O portal UOL divulgou, nessa sexta-feira (2), detalhes sobre a última nota encaminhada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) para a Organização das Nações Unidas (ONU). No documento, a gestão do ex-presidente teria mentido sobre uma série de questões.
Bolsonaro MENTIU para a ONU? Entenda a história do caso
Questionado sobre pontos como Covid-19 e ditadura, governo Bolsonaro é omisso em respostas à ONU. Saiba mais!
O documento era uma prestação de contas do governo sobre políticas de direitos humanos em sua gestão. Além disso, a Organização das Nações Unidas também solicitou um parecer sobre questões de anistia.
Além da demora para responder à ONU, o governo de Bolsonaro também apresentou um parecer descolado dos fatos. Assim, o Comitê de Direitos Humanos da entidade fará um exame completo da situação nacional até o fim de junho deste ano.
Resposta do governo Bolsonaro
Conforme dados obtidos pelo UOL, o comitê da ONU encaminhou uma série de questionamentos ao governo de Bolsonaro, em agosto de 2022. Contudo, a gestão anterior só respondeu em 28 de dezembro do ano passado, poucos dias antes do mandato se encerrar. Além disso, no comunicado, a entidade perguntou sobre temas como:
- Ditadura;
- Covid-19 entre a população vulnerável;
- Funai e questões dos povos originários.
Todavia, o governo Bolsonaro omitiu uma série de fatos relacionados a esses temas. Por exemplo, na questão da Covid-19, o comitê questionou as políticas realizadas pela gestão. Entretanto, na resposta foram destacados pontos como “priorização da população indígena” e “vacinação”, pontos delicados nas políticas de seu governo, especialmente por sua campanha aberta contrária à vacinação.
Análise da ONU
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Além do tópico da vacinação, o governo de Jair Bolsonaro omitiu uma série de fatos acerca dos questionamentos levantados pela ONU. A Organização das Nações Unidas também deve entender como um problema a demora da gestão em responder os questionamentos.
Portanto, a tendência é que a entidade internacional faça uma análise minuciosa sobre pontos delicados do governo anterior até o fim deste mês.
Imagem: Isaac Fontana / Shutterstock.com
