No decorrer da campanha eleitoral dos candidatos à Presidência da República, muito se falou sobre a isenção do imposto de renda para determinadas faixas que hoje são tributadas de acordo com a tabela. Com a chegada do segundo turno, isso não mudou. Lula (PT) e Bolsonaro (PL) têm em seus planos de governo a isenção do IR.
Bolsonaro e Lula prometem aumentar isenção do IR: até R$ 6 mil!
%Resumo% Ambos candidatos apresentam planos para reajustes na tabela do Imposto de Renda no próximo ano. Confira!
Embora os dois candidatos carreguem divergências significativas em seus posicionamentos políticos, ambos prometem aumentar a faixa de isenção de tributação dos brasileiros. Cada um, à sua maneira.
Imposto de Renda: Lula
O ex-presidente Lula declarou que está em seus planos realizar uma revisão da atual tabela de imposto de renda, para que todas as pessoas que tenham um rendimento de até R$ 5 mil, sejam isentas.
A proposta foi reforçada durante a campanha do segundo turno, mas não deixa claro como isso seria aplicado. De acordo com fontes internas da campanha do petista, parte dessa desoneração seria financiada a partir da tributação dos mais ricos.
Imposto de Renda: Bolsonaro
O atual presidente Bolsonaro tem a isenção de impostos para os brasileiros que recebem até cinco salários mínimos (R$ 6.060, com base no piso atual) desde a sua primeira campanha, lá em 2018.
Durante a campanha de reeleição, o candidato voltou a falar sobre a correção na tabela do IR e garantiu que isso acontecerá caso seja eleito.
Em seus 4 anos de mandato, o presidente não conseguiu realizar nenhum ajuste na tabela de tributação.
Bolsonaro afirma que a proposta já foi tratada com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Mas, ainda não se sabe como isso seria feito.
Imposto de Renda hoje
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Hoje, conforme aponta a tabela, a faixa de isenção é de até R$ 1903,98. Ou seja, todos os brasileiros que têm um rendimento superior a esse montante, devem pagar os tributos.
A tabela de IR sofreu os últimos ajustes há mais de 7 anos. Isso faz com que cada vez mais pessoas saiam da faixa de isenção e sejam obrigadas a pagar pelo imposto, já que o salário é corrigido anualmente, com base na inflação, e os valores de referência permanecem os mesmos.
Considerando a inflação desde 1996 e não repassada para a tabela, a defasagem dos valores é de 134,5%. Caso o reajuste fosse feito considerando a taxa inflacionária do período, mais de 24 milhões de brasileiros seriam isentos em 2022.
Com a tabela atual, apenas 8 milhões de pessoas são isentas.
Imagem: Isaac Fontana/shutterstock.com
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