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Bolsonaro perde por 5 a 2 e se torna inelegível até 2030

O TSE tomou uma decisão histórica ao tornar Jair Bolsonaro inelegível por oito anos a partir das eleições de 2022. Confira aqui.

Avatar de Cesar Pasquarelli Cesar Pasquarelli · · 2 min de leitura
Ex-presidente Bolsonaro preocupado com as duas mãos no rosto enquanto fala sobre denúncia.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomou uma decisão histórica ao tornar Jair Bolsonaro (PL) inelegível por um período de oito anos, a contar das eleições de 2022. O placar final foi de 5 votos a 2 contra o ex-presidente, sendo o último voto proferido pelo presidente da Corte, Alexandre de Moraes.

Durante a leitura de seu voto, Alexandre de Moraes desmentiu diversas vezes as declarações da defesa de Bolsonaro e ressaltou a importância da decisão do TSE para a preservação da democracia e para o combate ao populismo renascido a partir de discursos de ódio e antidemocráticos. Confira!

A esperança de reverter a decisão com uma liminar do STF

Agora, a única forma de reverter a decisão do TSE é através de uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Dessa forma, Bolsonaro só estará autorizado a se candidatar novamente a partir das eleições de 2030.

Bolsonaro é alvo de investigações devido a uma reunião realizada em julho de 2022, poucos meses antes das eleições, na qual ele atacou, sem apresentar provas, a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro. O encontro foi transmitido pela estatal TV Brasil.

Durante seu voto, Alexandre de Moraes também destacou que o TSE já havia julgado Bolsonaro por disseminação de fake news em 2018. Naquela ocasião, ele foi absolvido, porém foi alertado de que seria condenado caso reincidisse.

Votos contrários e absolvição do ex-candidato à vice

A ministra Cármen Lúcia afirmou, desde o início de sua fala, que votaria de acordo com o relator, ou seja, seria favorável à inelegibilidade do ex-presidente. Ela argumentou que Bolsonaro não respeitou nem mesmo o Poder Executivo e agiu para minar o sistema eleitoral brasileiro.

O ministro Kassio Nunes Marques foi o segundo a votar contra a inelegibilidade de Bolsonaro. Ele foi pressionado por bolsonaristas nas últimas semanas e, durante seu discurso, minimizou as declarações feitas pelo ex-presidente no evento em questão.

No caso do ex-candidato à vice, general Braga Netto, ele foi absolvido por unanimidade pelos ministros, que entenderam que não havia relação direta entre ele e a reunião.

Imagem: Reprodução/Agência Senado

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