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Brasil é um dos países com pior mobilidade social do mundo; veja ranking

Um brasileiro que está entre os mais pobres da população leva quase 200 anos para alcançar classes mais altas da sociedade. Entenda!

Andreza AraújoPor Andreza Araújo2 min de leitura
mapa do Brasil e lupa

O conceito de mobilidade social consiste na mudança de classe social de acordo com a renda. Segundo a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Brasil é um dos piores países no mundo neste quesito.

Uma pessoa considerada pobre no Brasil levaria em torno de 9 gerações para alcançar a classe média, segundo a OCDE. Ou seja, são 180 anos para atingir as camadas mais altas da sociedade. Saiba mais informações a seguir.

Estudo sobre mobilidade social coloca Brasil entre os piores

O estudo da OCDE foi realizado em 2018 e possui o nome de “A broken social elevator? How to promote social mobility”, traduzido para português como “Um elevador social quebrado? Como promover a mobilidade social”.

A pesquisa analisou em quantas gerações os 10% mais pobres de 24 países analisados levariam para atingir classes sociais mais elevadas. A Noruega leva duas gerações, enquanto a Hungria leva até sete para alcançá-las. Entre todos os países, a média geral é de 4 a 5.

O Brasil, com suas nove gerações, perde apenas para a Colômbia, que se encontra como a última no ranking. O país da América Latina precisa de 11 gerações para atingir as posições mais altas da pirâmide social.

O que fazer para mudar esse cenário?

A economista Carla Beni, professora dos cursos de MBA (Master of Business Administration) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), disse à Folha de São Paulo que o Estado deve taxar mais os ricos e menos os pobres para que a desigualdade diminua.

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Ela ainda comenta que não é possível falar de oportunidades para pessoas mais pobres quando 48% da população não possui nem saneamento básico. Segundo Beni, a desigualdade de oportunidades leva à desigualdade de renda.

Com isso, é necessário haver políticas públicas que possam garantir direitos básicos, como alimentação, moradia, saúde e educação, para que todos possam ser avaliados pelo seu desempenho ou mérito.

Imagem: Aleksandrkozak / Shutterstock.com

Andreza Araújo

Autor

Andreza Araújo

Andreza Araújo é formada em Letras (Português e Linguística) pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Com experiência na área educacional como professora de inglês, atualmente atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, escrevendo sobre finanças, benefícios sociais, consumo e mercado.

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