O Tribunal de Justiça de São Paulo, a partir da decisão da responsável pela 2 ª Vara Regional de Competência Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem, a juíza Andréa Galhardo Palma, deu o prazo de 48 horas para que a Americanas entregue ao Bradesco mensagens de e-mails para perícia do banco.
A decisão vai na direção da autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que ontem (3) pediu a exclusão de mensagens, documentos e dados trocados entre diretores e advogados da Americanas dos autos processuais.
Contudo, Moraes determinou a apreensão dos e-mails enviados e recebidos pela alta cúpula da empresa, nos últimos 10 anos. Em sua defesa, a Americanas alegou que a perícia desse material colocaria em risco o sigilo profissional de seu conselho e diretoria.
Perícia busca entender situação financeira da Americanas
O objetivo da análise dos e-mails dos executivos da Americanas pelos advogados do Bradesco é entender mais detalhes sobre o rombo bilionário da empresa. Por ser o maior credor da varejista, o Bradesco busca avaliar como receberá os R$ 4,8 bilhões que possui pendentes com a Americanas.
Segundo determinação da juíza do caso, a Americanas deve apresentar uma lista atualizada de e-mails em até 48 horas após a notificação. Palma ainda reforçou que os advogados da companhia não devem constar nesta relação, de modo a respeitar a decisão de Moraes sobre o caso.
Bradesco não é o único banco credor da Americanas; veja os números
Após a última atualização fornecida pela Americanas para seu pedido de recuperação judicial, a dívida da empresa soma, com os bancos, um montante de cerca de R$ 15,2 bilhões. Além do Bradesco, o Itaú Unibanco é credor de R$ 4,3 bilhões com a companhia.
Por fim, merecem atenção o Santander (R$ 3,6 milhões) e o Banco do Brasil (R$ 1,6 bilhão) que, junto com os outros dois bancos, respondem pela maior fatia da dívida bancária da Americanas.
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