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Brasil e China devem fechar negócios sem uso do dólar; entenda

Parceria entre Brasil e China acaba de dar mais um passo rumo a expansão dos negócios comerciais. Saiba mais!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Bandeira da China e do Brasil sobrepostas

Nesta quarta-feira (29), Brasil e China anunciaram o desenvolvimento de uma instituição bancária para o fechamento de negócios entre os dois países. Trata-se de uma Câmara de compensação que possibilita que o dólar americano não seja utilizado para as transações comerciais. 

O Banco Comercial e Industrial da China será a instituição responsável por realizar a operação de trocas e empréstimos entre os empresários brasileiros e chineses, sem necessariamente usar o dólar para tal. 

Por se tratar de uma instituição de renome, o banco conseguiria garantir a conversão imediata dos ganhos em real como uma garantia aos empresários brasileiros. A medida é uma forma de reduzir as possíveis interferências dos Estados Unidos nas negociações entre as nações envolvidas. 

As informações são da BBC Brasil.

Parceria entre Brasil e China 

Que a China é a maior parceira comercial do Brasil há anos não é novidade. Para se ter ideia, em 2022, as transações entre os dois países atingiram a marca de US$ 150 bilhões. Na balança comercial, o Brasil tem um superávit de mais de US$ 20 bilhões.

Vale ressaltar que os produtos que saem daqui para o país asiático são majoritariamente commodities, enquanto os que chegam são itens de maior valor agregado. Diante dessa diferença, a China apresentou a demanda recente ao Brasil e foi disso que partiu a criação de uma Câmara de Compensação.

Adiamento das negociações entre Brasil e China 

O adiamento da viagem do presidente Lula (PT) à China fez com que outras negociações entre os países também fossem atrasadas. Para o encontro, estavam previstos anúncios de compras. 

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Os dois principais estão relacionados com a venda da fábrica da Ford, em Camaçari, Bahia, para a fabricante chinesa de carros elétricos BYD e com a compra de aviões comerciais da Embraer. 

O fechamento dos acordos em questão depende de uma conversa entre os líderes dos dois países.

Imagem: Zbitnev / Shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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