Walter Delgatti Neto, o hacker que obteve as informações que revelaram a parcialidade dos julgamentos da operação Lava Jato, fez uma revelação surpreendente. De acordo com seu depoimento, o ex-presidente, Jair Bolsonaro, que perdeu as eleições de 2022, questionou se o hacker seria capaz de invadir as urnas eletrônicas.
Segundo Delgatti Neto, ele havia se encontrado com Bolsonaro no Palácio da Alvorada para discutir o sistema das urnas eletrônicas. De acordo com o hacker, no entanto, a conversa não foi para frente. A revelação de Delgatti Neto surge após repetidos ataques do ex-presidente à segurança das urnas.
Confira o relato do hacker sobre Bolsonaro
O hacker informou que só poderia ter acesso ao código-fonte das urnas eletrônicas na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que ele “não teria a possibilidade de ir até lá”. Além de Bolsonaro, quem foi apontada como estando na reunião foi a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que também é alvo de uma operação da Polícia Federal.
Apenas pode afirmar que a Deputada CARLA ZAMBELLI esteve envolvida nos atos do declarante, sendo que o declarante, conforme saiu em reportagem, encontrou o ex-Presidente JAIR BOLSONARO no Palácio do Alvorada, tendo o mesmo lhe perguntado se o declarante, munido do código fonte, conseguiria invadir a Urna Eletrônica, mas isso não foi adiante.
Trecho da decisão
Bolsonaro possui histórico de ameaça às urnas eletrônicas
Durante seu mandato, Bolsonaro repetidamente questionou e atacou o sistema eleitoral e as urnas eletrônicas. Apenas dois dias após um ataque contra a sede dos Três Poderes, já como ex-chefe de Estado, compartilhou um vídeo questionando o resultado das eleições presidenciais de 2022.
Além disso, em 12 de julho de 2022, o ex-presidente alegou que venceu no primeiro turno as eleições presidenciais de 2018 e que teria provas disso. Já em 18 de julho de 2022, durante o período eleitoral, ele convocou mais de 70 países para questionar as urnas eletrônicas.
Bolsonaro chegou a dizer que um hacker teria afirmado que as eleições de 2018 foram fraudadas. No entanto, a jornalista Daniela Lima, da CNN, rapidamente refutou a afirmação.
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