação de direitos (Prontuário SUAS);
  • Famílias em risco de insegurança alimentar (Ministério da Saúde);
  • Famílias com crianças em situação de trabalho infantil;
  • Famílias com integrantes libertos de condição análoga à escravidão;
  • Famílias quilombolas e indígenas;
  • Famílias com catadores de material reciclável.

Quem tem direito ao Bolsa Família?

Critério de renda permanece o mesmo

Apesar da inclusão de novos grupos prioritários, o critério básico para receber o Bolsa Família não mudou. Para ter acesso ao benefício, a renda mensal por pessoa da família deve ser de, no máximo, R$ 218.

Exemplo de cálculo

Se uma família tem sete integrantes e apenas uma pessoa trabalha com salário mínimo (R$ 1.518), a renda per capita será de R$ 216,85. Nesse caso, essa família tem direito ao benefício, já que o valor está abaixo do limite estabelecido.

Qual o valor do Bolsa Família em 2025?

Valor mínimo garantido de R$ 600

O valor base do Bolsa Família é de R$ 600 por família. No entanto, há adicionais conforme a composição do grupo familiar, podendo elevar significativamente o valor recebido mensalmente.

Benefícios adicionais

  • R$ 150 por criança de até 6 anos;
  • R$ 50 por gestante e por criança/adolescente de 7 a 18 anos;
  • R$ 50 mensais por bebê de até seis meses (Benefício Variável Familiar Nutriz).

Com esses adicionais, famílias com crianças pequenas, adolescentes e gestantes podem receber valores superiores a R$ 900 mensais, dependendo da composição familiar.

Como se inscrever no Bolsa Família?

Cadastro Único é o primeiro passo

Para entrar no Bolsa Família, é necessário que a família esteja inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal. A inscrição é feita presencialmente nos CRAS (Centros de Referência da Assistência Social) ou outros pontos de atendimento social dos municípios.

Documentos necessários

  • CPF ou Título de Eleitor do responsável familiar;
  • Documentos de identificação de todos os membros da família;
  • Comprovante de residência;
  • Comprovante de renda (se houver).

Importante: cadastro não garante benefício imediato

Mesmo inscrita no CadÚnico, a família não é automaticamente incluída no Bolsa Família. A seleção dos beneficiários ocorre mensalmente por meio de um sistema automatizado que verifica os critérios de renda e as situações prioritárias.

Como receber o benefício?

Aplicativo e saque presencial

O pagamento do Bolsa Família pode ser feito das seguintes formas:

  • Via aplicativo Caixa Tem, com movimentações digitais;
  • Saque presencial com o Cartão Bolsa Família em lotéricas e caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal.

Calendário de pagamentos

O calendário de pagamento segue o último dígito do NIS (Número de Identificação Social) do responsável familiar. O cronograma é divulgado mensalmente pelo Governo Federal.

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Por que a mudança é importante?

Avanço na inclusão social e combate à fome

De acordo com o ministro Wellington Dias, a nova regra tem como objetivo ampliar o alcance do Bolsa Família a quem mais precisa, especialmente os que vivem em situação de vulnerabilidade extrema.

Pessoas em situação de rua, por exemplo, enfrentam barreiras estruturais para acessar políticas públicas, o que torna sua priorização um passo importante na busca por equidade social.

Integração com outras políticas públicas

A identificação de famílias em situação de risco é feita em articulação com:

  • Sistema Único de Assistência Social (SUAS);
  • Ministério da Saúde;
  • Organizações sociais e entidades de apoio local.

Essa integração permite que o benefício chegue de forma mais ágil e eficaz às famílias que enfrentam dificuldades severas.

Obstáculos ainda existentes

Bolsa Família
Imagem: Freepik e Canva

Dificuldades de acesso para população de rua

Apesar da nova prioridade, muitos moradores de rua ainda não estão cadastrados no CadÚnico. Isso ocorre por falta de documentação, endereço fixo ou dificuldade de se deslocar até os postos de atendimento.

Soluções propostas

  • Mutirões de atendimento social em regiões de alta vulnerabilidade;
  • Uso de tecnologia móvel para cadastramento in loco;
  • Parcerias com organizações sociais e igrejas comunitárias.

O governo estuda ampliar essas ações para que a nova política seja de fato implementada na prática, e não apenas no papel.

Conclusão

A mudança no Bolsa Família representa um avanço importante na garantia de direitos fundamentais para os brasileiros mais vulneráveis. A priorização de pessoas em situação de rua e outros grupos de alto risco social é uma medida estratégica para reduzir a desigualdade e combater a pobreza extrema no país.

Para famílias que se enquadram nos critérios, é essencial atualizar o Cadastro Único e buscar apoio nos CRAS locais para garantir o acesso ao benefício. A expectativa é que, com essa nova abordagem, mais brasileiros sejam alcançados e protegidos pela principal rede de assistência social do Brasil.

Imagem: Freepik e Canva

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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