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Brasil atinge 433 mil milionários, revela estudo

Estudo do UBS aponta 433 mil brasileiros milionários com fortuna em dólar e transferências de US$ 9 tri. Entenda.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Dólar

O novo relatório do banco suíço UBS, especializado em gestão de patrimônio, revela que o Brasil atualmente possui cerca de 433 mil milionários, ou seja, indivíduos detentores de patrimônio superior a US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,5 milhões). Um crescimento de 1,6% em relação ao ano anterior, o que coloca o país como o maior detentor dessa faixa de renda na América Latina.

Além disso, o estudo aponta uma mega transferência de riqueza: cerca de US$ 83 trilhões devem ser herdados globalmente nos próximos 20 a 25 anos, sendo US$ 74 trilhões destinados a transferências verticais (entre gerações), e US$ 9 trilhões horizontais (entre pessoas da mesma geração, como cônjuges).

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Ranking de milionários: onde o Brasil se posiciona

dólar
Imagem: jcomp – freepik

De acordo com o relatório, o Brasil se destaca na América Latina com 433 mil milionários, mas no panorama global ocupa a 19ª posição, atrás de países como:

  1. Estados Unidos: 23.831 mil
  2. China: 6.327 mil
  3. França: 2.897 mil
  4. Japão: 2.732 mil
  5. Alemanha: 2.675 mil
  6. Brasil: 433 mil
  7. Rússia: 426 mil

A liderança disparada dos EUA resume-se à concentração de riqueza e fluxo de criação de novos milionários.

Transferência de riqueza: Brasil é protagonista

O UBS projeta que o Brasil lidera a América Latina em volume de riqueza transmitida às futuras gerações:

  • Estados Unidos: US$ 29 trilhões previstos em heranças
  • Brasil: US$ 9 trilhões
  • China: US$ 5,6 trilhões

Esse movimento se justifica por fatores demográficos, como a crescente população com mais de 75 anos, grupo comum entre os detentores de patrimônio relevante.

Estados Unidos: onde nasce milionário em série

Em 2024, os EUA contabilizaram a criação de 379 mil novos milionários, o que representa cerca de 1.040 por dia. O relatório destacou que os Estados Unidos abrigam 40% da riqueza global milhonária e, com uma valorização do patrimônio familiar de 4,6%, lideram a escalada de fortunas.

Os “milionários comuns”: quem são e onde estão

O estudo do UBS cunhou a expressão “milionários comuns” para definir aqueles que possuem entre US$ 1 milhão e US$ 5 milhões. O grupo cresceu seis vezes desde 2000, passando de 13,3 milhões para 52 milhões em 2024.

Esses indivíduos acumulam juntos cerca de US$ 107 trilhões, um valor que já rivaliza com o montante dos super-ricos (US$ 119 trilhões).

Dois fatores explicam essa expansão:

  • valorização imobiliária
  • efeitos das taxas de câmbio

Desigualdade concentrada: Brasil no topo do ranking

O relatório da UBS também apresenta o grau de concentração de renda por país, com base no índice de Gini (onde 1 indica máxima desigualdade). O Brasil e a Rússia lideram com índice de 0,82, seguidos por:

  • África do Sul: 0,81
  • Emirados Árabes: 0,81
  • Arábia Saudita: 0,78
  • EUA: 0,74

O indicador revela que a riqueza está extremamente concentrada nos estratos mais altos da população brasileira.

Por que isso importa?

Esses dados carregam implicações significativas:

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  1. Planejamento sucessório: famílias precisam estruturar melhor a gestão de heranças nesse contexto bilionário.
  2. Políticas públicas: a desigualdade destacada por esses números exige medidas urgentes para inclusão.
  3. Mercado financeiro: aumenta a demanda por serviços de gestão de patrimônio e investimentos avançados.

Perspectivas futuras: o que esperar?

O relatório do UBS projeta continuidade desse crescimento milionário, impulsionado por:

  • avanços tecnológicos
  • produtividade nos mercados emergentes
  • aceleração do mercado imobiliário
  • envelhecimento populacional

No Brasil, isso indica oportunidades e desafios: fortalecer estruturas de herança, tributação justa e incentivar a educação financeira.

Conclusão: Brasil muda posição, mas desigualdade persiste

Imagem mostra maleta cheia de dólares americanos. milionários
Imagem: Reprodução / Pexels

O número de 433 mil milionários no Brasil é um indicador positivo de criação de riqueza, mas a elevada taxa de desigualdade acompanha esse avanço. Transferir finanças entre gerações exige profissionalização, e o desafio de reduzir o fosso entre classes permanece urgente.

A extrema concentração de renda evidencia que o crescimento precisa ser inclusivo, com políticas que equilibrem a democratização de recursos e o fomento a novas oportunidades.

Com informações de: EXTRA

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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