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Brasil se destaca no g20 como líder na adoção de criptomoedas com Drex

Com o avanço do Drex e regulação clara, o Brasil lidera o G20 em adoção de criptomoedas, impulsionando fintechs e inovação financeira.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
drex

Poucos países conseguiram promover uma revolução digital nas finanças tão rapidamente quanto o Brasil. Desde o lançamento do Pix, em 2020, o país vem consolidando sua posição como um dos principais polos de inovação financeira no mundo. Em 2024, um novo marco foi alcançado: o Brasil foi classificado pela Chainalysis como o país mais avançado do G20 em adoção de criptoativos, ocupando a 9ª posição global no Global Crypto Adoption Index.

Essa liderança não é por acaso. A combinação de ambiente regulatório estável, forte inclusão digital, educação financeira em expansão e um ecossistema vibrante de fintechs impulsiona a adoção de moedas digitais, stablecoins e novas tecnologias como o Drex — a moeda digital oficial do Banco Central.

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O papel do Drex: a nova fronteira da moeda digital brasileira

g20 drex
Imagem: Freepik e Canva

Projeto-piloto avança e transforma o mercado financeiro

Em março de 2025, o Banco Central concluiu a primeira fase do projeto-piloto do Drex. O foco foi testar privacidade, liquidação atômica de títulos públicos e tokenização de ativos como imóveis. Trata-se da iniciativa mais avançada de moeda digital oficial (CBDC) em curso em um país ocidental.

A proposta vai além da simples digitalização do real: o Drex pretende viabilizar contratos inteligentes e automatizar transações complexas com segurança, rapidez e baixo custo. A arquitetura do sistema permite que bancos comerciais emitam depósitos tokenizados interoperáveis com o Drex em tempo real, tornando o ambiente financeiro mais dinâmico e menos dependente de processos burocráticos.

Reconhecimento internacional

O Banco de Compensações Internacionais (BIS) reconheceu o Drex como referência global em seu relatório “Leveraging tokenisation for payments and financial transactions”. O Brasil é visto como pioneiro em uma aplicação concreta de CBDC com foco em liquidez, interoperabilidade e inclusão.


Regulação traz confiança e atrai investimentos

Lei 14.478/2022 cria base sólida para o setor

A aprovação da Lei 14.478/2022 conferiu ao Banco Central poderes para autorizar e fiscalizar prestadores de serviços de ativos virtuais. A entidade adotou um cronograma em fases, com a regulação definitiva prevista para até o fim de 2025.

Esse marco regulatório trouxe previsibilidade para empresas e investidores, algo raro no universo cripto. Desde então, exchanges globais se estabeleceram no país, bancos tradicionais solicitaram licenças para custódia de criptoativos, e gigantes como Visa e Mastercard passaram a oferecer soluções de pagamento integradas ao real digital.

Transparência fiscal em alta

A Receita Federal também desempenha papel-chave nesse processo. Entre janeiro e setembro de 2024, os brasileiros declararam R$ 247,8 bilhões em transações com criptoativos, representando um crescimento de 24% em relação ao ano anterior. Apesar do volume expressivo, a maioria dos investidores declara valores abaixo de R$ 1.000, indicando uma democratização do acesso ao mercado.


Ecossistema em ebulição: fintechs, altcoins e DeFi ganham espaço

Fintechs brasileiras lideram a inovação

O Brasil conta atualmente com 1.900 fintechs ativas, sendo que 120 delas oferecem soluções diretamente ligadas a criptoativos, como custódia, staking, farming e negociação de tokens. A inovação não para de crescer: projetos que combinam blockchain e inteligência artificial estão entre os mais promissores para 2025.

Segundo a Finsiders Brasil, mesmo em um cenário de juros elevados, espera-se que o setor de criptofinanças capte R$ 15 bilhões em venture capital até o fim do ano.

Empresas aderem à reserva de valor digital

A Méliuz foi uma das primeiras companhias listadas na bolsa a solicitar autorização de seus acionistas para manter parte do caixa em Bitcoin. O movimento ilustra uma mudança no perfil de adoção corporativa das criptomoedas, antes vistas com desconfiança e agora reconhecidas como potenciais reservas de valor e ferramentas de diversificação.

A nova fase das altcoins

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Com a dominância do Bitcoin abaixo de 45%, cresce o interesse por altcoins ligadas a infraestrutura, escalabilidade e interoperabilidade. Fóruns brasileiros discutem como o Drex pode abrir portas para soluções híbridas entre finanças centralizadas (CeFi) e descentralizadas (DeFi), especialmente ao tokenizar títulos públicos e permitir acesso direto do varejo.


Brasil x América Latina: liderança regional consolidada

Celular com a logo do Drex e moeda de 1 real ao fundo.
Imagem: rafapress / shutterstock.com

Segundo a Chainalysis, o Brasil concentra 28% do volume de transações cripto na América Latina, apesar de representar 20% do PIB da região. Países como Venezuela e Colômbia utilizam stablecoins para proteger-se da volatilidade local, mas carecem da infraestrutura que o Brasil já possui com Pix, Open Finance e Drex.

Enquanto a Argentina recorre às stablecoins para escapar da crise do peso, o México avança com uso cripto para remessas. Ainda assim, nenhum outro país latino-americano apresenta o mesmo grau de maturidade regulatória e bancarização digital do Brasil.

Porta de entrada para fundos globais

Esse cenário atrai cada vez mais a atenção de fundos norte-americanos e europeus, que veem o Brasil como hub estratégico para a expansão cripto na América Latina. A combinação de mercado consumidor ativo, solidez institucional e inovação tecnológica torna o país um campo fértil para projetos de impacto global.


Educação financeira e acesso: os próximos passos

Mais MBAs, mais acessibilidade

O avanço do setor vem sendo acompanhado por um aumento na oferta de cursos, MBAs e certificações focadas em blockchain, tokenização e criptoativos. Universidades públicas e privadas já incorporam temas ligados à Web3 em seus currículos, preparando profissionais para um mercado em rápida expansão.

Além disso, a proliferação de corretoras com interfaces em português elimina barreiras linguísticas e tecnológicas, permitindo que mesmo iniciantes possam investir de forma segura e informada.

Imagem: Reprodução/Canva.com

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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