Na última segunda-feira (15), a defesa de Jair Bolsonaro (PL), fez uma coletiva de imprensa para explicar os pagamentos em dinheiro vivo que a família do político fez nos últimos anos. Conforme os advogados, uma das razões é que o ex-presidente é “pão-duro”.
Bolsonaro “pão-duro”: Michelle usava cartão de amiga por não ter crédito na praça, diz defesa
Michelle diz que Bolsonaro é "pão-duro" para explicar situação esquisita. Clique aqui e entenda o motivo dessa declaração!
Durante a entrevista, um dos principais pontos que os jornalistas levantaram foram os pagamentos em dinheiro que uma amiga da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, Rosimary Cardoso Cordeiro, recebeu durante anos.
O advogado e assessor de Bolsonaro disse que os pagamentos eram para cobrir os gastos de Michelle com o cartão de crédito da amiga. Na sua fala, ele disse que, durante anos, a esposa do seu cliente não tinha crédito na praça para ter um cartão de crédito no seu nome e, por isso, usava o da amiga.
Bolsonaro “pão-duro” não deu um cartão de crédito para Michelle
Michelle começou a usar o cartão da amiga em 2011 e continuou até conseguir o próprio cartão em 2021. O acordo era o seguinte: a ex-primeira-dama tinha um cartão adicional e o usava para gastos pessoais e de manutenção da família.
Todos os meses, Rosimary informava o valor da fatura que correspondia aos gastos de Michelle. O dinheiro saia da conta bancária pessoal do ex-presidente.
Ao perguntarem à ex-primeira-dama o motivo de não ter um cartão em nome do marido – uma vez que, quando o casamento aconteceu, o político era deputado federal – a resposta foi que ela não tinha porque Bolsonaro é “pão-duro”.
Assessoras tentaram convencer a ex-primeira-dama a parar de usar o cartão da amiga
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Segundo a defesa, as assessoras de Michelle procuraram Mauro Cid – ajudante de ordens de Bolsonaro e alvo de investigação da Polícia Federal – para tratar do assunto. Para elas, as transações mensais com dinheiro vivo para Rosimary parecia um esquema de rachadinha.
Mesmo Bolsonaro sendo “pão-duro”, Cid era o responsável por sacar o dinheiro da conta pessoal do presidente e fazer os pagamentos dos gastos da família. Na época, o ajudante de ordens concordou com as assessoras e recomendou que Michelle não usasse mais o cartão da amiga.
Imagem: Alf Ribeiro / Shutterstock.com
