Famílias em situação de vulnerabilidade social enfrentam uma nova ameaça no Brasil. Criminosos estão aplicando golpes no BPC/Loas, exigindo pagamentos ilegais de até R$ 400 para liberar o benefício, que é destinado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.
Cuidado! Fraude no BPC/Loas cobra taxa ilegal de R$ 400; Veja como se proteger
Golpistas cobram até R$ 400 pelo BPC/Loas usando mensagens falsas. Veja aqui como identificar fraudes e se proteger com segurança!!
Em 2025, essa prática tem se intensificado, com o uso de mensagens falsas, documentos forjados e promessas de agilização do processo. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alerta que não há nenhuma cobrança para a concessão do benefício.

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A nova face do golpe no BPC
Quem são os principais alvos dos criminosos
Idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência compõem o grupo mais vulnerável aos golpes envolvendo o BPC. Muitas dessas pessoas vivem em situação de extrema pobreza, dependendo exclusivamente do benefício para sobreviver.
A falta de acesso à informação e o desconhecimento sobre os procedimentos legais tornam essas populações alvos fáceis. Golpistas exploram essa fragilidade prometendo a liberação rápida do benefício em troca de valores que podem chegar a R$ 400.
Como os golpistas abordam as vítimas
As abordagens são variadas e incluem ligações telefônicas, mensagens no WhatsApp e contatos por redes sociais. Os criminosos se passam por funcionários do INSS ou advogados especializados, usando logotipos falsos, linguagem técnica e até mesmo números que imitam canais oficiais.
Em muitos casos, os golpistas alegam que o benefício está bloqueado por pendências, exigindo o pagamento imediato de uma taxa para “desbloqueio”.
Estratégias mais comuns:
- Envio de documentos com brasões falsificados;
- Uso de linguagem ameaçadora para forçar decisões rápidas;
- Solicitação de dados pessoais e bancários;
- Boletos com aparência oficial e valores precisos.
Dados preocupantes em 2025
Segundo delegacias especializadas em crimes cibernéticos, as denúncias relacionadas a fraudes no BPC aumentaram 30% em 2025. Apenas na região Sudeste, mais de 15 mil casos foram registrados no primeiro semestre do ano.
Em São Paulo, um dos estados com maior número de vítimas, idosos relataram perdas financeiras e danos emocionais após acreditarem que estavam regularizando sua situação junto ao INSS.
Como identificar tentativas de golpe
Sinais de alerta
O INSS enfatiza que nenhum pagamento é exigido para liberação do BPC. Qualquer solicitação de taxa, seja por telefone, mensagem ou e-mail, é golpe. As vítimas devem ficar atentas a indícios como:
- Contatos por WhatsApp com número desconhecido;
- Promessas de liberação imediata;
- Ameaças de suspensão do benefício;
- Documentos com erros de ortografia ou logotipos distorcidos;
- Pedidos de dados sensíveis sem identificação oficial.
O papel dos canais oficiais
Para evitar fraudes, beneficiários devem usar exclusivamente os canais oficiais do INSS:
- Portal Meu INSS: acessível via navegador ou aplicativo;
- Central 135: atendimento gratuito em todo o país;
- Agências físicas do INSS: para atendimento presencial.
O Meu INSS, por exemplo, teve mais de 10 milhões de acessos mensais em 2025, com 40% relacionados ao BPC. O uso correto desses canais reduz o risco de interações com golpistas.
O que fazer se você foi vítima
Ações imediatas recomendadas
Caso tenha sido enganado, o primeiro passo é registrar um Boletim de Ocorrência, que pode ser feito presencialmente ou por meio de plataformas virtuais em diversos estados.
Outras providências incluem:
- Ligar para o INSS pelo 135 e relatar o golpe;
- Notificar o banco sobre possível fraude com os dados bancários;
- Procurar o Procon para registrar a tentativa de cobrança indevida;
- Monitorar extratos bancários em busca de movimentações suspeitas.
Prevenção como prioridade
Educação e campanhas de conscientização
Para conter os golpes, o INSS tem intensificado ações educativas. Em parceria com prefeituras e organizações sociais, o órgão realiza:
- Palestras em comunidades vulneráveis;
- Distribuição de cartilhas com orientações;
- Oficinas de segurança digital para idosos.
Essas ações já impactaram mais de 50 mil pessoas somente em 2025. A ideia é levar informação às comunidades mais expostas e promover a prevenção como forma de autoproteção.
O papel da família e da comunidade
Cuidadores, familiares e amigos podem ajudar idosos e pessoas com deficiência a reconhecer situações suspeitas. Em regiões rurais e periferias urbanas, líderes comunitários têm se mobilizado para alertar moradores sobre os golpes.
Campanhas porta a porta e feiras informativas promovem um ambiente mais seguro, onde todos participam da proteção dos mais vulneráveis.
A tecnologia como aliada (e ameaça)
Benefícios e riscos do ambiente digital
Aplicativos como o Meu INSS tornam a gestão dos benefícios mais prática. No entanto, o uso de ferramentas como WhatsApp, e-mail e redes sociais também serve como porta de entrada para golpistas.
Por isso, o INSS investe em segurança digital, como a autenticação de dois fatores e alertas de acesso não autorizado no aplicativo.
Dicas de segurança digital:
- Nunca clique em links de remetentes desconhecidos;
- Verifique sempre a autenticidade de mensagens recebidas;
- Use senhas seguras e troque-as regularmente;
- Desconfie de mensagens que pedem “urgência” ou “ação imediata”.
Quem são os golpistas
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Estrutura criminosa organizada
Os responsáveis por esse tipo de fraude atuam em quadrilhas organizadas. Existem responsáveis por cada etapa do golpe: captação de dados, falsificação de documentos e gestão das contas bancárias fraudulentas.
As operações da Polícia Federal em 2025 desmantelaram pelo menos cinco grupos especializados em golpes contra o BPC, com mais de 40 prisões. As ações concentraram-se em estados como São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro.
Bancos também estão na linha de frente
Medidas adotadas pelas instituições financeiras
Os criminosos usam dados obtidos ilegalmente para abrir contas falsas ou contratar empréstimos consignados em nome das vítimas. Diante disso, bancos têm reforçado a segurança com:
- Sistemas de monitoramento de transações;
- Bloqueio automático de movimentações suspeitas;
- Serviços de alerta por SMS para aposentados e beneficiários do INSS.
A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil lideram ações preventivas, em colaboração com o INSS, para minimizar os impactos dessas fraudes.
Educação: o caminho mais eficaz
Projetos de conscientização espalham conhecimento
ONGs, secretarias municipais e escolas vêm ampliando o alcance de campanhas educativas. Mais de 100 mil pessoas participaram de ações educativas em 2025.
Em cidades como Fortaleza e Belém, professores têm incluído lições sobre segurança digital em programas para adultos e idosos. A educação se mostra a forma mais eficaz de interromper a ação de golpistas.
Repressão e punição
A resposta do poder público
A Polícia Federal intensificou o combate às fraudes com a criação de forças-tarefa em parceria com o Ministério da Previdência. Mais de 200 inquéritos estão em andamento em 2025, mirando quadrilhas interestaduais.
Além disso, o INSS melhorou o monitoramento dos cadastros, detectando acessos não autorizados em tempo real. A Lei prevê penas de até sete anos de prisão para estelionato, mas a complexidade das fraudes ainda é um desafio para a Justiça.
A importância da proteção de dados
Desafios da era digital
Segundo a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), os vazamentos de informações pessoais aumentaram 25% em 2025. Isso expõe ainda mais os beneficiários do BPC.
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) impõe sanções às instituições que não protegem adequadamente os dados. O INSS, por sua vez, treina seus funcionários para evitar falhas que possam levar a vazamentos.

A fraude no BPC/Loas representa uma ameaça grave a milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade. Com táticas cada vez mais sofisticadas, os criminosos aproveitam a urgência e a desinformação para extorquir vítimas inocentes.
Proteger-se exige vigilância constante, uso exclusivo dos canais oficiais e orientação da comunidade. Com ações coordenadas entre INSS, polícias, bancos e sociedade civil, é possível frear o avanço dessas fraudes e garantir que os recursos cheguem a quem realmente precisa.
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