Nesta segunda-feira (28), as bolsas europeias iniciaram o dia em alta, impulsionadas pelo desempenho robusto dos setores de tecnologia e saúde.
O movimento ocorre após o anúncio de um novo acordo tarifário entre os Estados Unidos e a União Europeia, que reduziu significativamente as tarifas impostas sobre produtos do bloco. A iniciativa trouxe alívio ao mercado, fortalecendo a confiança dos investidores.
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Europa reage positivamente ao acordo tarifário com os EUA

O cenário positivo foi moldado principalmente por um acordo firmado entre a Casa Branca e líderes da União Europeia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a implementação de tarifas “recíprocas” de 15% sobre produtos europeus, substituindo a proposta anterior de uma taxação de 30%. A decisão foi interpretada como uma sinalização de trégua nas tensões comerciais e ajudou a restaurar o otimismo nos mercados.
O índice pan-europeu Stoxx 600 registrava alta de 0,55% por volta das 6h25 (horário de Brasília), alcançando 552,97 pontos. Os setores de tecnologia e cuidados com a saúde se destacavam, com ganhos de 1,6% e 1%, respectivamente. Empresas de grande porte no ramo farmacêutico e de inovação tecnológica lideraram as valorizações no pregão europeu.
Setores de tecnologia e saúde impulsionam o mercado
As empresas de tecnologia europeias foram as principais beneficiadas com a notícia do acordo. A expectativa é que a redução tarifária incentive maior circulação de bens digitais e tecnológicos entre os dois blocos econômicos. As fabricantes de semicondutores, softwares e soluções digitais apresentaram expressivas valorizações em seus papéis.
Já o setor de cuidados com a saúde também respondeu positivamente. Gigantes farmacêuticas ganharam fôlego diante da perspectiva de um ambiente comercial menos restritivo, o que facilita exportações e acordos de cooperação em pesquisa. O clima mais favorável à inovação médica e à livre circulação de produtos elevou o humor dos investidores.
Investidores atentos às negociações entre EUA e China
Além do acordo com a União Europeia, o mercado acompanha com cautela uma nova rodada de negociações comerciais entre Estados Unidos e China, iniciada nesta segunda-feira em Estocolmo, capital da Suécia. Embora o foco do dia esteja voltado ao pacto entre EUA e UE, analistas destacam que um eventual avanço no diálogo sino-americano poderá reforçar ainda mais o apetite por risco nos mercados globais.
As tratativas entre as duas maiores economias do mundo têm potencial para ditar o ritmo das bolsas nos próximos dias, especialmente se houver sinais concretos de renovação da trégua comercial em vigor. O tom das conversas e os desdobramentos esperados poderão influenciar diretamente setores exportadores europeus, como o de automóveis e bens de capital.
Balanços corporativos seguem no radar: queda da Heineken decepciona
Apesar do cenário geral positivo, nem todas as ações surfaram na onda de otimismo. A Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, registrou queda de 5,2% na bolsa de Amsterdã, após divulgar resultados abaixo do esperado no primeiro semestre de 2025.
O balanço apontou lucros inferiores às projeções dos analistas e um desempenho fraco em volume de vendas. A notícia gerou repercussão negativa, puxando os papéis da companhia para baixo e colocando um freio momentâneo no entusiasmo de parte do mercado.
Desempenho das principais bolsas europeias

Em uma visão geral, os principais índices acionários do continente europeu apresentaram desempenho positivo nas primeiras horas de pregão:
- Londres (FTSE 100): +0,12%
- Paris (CAC 40): +0,65%
- Frankfurt (DAX): +0,35%
- Milão (FTSE MIB): +0,84%
- Madri (IBEX 35): +0,80%
- Lisboa (PSI 20): +0,02%
Esses resultados refletem a melhora do humor no mercado após o alívio nas tensões comerciais, além da perspectiva de continuidade nos estímulos ao comércio internacional.
Expectativas para os próximos dias
Com o novo cenário, analistas esperam que os investidores mantenham o foco em desenvolvimentos políticos e econômicos vindos de Washington, Bruxelas e Pequim. As bolsas podem continuar em trajetória positiva, desde que o ambiente macroeconômico siga estável e novos atritos comerciais sejam evitados.
Outro fator que poderá influenciar os mercados nos próximos dias é a divulgação dos próximos balanços trimestrais, especialmente de grandes conglomerados europeus e norte-americanos. Os números financeiros servirão como termômetro da resiliência das empresas em um ambiente ainda sujeito a mudanças geopolíticas.
Com informações de: ECONOMIA – UOL
