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Bolsonaro edita medida provisória para ampliar o mercado de créditos de carbono

A MP editada por Bolsonaro atualiza a gestão de florestas públicas e visa ampliar o mercado de créditos de carbono. Entenda o contexto!

Liliana LuísaPor Liliana Luísa2 min de leitura
Ex-presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento

Nesta terça-feira (27), houve a publicação da MP 1.151/2022, que altera condições de gestão das florestas públicas para a produção sustentável. A atualização vem chancelada pelo atual presidente, Jair Bolsonaro (PL).

Segundo os envolvidos na aprovação da MP, o intuito é desenvolver o mercado de créditos de carbono do país. No texto, se prevê o direito de comercializar créditos de carbono, desde que respeitadas as unidades de manejo florestal e os regulamentos governamentais.

Relação entre concessão de florestas públicas e o mercado de créditos de carbono

Na pasta, existe a informação de que a MP é resultado de negociação entre os ministérios da Economia, da Agricultura, da Pecuária e Abastecimento e do Meio Ambiente.

Assim, para a concessão das florestas públicas, os agentes teriam que realizar atividades que objetivassem a produção sustentável. Ou seja, poderiam acessar o espaço, desde que tivessem a intenção de conservar a biodiversidade ou realizar pesquisas ou projetos de desenvolvimento.

Na MP, ficam claras algumas possibilidades. São exemplos: serviços ambientais, restauração e reflorestamento, turismo e visitação da área, produção derivada da biodiversidade local, acesso ao patrimônio para atos de pesquisa e desenvolvimento e outros.

“Os créditos de carbono e serviços ambientais poderão decorrer da redução de emissões ou remoção de gases de efeito estufa; da manutenção ou aumento do estoque de carbono florestal; da conservação e melhoria da biodiversidade, do solo ou do clima; ou outros benefícios ecossistêmicos”, informou a Secretaria-Geral da Presidência.

Além disso, a medida provisória também atualiza o papel do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. A função do órgão é propor, implantar e gerir unidades de conservação federais.

Ademais, atualiza igualmente o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, que financia projetos que reduzam a emissão de gases de efeito estufa.

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Detalhes importantes da MP editada por Bolsonaro

Na atualização, também determinou-se que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fará a seleção dos agentes financeiros ou fintechs responsáveis pelo uso de recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima.

Ainda que esteja no fim de seu mandato, Bolsonaro priorizou a aprovação e implementação de maneira tão rápida com a justificativa de retirar os “entraves regulatórios” atuais e reforçar o compromisso do país em reduzir sua emissão de CO2.

Imagem: Marcelo Chello/shutterstock.com

Liliana Luísa

Autor

Liliana Luísa

Formada em Letras, Liliana é uma profissional com 10 anos de experiência no mercado de trabalho, atuando como revisora e redatora.

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