O Bolsa Família alcançou uma marca inédita em outubro: 636,48 mil domicílios foram incluídos de forma prioritária no programa por estarem em situação de risco de fome. O avanço é resultado direto da integração entre os sistemas públicos de saúde, assistência social e segurança alimentar — o SUS, o SUAS e o Sisan —, estratégia adotada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
Bolsa Família tem inclusão recorde: 636 mil famílias priorizadas por risco de fome
Mais de 636 mil famílias foram incluídas no Bolsa Família por risco de fome. Entenda como o governo identifica e prioriza esses domicílios.
A iniciativa faz parte do esforço do governo federal para identificar famílias em vulnerabilidade extrema e garantir o acesso rápido aos benefícios sociais. Em dois anos, o Brasil retirou 26,5 milhões de pessoas da insegurança alimentar severa, voltando a sair do Mapa da Fome da ONU. O desafio, agora, é alcançar quem ainda enfrenta a subalimentação.
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Bolsa Família: identificação de famílias com risco de fome

A secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, destacou que a integração dos protocolos públicos tem permitido localizar pessoas em risco nutricional de forma mais eficiente.
Segundo ela, “a estratégia ajuda a identificar quem chega a uma unidade de saúde em situação de insegurança alimentar severa e a encaminhar essas pessoas aos programas sociais”.
Com esse cruzamento de dados, 636 mil famílias receberam o benefício do Bolsa Família apenas em outubro, com prioridade para domicílios classificados com risco de fome.
Burity lembrou que, embora os números do IBGE apontem o menor índice de fome do país em mais de uma década, ainda há uma parcela significativa da população em vulnerabilidade.
“A gente só tinha alcançado esse índice em 2013, mas ainda temos pessoas passando fome”, afirmou a secretária.
Ferramentas de monitoramento fortalecem o combate à fome
O sucesso recente do Bolsa Família também se deve ao uso de novas ferramentas de monitoramento. Após o chamado “apagão de dados” no governo anterior, o MDS restabeleceu a coleta e o acompanhamento de informações sobre insegurança alimentar e nutricional.
Segundo Valéria Burity, essa retomada foi crucial para o planejamento das políticas públicas.
“Uma das grandes estratégias do Plano Brasil Sem Fome foi aperfeiçoar o processo de identificar os públicos e territórios mais afetados pela fome. Em 2023, a gente não tinha dados oficiais, então resgatamos essa pesquisa com a metodologia do IBGE”, explicou.
Esses indicadores ajudaram o governo a mapear regiões prioritárias, compreender o perfil das famílias afetadas e mobilizar ministérios para agir de forma coordenada.
Plano Brasil Sem Fome e as ações territoriais
O Plano Brasil Sem Fome, uma das principais políticas do governo federal, atua de forma integrada em áreas com maiores índices de insegurança alimentar, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste.
As medidas também têm foco em grupos historicamente vulneráveis, como povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, que estão entre os mais afetados pela fome.
Essas estratégias incluem:
- Ampliação do acesso a programas como o Bolsa Família e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA);
- Incentivo à produção de alimentos saudáveis por agricultores familiares;
- Reforço de estoques públicos e distribuição emergencial em territórios críticos;
- Expansão da alimentação escolar com foco em segurança nutricional.
O papel da integração entre SUS, SUAS e Sisan
O diferencial da atual política de combate à fome é a articulação entre diferentes sistemas públicos.
O SUS identifica pessoas em risco nutricional durante atendimentos médicos; o SUAS atua no acompanhamento social e inclusão em benefícios; e o Sisan coordena as ações de segurança alimentar nos municípios.
Essa sinergia institucional tem acelerado a detecção de famílias vulneráveis e ampliado o alcance do Bolsa Família, especialmente nas áreas rurais e nas periferias urbanas.
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Segundo Valéria Burity, “essas ações continuam vigentes e mais necessárias do que nunca. Agora, estamos avançando com ferramentas que nos permitem incluir pessoas em risco de insegurança alimentar nas políticas públicas de forma mais rápida”.
Resultados concretos e próximos passos
Os resultados das ações conjuntas do governo federal já se refletem nos indicadores nacionais.
Com o reforço do Bolsa Família e o aperfeiçoamento das políticas de segurança alimentar, o Brasil:
- Reduziu o percentual de insegurança alimentar severa a patamares próximos de 2013;
- Reintegrou milhões de famílias ao sistema de proteção social;
- Reestruturou a governança de dados públicos para orientar ações de combate à fome.
O MDS pretende agora intensificar a busca ativa — estratégia que identifica famílias não cadastradas, mas em situação de vulnerabilidade — e integrar dados municipais e estaduais para aumentar a precisão na seleção de beneficiários.
A expectativa é que, com a expansão das ferramentas digitais, o Bolsa Família alcance ainda mais famílias em 2025, consolidando o país fora do Mapa da Fome.
O Fala MDS e o diálogo sobre políticas sociais

No episódio mais recente do podcast Fala MDS, a secretária Valéria Burity detalhou as ações que permitiram o avanço do combate à fome e a inclusão recorde no Bolsa Família. Ela ressaltou que o compromisso do governo é manter o país em trajetória de segurança alimentar sustentável, garantindo o direito à alimentação de qualidade para todos.
O avanço do Bolsa Família evidencia como a integração de políticas públicas pode transformar indicadores sociais. Com dados atualizados, monitoramento contínuo e foco em territórios vulneráveis, o Brasil reforça sua capacidade de garantir que nenhuma família fique de fora do mapa da inclusão.
Com informações de: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
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