O Tribunal de Contas da União (TCU) fez um alerta preocupante sobre a possível falta de medicamento para o tratamento de diabetes em vários estados brasileiros a partir de maio. Segundo uma auditoria apresentada pelo órgão com dados do Ministério da Saúde, o estoque de insulina só deve durar até abril, o que pode resultar em um grave desabastecimento em todo o país.
Brasil pode ficar sem importante medicamento
O Tribunal de Contas da União (TCU) fez um alerta preocupante sobre a possível falta de medicamento a partir de maio.
A notícia é extremamente preocupante para os mais de 16,8 milhões de brasileiros com diabetes, especialmente para aqueles que possuem o tipo 1 da doença. Esses pacientes precisam de injeções diárias de insulina para manter seus níveis de açúcar no sangue regulados e evitar complicações de saúde a longo prazo. Aproximadamente 564.249 brasileiros têm diagnóstico de diabetes tipo 1.
Caso o desabastecimento se confirme, hospitais do SUS podem ficar sem insulina de ação rápida para o tratamento de diabetes a partir de maio.
Por que o estoque do medicamento no Brasil está tão baixo?
O alerta foi emitido após uma auditoria do TCU, que revelou que o estoque do país contém apenas 196.015 unidades de insulina. Além disso, a auditoria mostrou que não houve propostas nos pregões abertos em agosto do ano passado e em janeiro deste ano para a compra do medicamento.
Diante disso, o Ministério da Saúde afirmou ter aberto um novo procedimento de compra emergencial do medicamento por dispensa de licitação para evitar o desabastecimento. Contudo, segundo o TCU, o risco ainda persiste.
Como evitar falta de insulina no SUS? TCU sugere soluções!
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Assim, para evitar o desabastecimento de insulina no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de maio, o TCU sugeriu algumas soluções. A primeira é a assinatura de um contrato com alguma empresa que tenha o produto registrado no Brasil e que possa fazer uma entrega antecipada em até 30 dias.
Além disso, o TCU também propôs a aquisição emergencial do medicamento por dispensa de licitação, como já está sendo feito pelo Ministério da Saúde. No entenato, teria a entrega da primeira remessa em um prazo bem menor do que o previsto atualmente.
Imagem: happycreator/Shutterstock.com
