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Internacionalização financeira: estudo diz que Brasil pode liderar padrão global com Pix/Drex

Estudo da Valor Capital Group e da McKinsey destaca o “Brazil Stack”, como base de um novo padrão financeiro global.

Helena SerpaPor Helena Serpa6 min de leitura
pix brasil

Um estudo elaborado pela Valor Capital Group, com apoio analítico da McKinsey & Company, indica que o Brasil se tornou referência mundial em inovação financeira. O levantamento aponta que as políticas públicas e tecnológicas que formam o chamado “Brazil Stack” — conjunto de soluções como o Pix, o Drex, o Open Finance e o Gov.br — posicionam o país como protagonista na criação de um novo modelo de finanças digitais e tokenizadas.

O conceito do “Brazil Stack”

Pix brasil
Imagem: Freepik e Canva

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O termo “Brazil Stack” representa a integração entre infraestrutura pública, regulação e tecnologia. Segundo o estudo, essa combinação criou um ecossistema único, capaz de sustentar uma economia digital interconectada, com liquidação instantânea, transparência e inclusão.

Essas iniciativas não apenas transformaram o mercado financeiro interno, mas abriram caminho para que o país exporte modelos regulatórios e tecnológicos. A base formada por pagamentos instantâneos, identidade digital e compartilhamento de dados é considerada um diferencial competitivo diante de outras economias emergentes.

A nova fase da inovação financeira brasileira

O Brasil passou, nos últimos anos, por uma revolução digital no sistema bancário. A inclusão financeira foi ampliada com a chegada do Pix, a regulação do Open Finance e a digitalização de serviços públicos via Gov.br. Agora, o país avança para a fase da tokenização de ativos, com o Drex — a futura moeda digital do Banco Central.

O estudo ressalta que o Brasil deixou de ser apenas um exemplo de acesso bancário ampliado para se tornar um laboratório de finanças programáveis, capazes de conectar dados, ativos e contratos inteligentes em uma mesma infraestrutura.

Pix: base de interoperabilidade digital

O papel do Pix no sistema financeiro

Lançado em 2020, o Pix revolucionou o sistema de pagamentos brasileiro. Com mais de 78 bilhões de transações anuais, tornou-se um dos meios de pagamento mais utilizados do mundo.

O relatório destaca que, além da praticidade para o consumidor, o Pix desempenha papel essencial como camada de interoperabilidade. Essa função permitirá, no futuro, a integração entre moedas digitais, stablecoins e sistemas bancários tradicionais, criando uma rede financeira mais fluida e automatizada.

Drex: a infraestrutura das finanças programáveis

A nova moeda digital brasileira

O Drex, previsto para ser lançado oficialmente em 2026, é o próximo passo na evolução do sistema financeiro. Trata-se de uma moeda digital emitida pelo Banco Central, desenvolvida para operar com ativos tokenizados e contratos inteligentes.

Com o Drex, será possível realizar liquidação em tempo real de ativos estruturados, como Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), que somam cerca de US$ 110 bilhões em ativos sob gestão. Essa transformação promete reduzir custos operacionais e aumentar a transparência nas transações financeiras.

Conexão com blockchain e IA

O relatório aponta que a infraestrutura do Drex permitirá integrar blockchain, inteligência artificial e automação regulatória. Isso cria as bases para uma nova geração de serviços financeiros, em que cada operação pode ser auditada, rastreada e executada automaticamente.

Open Finance: o poder dos dados conectados

A expansão da transparência financeira

O Open Finance é outro pilar central do Brazil Stack. Com 42 milhões de usuários conectados a mais de 800 instituições, o sistema permite que consumidores compartilhem seus dados de forma segura entre bancos, fintechs e corretoras.

Essa integração amplia o acesso a crédito, reduz riscos e impulsiona a concorrência, criando produtos financeiros mais personalizados e acessíveis.

Gov.br: identidade digital como alicerce da economia

O Gov.br, com 167 milhões de cadastros ativos, é a principal ferramenta de identificação digital no país. Essa base garante que os processos de verificação de identidade (KYC) e conformidade regulatória (AML) sejam realizados em escala nacional e totalmente digital.

Para o estudo, a integração entre identidade digital e finanças é o que torna o sistema brasileiro tão avançado em relação a outras economias. O Brasil, ao consolidar uma infraestrutura pública de autenticação e dados, construiu uma fundação sólida para a economia digital do futuro.

O impacto para o mercado e investidores

A combinação de Pix, Drex, Open Finance e Gov.br cria um ecossistema que atrai investidores e startups. O relatório da Valor Capital Group ressalta que a arquitetura brasileira pode servir de modelo para países que buscam equilibrar inclusão e segurança.

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Com a tokenização de ativos e a automação de contratos, surgem oportunidades para o mercado de capitais, fintechs, instituições financeiras e empresas de tecnologia. O Brasil pode, em poucos anos, se tornar um exportador de infraestrutura financeira, assim como os Estados Unidos exportaram o modelo de crédito e os sistemas de pagamento eletrônico nas últimas décadas.

Caminho para a internacionalização financeira

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

O estudo conclui que o Brasil está preparado para assumir um papel de liderança global na criação de padrões internacionais para finanças digitais. O “Brazil Stack” demonstra como políticas públicas e tecnologia, quando bem coordenadas, podem gerar impacto econômico e social em larga escala.

À medida que o país avança na integração de tokenização, blockchain, inteligência artificial e interoperabilidade, o modelo brasileiro tende a ser replicado em outros mercados emergentes. O futuro das finanças globais, segundo a análise, será moldado por sistemas como o brasileiro, que unem eficiência tecnológica, segurança regulatória e inclusão.

FAQ – Perguntas frequentes

Por que o Brasil é destaque em inovação financeira?

Porque o país combinou infraestrutura tecnológica, inclusão social e regulação moderna, criando um modelo de finanças digitais seguro e eficiente.

Quando o Drex será lançado?

O lançamento oficial do Drex, a moeda digital do Banco Central, está previsto para 2026.

Qual o papel do Pix nesse ecossistema?

O Pix atua como camada de interoperabilidade, permitindo a integração entre bancos, stablecoins e futuros ativos digitais.

Considerações finais

O Brasil se destaca como referência mundial em inovação financeira ao combinar regulação moderna, infraestrutura digital e políticas públicas integradas. Com o avanço do Drex e o fortalecimento do Pix e do Open Finance, o país caminha para definir os padrões da nova economia global.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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