A Receira Federal deixou de leiloar as joias de Michelle Bolsonaro, de aproximadamente R$ 16,5 milhões, por serem provas de possíveis crimes. Os itens são fruto de um presente do governo da Arábia Saudita para a ex-primeira dama.
Joias de Michelle não foram leiloadas pela Receita Federal por serem provas de possível crime
As joias de Michelle Bolsonaro, avaliadas em R$ 16,5 milhões, são fruto de um presente do governo da Arábia Saudita para a ex-primeira dama
O órgão encontrou os itens na mala de um assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2021. O político participou de uma comitiva presidencial que viajou ao Oriente Médio.
Dessa forma, o órgão apreendeu as joias no Aeroporto de Guarulhos. A ação ocorreu devido ao fato de que elas não contavam como declação de itens pessoais, nem como presente para o Estado.
Provas de supostos crimes
A Receita Federal quase leiloou os itens de Michelle no primeiro leilão de 2023. Os leilões do órgão contam com um catálogo de mercadorias que a alfândega apreende ou que passageiros deixam em aeroportos. Entre os itens leiloados no pregão estão produtos como joias, notebooks, relógios, tablets, perfumes entre outros.
Assim, o colar e os outros objetos da então primeira-dama entraram para o catálogo da Receita Federal. Contudo, o órgão deixou de incluí-los na negociação do Fisco pois estes podem ser provas de possíveis crimes que membros da gestão de Bolsonaro teriam cometido.
Polícia Federal investigará Bolsonaro
A pedido do ministro da Justiça, Flávio Dino, a Polícia Federal (PF) abriu um inquérito, nesta segunda-feira (6), para investigar o ex-presidente sobre possíveis crimes que o político teria cometido ao enviar os presentes de Michelle ao Brasil.
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“Fatos relativos a joias, que podem configurar os crimes de descaminho, peculato e lavagem de dinheiro, entre outros possíveis delitos, serão levados ao conhecimento oficial da Polícia Federal para providências legais. Ofício seguirá na segunda-feira”, afirmou o ministro via Twitter.
Além disso, a Receita Federal acionou o Ministério Público Federal nesta sexta-feira (3) para investigar o caso das joias. O órgão ainda emitiu um comunicado afirmando que “todo cidadão brasileiro sujeita-se às mesmas leis e normas aduaneiras, independentemente de ocupar cargo ou função pública”.
Imagem: Reprodução / Twitter
