A Caixa Econômica Federal realiza nesta sexta-feira (26) mais uma etapa dos pagamentos do Bolsa Família referente ao mês de junho. Desta vez, recebem os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 8, seguindo o calendário oficial do programa.
Bolsa Família: NIS final 8 recebe parcela de junho hoje
Caixa libera Bolsa Família para NIS final 8 nesta sexta. Confira valores, calendário, adicionais, regra de proteção e quem recebe.
O benefício continua com valor mínimo de R$ 600 por família, mas os adicionais previstos pelo programa elevam o valor médio pago neste mês para R$ 677,66, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
Ao todo, 19,34 milhões de famílias serão contempladas em junho, com investimento federal de R$ 13,08 bilhões, reforçando o Bolsa Família como um dos principais programas de transferência de renda do país.
Neste artigo, veja quem recebe nesta sexta-feira, quais são os valores adicionais, como consultar o benefício e o que mudou nas regras do programa.
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Quem recebe o Bolsa Família nesta sexta-feira (26)?
Os pagamentos desta sexta-feira são destinados aos beneficiários cujo NIS termina em 8.
O cronograma do Bolsa Família continua sendo organizado conforme o último dígito do NIS, com depósitos realizados nos últimos dez dias úteis de cada mês.
O dinheiro é depositado automaticamente na conta vinculada ao beneficiário e pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem, utilizado para:
- consultar saldo;
- verificar o valor da parcela;
- realizar transferências via Pix;
- efetuar pagamentos;
- fazer compras com cartão de débito virtual;
- sacar o benefício em agências, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.
Valor mínimo permanece em R$ 600
O Governo Federal mantém o valor mínimo de R$ 600 por família, mas a maioria dos beneficiários recebe quantias superiores graças aos benefícios complementares criados pelo novo Bolsa Família.
Neste mês, o valor médio nacional chega a R$ 677,66, refletindo a composição de cada núcleo familiar.
Quanto maior o número de crianças pequenas, adolescentes, gestantes ou nutrizes na família, maior tende a ser o valor final do benefício.
Quais são os adicionais pagos pelo Bolsa Família?
Além da parcela básica, o programa prevê pagamentos extras destinados a grupos considerados prioritários.
Benefício para crianças de até 6 anos
Famílias recebem um adicional de R$ 150 por criança com até seis anos de idade.
Esse é o maior complemento previsto pelo programa e busca fortalecer a alimentação e o desenvolvimento infantil.
Adicional para gestantes, nutrizes e jovens
Também há um pagamento adicional de R$ 50 destinado a:
- gestantes;
- mães em fase de amamentação (nutrizes);
- crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos incompletos.
Esses benefícios são acumulativos quando a família possui mais de um integrante enquadrado nas regras.
Benefício Variável Familiar Nutriz
Outro complemento importante é o Benefício Variável Familiar Nutriz, voltado para mães de bebês com até seis meses de idade.
Nessa modalidade, são pagas seis parcelas mensais de R$ 50, contribuindo para a alimentação do recém-nascido durante os primeiros meses de vida.
Como consultar o pagamento
Os beneficiários podem acompanhar todas as informações diretamente pelo aplicativo Caixa Tem.
Na plataforma é possível consultar:
- data do pagamento;
- valor da parcela;
- composição dos benefícios adicionais;
- histórico de depósitos;
- saldo disponível.
Também é possível obter informações pelo aplicativo oficial do Bolsa Família.
Pagamento foi antecipado em cidades afetadas por desastres
Embora o calendário siga normalmente para a maior parte do país, alguns municípios tiveram o pagamento antecipado.
Neste mês, moradores de 207 cidades receberam o benefício já no dia 17, independentemente do número final do NIS.
A medida beneficia famílias residentes em municípios que enfrentam:
- enchentes;
- chuvas intensas;
- estiagens;
- situações envolvendo povos indígenas em condição de vulnerabilidade.
Foram contempladas cidades dos seguintes estados:
- Rio Grande do Norte;
- Amazonas;
- Paraíba;
- Paraná;
- Pernambuco;
- Rio de Janeiro;
- Roraima;
- Sergipe.
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A unificação do calendário é uma medida adotada pelo Governo Federal para garantir acesso mais rápido aos recursos em situações de emergência ou calamidade pública.
Seguro Defeso não é mais descontado
Uma mudança importante continua em vigor desde 2024.
Os beneficiários do Bolsa Família não sofrem mais desconto relacionado ao Seguro Defeso, benefício pago a pescadores artesanais durante o período de proibição da pesca.
A alteração foi estabelecida pela Lei nº 14.601/2023, impedindo que uma política pública reduza o valor recebido pela outra.
Na prática, famílias que têm direito aos dois benefícios podem recebê-los integralmente, desde que cumpram os requisitos legais de cada programa.
Como funciona a regra de proteção
A chamada regra de proteção continua permitindo que famílias permaneçam no Bolsa Família mesmo após conseguirem emprego ou aumentarem a renda.
Em junho, aproximadamente 2,26 milhões de famílias estão enquadradas nessa modalidade.
O benefício médio pago para esse grupo é de R$ 369,27.
O objetivo é evitar que trabalhadores percam imediatamente o auxílio ao ingressarem no mercado formal.
Para permanecer na regra de proteção, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 706.
Nessa situação, o beneficiário recebe 50% do valor do Bolsa Família durante o período de transição.
Mudança reduziu tempo de permanência

O Governo Federal promoveu alterações nas regras da proteção social.
Desde 2025, o período máximo de permanência na regra de proteção passou de dois anos para um ano.
Entretanto, a mudança vale apenas para famílias que ingressaram nessa modalidade a partir de junho de 2025.
Quem entrou até maio de 2025 continua preservando o direito de receber metade do benefício por até dois anos, conforme as regras anteriores.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, cerca de 140 mil famílias passaram a integrar a regra de proteção neste mês, mostrando que o mecanismo continua sendo utilizado para garantir uma transição mais segura entre o recebimento do benefício e a autonomia financeira.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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