O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se prepara para entregar as joias, presentes da Arábia Saudita, ao governo, conforme solicitação do Tribunal de Contas da União (TCU). A defesa do político pediu ao órgão que informe o local certo para a devolução dos itens que estão com o ex-presidente. As informações são do portal de notícias UOL.
O prazo para o ex-presidente devolver as joias e armas se encerrou nesta segunda-feira (20). Contudo, até a última sexta-feira (17), a defesa de Bolsonaro não havia sido notificada, segundo os advogados. O prazo de cinco dias determinado pelo TCU passa a contar a partir da data de notificação.
Defesa aguarda resposta para que não haja confusões na devolução
A defesa do político está aguardando a resposta para que não haja confusões durante a devolução. Conforme os advogados, é essencial que o TCU diga “a correta definição do local adequado” para que as joias sejam entregues, a fim de evitar que “haja confusão ou equívocos que possam comprometer a resolução do caso”.
Entre os itens em posse do ex-presidente Bolsonaro estão joias, um relógio, uma caneta e um par de abotoaduras em ouro, um anel e um rosário. Além disso, um fuzil e uma pistola também estão com o político. As armas são avaliadas em R$ 57 mil. Vale lembrar que as peças foram presentes da Arábia Saudita.
TCU deu cinco dias para devolução dos itens
O Tribunal de Contas da União deu cinco dias para que Bolsonaro devolvesse os itens à Secretaria Geral da Presidência da República. Contudo, o Ministério Público de Contas indicou que uma agência da Caixa Econômica Federal, que conte com um setor responsável por penhor, guarde as joias.
Nesse sentido, as armas deverão ficar sob cuidados da Polícia Federal (PF) ou com outra instituição que tenha conhecimento sobre o armamento. Além disso, o órgão também determinou que as joias da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, avaliadas em R$ 16,5 milhões, também sejam entregues pela Receita Federal ao governo.
Imagem: Alf Ribeiro/ Shutterstock
