O novo relatório do banco suíço UBS, especializado em gestão de patrimônio, revela que o Brasil atualmente possui cerca de 433 mil milionários, ou seja, indivíduos detentores de patrimônio superior a US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,5 milhões). Um crescimento de 1,6% em relação ao ano anterior, o que coloca o país como o maior detentor dessa faixa de renda na América Latina.
Brasil atinge 433 mil milionários, revela estudo
Estudo do UBS aponta 433 mil brasileiros milionários com fortuna em dólar e transferências de US$ 9 tri. Entenda.
Além disso, o estudo aponta uma mega transferência de riqueza: cerca de US$ 83 trilhões devem ser herdados globalmente nos próximos 20 a 25 anos, sendo US$ 74 trilhões destinados a transferências verticais (entre gerações), e US$ 9 trilhões horizontais (entre pessoas da mesma geração, como cônjuges).
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Ranking de milionários: onde o Brasil se posiciona

De acordo com o relatório, o Brasil se destaca na América Latina com 433 mil milionários, mas no panorama global ocupa a 19ª posição, atrás de países como:
- Estados Unidos: 23.831 mil
- China: 6.327 mil
- França: 2.897 mil
- Japão: 2.732 mil
- Alemanha: 2.675 mil
… - Brasil: 433 mil
- Rússia: 426 mil
A liderança disparada dos EUA resume-se à concentração de riqueza e fluxo de criação de novos milionários.
Transferência de riqueza: Brasil é protagonista
O UBS projeta que o Brasil lidera a América Latina em volume de riqueza transmitida às futuras gerações:
- Estados Unidos: US$ 29 trilhões previstos em heranças
- Brasil: US$ 9 trilhões
- China: US$ 5,6 trilhões
Esse movimento se justifica por fatores demográficos, como a crescente população com mais de 75 anos, grupo comum entre os detentores de patrimônio relevante.
Estados Unidos: onde nasce milionário em série
Em 2024, os EUA contabilizaram a criação de 379 mil novos milionários, o que representa cerca de 1.040 por dia. O relatório destacou que os Estados Unidos abrigam 40% da riqueza global milhonária e, com uma valorização do patrimônio familiar de 4,6%, lideram a escalada de fortunas.
Os “milionários comuns”: quem são e onde estão
O estudo do UBS cunhou a expressão “milionários comuns” para definir aqueles que possuem entre US$ 1 milhão e US$ 5 milhões. O grupo cresceu seis vezes desde 2000, passando de 13,3 milhões para 52 milhões em 2024.
Esses indivíduos acumulam juntos cerca de US$ 107 trilhões, um valor que já rivaliza com o montante dos super-ricos (US$ 119 trilhões).
Dois fatores explicam essa expansão:
- valorização imobiliária
- efeitos das taxas de câmbio
Desigualdade concentrada: Brasil no topo do ranking
O relatório da UBS também apresenta o grau de concentração de renda por país, com base no índice de Gini (onde 1 indica máxima desigualdade). O Brasil e a Rússia lideram com índice de 0,82, seguidos por:
- África do Sul: 0,81
- Emirados Árabes: 0,81
- Arábia Saudita: 0,78
- EUA: 0,74
O indicador revela que a riqueza está extremamente concentrada nos estratos mais altos da população brasileira.
Por que isso importa?
Esses dados carregam implicações significativas:
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- Planejamento sucessório: famílias precisam estruturar melhor a gestão de heranças nesse contexto bilionário.
- Políticas públicas: a desigualdade destacada por esses números exige medidas urgentes para inclusão.
- Mercado financeiro: aumenta a demanda por serviços de gestão de patrimônio e investimentos avançados.
Perspectivas futuras: o que esperar?
O relatório do UBS projeta continuidade desse crescimento milionário, impulsionado por:
- avanços tecnológicos
- produtividade nos mercados emergentes
- aceleração do mercado imobiliário
- envelhecimento populacional
No Brasil, isso indica oportunidades e desafios: fortalecer estruturas de herança, tributação justa e incentivar a educação financeira.
Conclusão: Brasil muda posição, mas desigualdade persiste

O número de 433 mil milionários no Brasil é um indicador positivo de criação de riqueza, mas a elevada taxa de desigualdade acompanha esse avanço. Transferir finanças entre gerações exige profissionalização, e o desafio de reduzir o fosso entre classes permanece urgente.
A extrema concentração de renda evidencia que o crescimento precisa ser inclusivo, com políticas que equilibrem a democratização de recursos e o fomento a novas oportunidades.
Com informações de: EXTRA
