O mercado de patrocínios esportivos vive um momento de forte expansão no Brasil, impulsionado pela busca das marcas por maior conexão emocional com o público e novas formas de engajamento. Nesse cenário, o Bradesco anunciou um dos movimentos mais relevantes do setor em 2026: a aquisição dos naming rights da Stock Car e das demais categorias do Grupo Veloci para as temporadas de 2026 e 2027.
Como o Bradesco pretende aproveitar o automobilismo
Bradesco adquire naming rights da Stock Car e amplia presença no automobilismo com foco em experiências e marketing esportivo em 2026.
A decisão reforça uma tendência global observada por entidades como a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e empresas de marketing esportivo: o automobilismo voltou a ganhar relevância como plataforma de mídia, especialmente entre públicos jovens e altamente conectados.
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Automobilismo volta ao centro das estratégias de marca
O retorno do investimento robusto no automobilismo não é casual. Segundo dados do setor de mídia esportiva, categorias como Stock Car vêm registrando crescimento de audiência digital, impulsionado por transmissões em streaming, redes sociais e maior presença de influenciadores ligados ao esporte.
Para o Bradesco, essa transformação é estratégica.
De acordo com Nadege Saad, head de comunicação e marca do banco, o automobilismo brasileiro passa por uma fase de renovação de público e linguagem, o que abre espaço para conexões mais amplas com diferentes gerações.
A executiva destaca que essa dinâmica conversa diretamente com o posicionamento da marca, que busca inovação e proximidade com o consumidor em diferentes plataformas.
Naming rights como estratégia de posicionamento de marca
A aquisição dos naming rights da Stock Car vai além de um patrocínio tradicional. Na prática, o banco passa a ter sua marca associada diretamente ao nome da competição, ampliando sua visibilidade em transmissões, eventos e ativações oficiais.
O que são naming rights
Os naming rights são contratos de associação de marca ao nome de um evento, arena ou competição. Esse modelo é amplamente utilizado em:
- estádios de futebol;
- ligas esportivas;
- eventos culturais;
- competições automobilísticas.
No caso da Stock Car, o acordo garante ao Bradesco presença constante em mídia televisiva, digital e presencial durante as temporadas de 2026 e 2027.
Segundo dados da consultoria PwC Sports Survey, esse tipo de patrocínio está entre os mais valiosos do marketing esportivo moderno, justamente por garantir recorrência de exposição e associação direta à experiência do evento.
Estratégia já vinha sendo construída desde 2025
A entrada do Bradesco no automobilismo não começou com o anúncio dos naming rights. Desde 2025, o banco já vinha ampliando sua presença no setor por meio do patrocínio a pilotos e jovens talentos do esporte.
Entre os nomes apoiados estão:
- Léo Reis;
- Rafael Reis;
- Heitor Dall’Agnol;
- Rafael Câmara, campeão mundial de F3 e atualmente na F2.
Essa estratégia indica um movimento gradual de construção de presença no ecossistema do automobilismo, combinando visibilidade institucional com apoio ao desenvolvimento de atletas.
Conexão entre tecnologia, performance e emoção
Um dos pilares da estratégia do Bradesco no automobilismo é a relação entre tecnologia e desempenho humano.
O esporte a motor é historicamente associado à inovação, engenharia e precisão técnica — elementos que dialogam diretamente com setores como o financeiro e o tecnológico.
Segundo Nadege Saad, existe também um fator humano essencial por trás das competições: histórias de superação, disciplina e evolução contínua dos pilotos.
Essa narrativa é considerada um ativo importante para marcas que buscam criar identificação emocional com o público.
Automobilismo como plataforma de experiências
Mais do que exposição de marca, o Bradesco pretende transformar sua presença na Stock Car em uma plataforma de experiências integradas.
O que são ativações de marca no esporte
As ativações são ações criadas para aproximar o público da marca dentro e fora das competições. Elas podem incluir:
- experiências exclusivas em eventos;
- acesso aos bastidores das equipes;
- ações digitais interativas;
- conteúdos especiais com pilotos;
- programas de relacionamento com clientes.
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Esse modelo já é amplamente utilizado por marcas globais em competições como Fórmula 1 e campeonatos de turismo, e vem crescendo no Brasil com a digitalização do consumo esportivo.
Marketing esportivo no Brasil: um mercado em expansão
De acordo com a Associação Brasileira de Marketing Esportivo (Abramex), o investimento em patrocínios esportivos no país tem crescido de forma consistente, impulsionado por três fatores principais:
- digitalização das transmissões esportivas;
- crescimento das redes sociais como canal de engajamento;
- busca das marcas por experiências imersivas.
O automobilismo, em especial, se destaca por oferecer múltiplos pontos de contato com o público, desde eventos presenciais até conteúdo digital em tempo real.
O papel da Stock Car na nova fase do esporte
A Stock Car é considerada a principal categoria do automobilismo brasileiro e tem papel central na popularização do esporte no país.
Com transmissão em canais de TV aberta, fechada e plataformas digitais, a categoria ampliou significativamente seu alcance nos últimos anos, especialmente com a entrada de novos patrocinadores e mudanças no formato de mídia.
Esse crescimento ajudou a consolidar o campeonato como uma das propriedades esportivas mais atrativas para marcas no Brasil.
Objetivo vai além da visibilidade: relacionamento com o público

Segundo o Bradesco, o foco da estratégia não está apenas em aumentar a exposição da marca, mas em construir relacionamento contínuo com o público.
A lógica é transformar o patrocínio em um canal de experiências e lembrança positiva, indo além da simples associação visual.
Nesse contexto, o sucesso da iniciativa será medido por fatores como:
- engajamento do público nas ativações;
- percepção de marca ao longo do tempo;
- fidelização de clientes;
- relevância nas plataformas digitais.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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