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Companhias aéreas vão pagar mais pela emissão de CO2

Companhias aéreas vão pagar mais pela emissão de CO2 quando operarem dentro da Europa. Entenda detalhes da iniciativa.

Liliana LuísaPor Liliana Luísa2 min de leitura
Turbulência

Nesta quarta-feira (7), os membros da União Europeia determinaram uma iniciativa para a redução de emissão de CO2 de aeronaves. Em suma, as companhias aéreas vão pagar mais ao optar por combustíveis fósseis. Além disso, terão de apresentar licenças de mercado de carbono da UE.

A medida visa desencorajar o uso de combustíveis fósseis pelas companhias aéreas. Afinal, em um dia normal mais de 200 mil aviões pousam e decolam pelo mundo todo.

A partir de 2025, o bloco exigirá que as companhias aéreas declarem também outros poluentes, como óxido de nitrogênio e partículas de ferrugem.

A licença de emissão de carbono já é exigência

Todas as companhias aéreas que operam dentro da União Europeia, obrigatoriamente, precisam apresentar licenças de emissão de carbono. Por enquanto, as empresas podem conseguir a maior parte das licenças gratuitamente em qualquer país do bloco.

Entretanto, seus países-membros e o Parlamento Europeu preveem acabar com a gratuidade até 2026. Em 2024, haverá redução de 25%; para 2025, a previsão é que 50% das licenças não sejam mais gratuitas. Isso significa que a exigência permanecerá obrigatória e que as companhias aéreas vão pagar mais por escolher combustíveis fósseis.

O controle de emissão de poluentes na aviação é pauta no Brasil

Desde 2019, a Anac já tem orientações para reduzir a emissão de CO2. Então, a partir das metas, 290 empresas que operam no território brasileiro assumiram a responsabilidade de eliminar mais de 21 toneladas de emissões de carbono até 2050.

O acordo se baseia na resolução aprovada na 77ª Assembleia Geral da Associação Internacional de Transportes Aéreos.

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Para alcançar os objetivos, o Brasil investirá no uso de combustíveis sustentáveis, em aeronaves com tecnologia consciente e em uma estrutura operacional mais eficiente, com menor desperdício. Além disso, as emissões que não puderem ser evitadas serão fonte para programas de compensação confiáveis.

Apenas escolhendo combustíveis sustentáveis, é possível evitar 65% das emissões totais. Por sua vez, as novas tecnologias de propulsão das aeronaves e melhorias operacionais podem garantir uma redução de 16% das emissões.

“Qualquer que seja o caminho final para a emissão zero, o que é absolutamente certo é que a única forma de alcançá-lo será com a participação da cadeia de valor e dos governos”, afirma Willie Walsh, diretor-geral da Associação Internacional dos Transportes Aéreos.

Imagem: Dima Moroz / Shutterstock.com

Liliana Luísa

Autor

Liliana Luísa

Formada em Letras, Liliana é uma profissional com 10 anos de experiência no mercado de trabalho, atuando como revisora e redatora.

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