O mercado de trabalho brasileiro manteve trajetória de crescimento em 2026 e registrou um dos principais avanços recentes na geração de empregos com carteira assinada. Dados do Novo Caged, sistema do Ministério do Trabalho e Emprego que acompanha admissões e desligamentos formais, apontam a criação de 921.645 novos postos de trabalho no primeiro semestre do ano.
Brasil abre mais de 921 mil vagas formais no primeiro semestre de 2026
Novo Caged aponta criação de 921 mil empregos formais no primeiro semestre de 2026, com destaque para serviços, construção e indústria.
O resultado consolidou a expansão do emprego formal no país e elevou o número de vínculos ativos para aproximadamente 48 milhões. Na comparação com o início do ano, houve crescimento de 1,96% na quantidade de trabalhadores com registro formal.
Os números indicam um cenário de recuperação e fortalecimento do mercado de trabalho, impulsionado principalmente pelo setor de serviços, pela construção civil e pela indústria. A ampliação das contratações também contribui para aumentar a renda das famílias e movimentar setores importantes da economia brasileira.
Leia mais:
Fechamento de fábricas deixa 528 trabalhadores sem emprego em Pentecoste

Junho registra saldo positivo de 145 mil empregos
Somente em junho de 2026, o Brasil abriu 145.161 vagas formais. O resultado representa a diferença entre o número de trabalhadores contratados e aqueles que perderam seus empregos no período.
O desempenho também confirma uma tendência de crescimento no acumulado dos últimos 12 meses. Nesse intervalo, o emprego formal avançou 2,1%, demonstrando uma expansão gradual dos postos de trabalho registrados.
A criação de vagas em junho ocorreu em praticamente todas as regiões do país, mostrando que o crescimento não ficou concentrado apenas nos grandes centros econômicos.
Serviços lideram geração de empregos no Brasil
Entre os setores analisados pelo Novo Caged, o segmento de Serviços foi novamente o principal responsável pelo aumento das contratações.
Em junho, o setor abriu 74.514 vagas com carteira assinada, impulsionado por atividades como comércio de serviços, tecnologia, transporte, administração, saúde, educação e outras áreas que possuem grande participação na economia nacional.
A força do setor acompanha uma característica histórica do mercado brasileiro: os serviços representam uma parcela significativa dos empregos formais e costumam responder rapidamente às mudanças na atividade econômica.
Além dos Serviços, os demais setores também apresentaram resultados positivos no mês:
- Serviços: 74.514 novas vagas;
- Agropecuária: saldo positivo;
- Comércio: saldo positivo;
- Indústria: saldo positivo;
- Construção: saldo positivo.
O desempenho conjunto mostra que a geração de empregos alcançou diferentes áreas produtivas, reduzindo a dependência de apenas um segmento econômico.
Construção civil e indústria ganham destaque no primeiro semestre
Apesar da liderança dos Serviços em junho, outros setores tiveram papel importante no resultado acumulado de 2026.
A Construção Civil foi um dos grandes destaques do primeiro semestre, com a criação de 168.962 empregos formais. O crescimento no período chegou a 5,73%, refletindo o aquecimento de obras, investimentos imobiliários e demanda por profissionais ligados ao setor.
A Indústria também apresentou desempenho relevante, com 143.442 novos postos de trabalho e avanço de 1,6%.
O crescimento desses segmentos tem impacto direto em diversas cadeias produtivas, já que a contratação de trabalhadores movimenta fornecedores, transporte, comércio de materiais e serviços relacionados.
Geração de empregos avança em quase todos os estados
A expansão do mercado formal ocorreu de maneira ampla pelo território brasileiro. Das 27 unidades da Federação, 25 registraram saldo positivo na criação de empregos durante junho.
Os estados com maior número absoluto de novas vagas foram:
- São Paulo: 34.981 empregos;
- Minas Gerais: 20.805 empregos;
- Rio de Janeiro: 16.856 empregos.
Os resultados refletem a concentração econômica desses estados, que possuem grandes mercados consumidores e forte presença dos setores de serviços, indústria, comércio e construção.
Ao mesmo tempo, o saldo positivo em diferentes regiões mostra que a recuperação do emprego formal alcançou diversas partes do país.
Jovens representam maioria das novas contratações
Um dos pontos de destaque do levantamento foi a participação dos trabalhadores mais jovens na geração de empregos.
Pessoas com até 24 anos responderam por 86,4% das vagas abertas em junho, indicando uma forte entrada desse grupo no mercado formal.
O resultado pode estar relacionado à expansão de oportunidades iniciais de carreira, programas de contratação, crescimento de setores que demandam novos profissionais e maior movimentação entre empresas e trabalhadores jovens.
O levantamento também apontou saldo positivo tanto para homens quanto para mulheres, mostrando avanço da contratação formal entre diferentes grupos.
Ensino médio completo concentra novas admissões
Entre os trabalhadores contratados, aqueles com ensino médio completo representaram a maior parcela das novas oportunidades.
Esse perfil acompanha uma característica do mercado brasileiro, no qual muitas vagas formais exigem formação intermediária e conhecimentos técnicos específicos, especialmente em áreas administrativas, comerciais e operacionais.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
A qualificação profissional continua sendo um dos principais fatores para ampliar as chances de ingresso e crescimento no mercado de trabalho.
Empregos tradicionais continuam predominando
Os dados do Novo Caged mostram que a maior parte das vagas criadas em junho correspondeu aos chamados vínculos típicos de trabalho.
Do total de empregos gerados no mês, 77,3% foram contratos tradicionais, enquanto 22,7% representaram modalidades alternativas previstas na legislação trabalhista, como contratos temporários.
Entre essas modalidades, os contratos temporários apresentaram destaque, com saldo positivo de 12.658 vagas.
A presença dessas formas de contratação acompanha mudanças no mercado, especialmente em períodos de aumento da demanda por trabalhadores em determinados setores.
Salário médio de admissão apresenta crescimento
Além do aumento no número de empregos, os dados indicam melhora gradual na remuneração inicial dos trabalhadores contratados.
Em junho, o salário médio real de admissão chegou a R$ 2.404,34.
O valor representa crescimento de 0,7% em relação ao mês anterior e alta de 1,2% na comparação com junho de 2025.
O avanço salarial é um indicador importante porque mostra não apenas a criação de vagas, mas também a evolução da qualidade das oportunidades oferecidas aos trabalhadores.
A elevação da renda de novos empregados pode contribuir para ampliar o consumo das famílias e fortalecer a circulação de recursos na economia.
Emprego cresce entre diferentes grupos da população

O levantamento do Ministério do Trabalho também analisou a distribuição das novas vagas entre diferentes grupos populacionais.
Houve saldo positivo de contratações entre trabalhadores classificados como pardos, brancos, pretos e indígenas.
Apenas o grupo identificado como amarelo apresentou resultado negativo no período analisado.
A divulgação desses dados permite acompanhar como a expansão do emprego formal ocorre entre diferentes segmentos da população brasileira e ajuda na elaboração de políticas públicas voltadas ao mercado de trabalho.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
