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Bradesco em mau momento: situação depende do BC para melhorar

O Bradesco não está enfrentando uma boa fase no momento e depende da ajuda do BC para conseguir se reestruturar; entenda.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Fachada do Banco Central e do Bradesco em momento ruim.

Considerado um dos maiores bancos na bolsa de valores do Brasil, a B3, o Bradesco (BBDC4; BBDC3) está enfrentando um momento muito difícil como empresa de capital aberto desde o pedido de recuperação judicial da Americanas (AMER3).

Segundo os analistas de mercado, o Bradesco já não enfrentava um bom momento devido à alta inadimplência que está enfrentando. No entanto, com a crise da varejista, que surpreendeu o mercado em janeiro ao anunciar um rombo de R$20 bilhões em seu balanço, a situação piorou.

Para a maioria dos analistas, diante de tantos problemas, a expectativa não é de alta para os próximos meses e muitas casas de análise recomendam a venda do ativo. Para encarar um futuro melhor, o Bradesco precisará da ajuda do Banco Central (BC).

Bradesco depende do BC

De acordo com a percepção do Credit Suisse, que recomendou a venda do ativo, o Bradesco só conseguirá sair da situação complicada que enfrenta se o ciclo de cortes na taxa básica de juros o Brasil, a Selic, começar o quanto antes. Para isso, no entanto, o banco depende da percepção do Banco Central.

A instituição ainda destaca que, além de contar com um cenário macroeconômico mais favorável, para conseguir voltar a crescer, o Bradesco ainda teria de apresentar um desempenho melhor em seus ativos.

Além da recomendação de venda, o preço-alvo foi fixado no patamar de R$15, com a expectativa de alta de 15% no ativo. A justificativa para a queda na avaliação seria o fato de que há um retorno baixo para o risco do investimento.

Copom não prevê ciclo de queda tão cedo

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Embora essa fosse a oportunidade para ajudar empresas como o Bradesco a voltar a apresentar bons resultados, a expectativa do mercado é de que o BC não comece a cortar os juros antes de maio.

Na última quarta-feira (23), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central voltou a se reunir para discutir a taxa Selic, mantendo-a no patamar de 13,75% ao ano.

Imagem: Jo Galvao / Shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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