O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, considerou produtiva a viagem oficial ao México, concluída nesta quinta-feira (28) na capital mexicana. O destaque da agenda foi o encontro com a presidenta mexicana, realizado no Palácio Nacional, que fortaleceu a relação e a parceria entre Brasil e México.
Brasil e México ampliam acesso a mercados para produtos agrícolas
Vice-presidente Geraldo Alckmin destaca acordos entre Brasil e México para ampliar mercados agrícolas e industriais.
Reunião bilateral fortalece relações econômicas e diplomáticas

Durante a audiência, Alckmin discutiu temas como multilateralismo, fortalecimento da democracia, inclusão social e combate à fome.
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Comércio entre Brasil e México
Brasil e México são as duas maiores economias da América Latina, com um fluxo comercial que atingiu US$ 13,6 bilhões em 2024. A visita teve como objetivo principal ampliar negociações comerciais, com foco em setores estratégicos como agronegócio e indústria.
Novos produtos no comércio bilateral
Entre os itens autorizados pelo Brasil estão:
- Aspargos
- Pêssegos
- Derivados de atum
Em contrapartida, o México abrirá o mercado para a farinha de ração animal destinada a bovinos e suínos, fortalecendo a exportação de insumos brasileiros para o setor agropecuário mexicano.
Atualização do ACE 53
O acordo trata da eliminação ou redução de tarifas de importação em cerca de 800 posições tarifárias, e as negociações buscam modernizar e ampliar o comércio entre os países.
Vigilância sanitária e pesquisa científica
Foram assinados ainda acordos voltados para vigilância sanitária, que permitirão a aprovação mais ágil de novos fármacos, e na área de pesquisa sobre arboviroses, incluindo o desenvolvimento de vacinas.
Avanços da Embraer no México
A empresa brasileira vendeu 20 aeronaves das famílias E190 e E195 para a companhia estatal Mexicana de Aviación, a maior do país.
Importância estratégica da parceria

A aproximação econômica entre Brasil e México reflete a relevância dos dois países na América Latina e busca fortalecer a integração regional, ampliando mercados para produtos agrícolas, tecnológicos e industriais. A cooperação envolve também trocas em ciência, tecnologia e desenvolvimento sustentável.
Benefícios para o agronegócio brasileiro
O avanço nos acordos comerciais garante maior estabilidade e oportunidades de crescimento para produtores brasileiros, principalmente nos segmentos de frutas e pescados, além de permitir acesso a mercados estratégicos no México.
Perspectivas futuras
O fortalecimento das relações bilaterais indica que novas negociações poderão abranger setores adicionais, como energia, logística e inovação tecnológica, ampliando a competitividade de empresas brasileiras e mexicanas.
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FAQ – Perguntas frequentes
1. Quais produtos brasileiros terão acesso ampliado ao mercado mexicano?
Aspargos, pêssego e derivados de atum.
2. O México abrirá mercado para algum produto brasileiro?
Sim, para farinha de ração animal destinada a bovinos e suínos.
3. O que é o ACE 53?
O Acordo de Complementação Econômica nº 53, assinado em 2002, trata da eliminação ou redução de tarifas de importação em cerca de 800 posições tarifárias entre Brasil e México.
4. Qual é o papel da Embraer nessa relação?
A Embraer vendeu 20 aeronaves comerciais ao México e pode futuramente fornecer o cargueiro KC-390 para fins militares e humanitários.
5. Há avanços em ciência e tecnologia?
Sim, foram firmados acordos de pesquisa sobre arboviroses e desenvolvimento de vacinas, incluindo a da dengue.
Considerações finais
A visita oficial ao México reforçou a relevância estratégica do relacionamento bilateral entre os dois maiores países da América Latina.
Além dos avanços comerciais, a agenda consolidou o diálogo sobre temas globais, como multilateralismo, combate à fome e inovação no setor de saúde, refletindo um compromisso conjunto com o desenvolvimento sustentável e a integração regional.
A expectativa é que os frutos dessa aproximação se traduzam em benefícios concretos para produtores, empresas e consumidores de ambos os países, além de consolidar o papel do Brasil e do México como líderes econômicos na América Latina.
