Foi revelado que diretores da Americanas venderam cerca de R$ 210 milhões de suas ações na empresa no segundo semestre de 2022. O documento que trata sobre a informação foi publicado pela própria varejista em um portal de relacionamentos com investidores.
BOMBA: diretores da Americanas venderam ações antes do tombo bilionário acontecer
A venda bilionária em ações por parte de membros da diretoria ainda no passado veio à público e causou suspeitas. Entenda.
A medida adotada pelos diretores sugere que eles já estavam cientes dos problemas que aconteciam internamente na empresa e que só vieram a público nesta semana. A Americanas declarou a descoberta de um rombo de R$ 20 bilhões inicialmente.
Contudo, de acordo com as informações divulgadas nesta sexta-feira (13), a dívida é de R$ 40 bilhões e a empresa deve solicitar recuperação judicial.
Suspeita de fraude
Conforme aponta Pedro Menin, sócio-fundador da Quantzed, membros da diretoria venderam muitos papéis da empresa, o que leva a crer que sabiam de algum fato irregular e não quiseram revelar.
Para Victor Bruno, analista da Nord Research, as vendas das ações também são bastante suspeitas. Segundo ele, o rombo de R$ 20 bilhões é de anos anteriores, o que reforça a possibilidade de membros da empresa estarem cientes da situação.
Porém, ainda segundo ele, é cedo para afirmar que se trata de um caso de fraude contábil. No documento divulgado pela Americanas, já havia a informação de que o valor era referente a 2022 e a anos anteriores.
Situação da Americanas
Na última quinta-feira (12), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou a abertura de dois processos para apurar informações sobre o caso e cobrar explicações da gigante do varejo.
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Depois do anúncio do rombo de R$ 20 bilhões, que agora já chega a R$ 40 bilhões, as ações da empresa caíram quase 80% na bolsa de valores na quinta-feira. A Americanas havia falado que a quantia total da dívida poderia sofrer alterações.
O CEO, Sergio Real, deixou a companhia logo após o primeiro anúncio, depois de pouco tempo no cargo. Agora, o esperado é que a empresa solicite recuperação judicial.
Imagem: Jair Ferreira Belafacce/shutterstock.com
