O conceito de mobilidade social consiste na mudança de classe social de acordo com a renda. Segundo a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Brasil é um dos piores países no mundo neste quesito.
Uma pessoa considerada pobre no Brasil levaria em torno de 9 gerações para alcançar a classe média, segundo a OCDE. Ou seja, são 180 anos para atingir as camadas mais altas da sociedade. Saiba mais informações a seguir.
Estudo sobre mobilidade social coloca Brasil entre os piores
O estudo da OCDE foi realizado em 2018 e possui o nome de “A broken social elevator? How to promote social mobility”, traduzido para português como “Um elevador social quebrado? Como promover a mobilidade social”.
A pesquisa analisou em quantas gerações os 10% mais pobres de 24 países analisados levariam para atingir classes sociais mais elevadas. A Noruega leva duas gerações, enquanto a Hungria leva até sete para alcançá-las. Entre todos os países, a média geral é de 4 a 5.
O Brasil, com suas nove gerações, perde apenas para a Colômbia, que se encontra como a última no ranking. O país da América Latina precisa de 11 gerações para atingir as posições mais altas da pirâmide social.
O que fazer para mudar esse cenário?
A economista Carla Beni, professora dos cursos de MBA (Master of Business Administration) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), disse à Folha de São Paulo que o Estado deve taxar mais os ricos e menos os pobres para que a desigualdade diminua.
Ela ainda comenta que não é possível falar de oportunidades para pessoas mais pobres quando 48% da população não possui nem saneamento básico. Segundo Beni, a desigualdade de oportunidades leva à desigualdade de renda.
Com isso, é necessário haver políticas públicas que possam garantir direitos básicos, como alimentação, moradia, saúde e educação, para que todos possam ser avaliados pelo seu desempenho ou mérito.
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