O Banco Central indicou que cerca de R$ 91,1 bilhões foram sacados de contas poupanças este ano. Com isso o Brasil quebrou seu recorde de saques da poupança de 2015, quando registrou-se R$ 53,8 bilhões.
Brasileiros estão fugindo da poupança; entenda o motivo
O Banco Central indicou que cerca de R$ 91,1 bilhões foram sacados de contas poupanças esse ano. Entenda quais são as principais causas.
Diante desta situação, procura-se entender quais são os principais motivos que levaram o Brasil a atingir essa marca de saques da caderneta de poupança. O fundador da T2 Educação, Tiago Feitosa, explica que pode haver duas causas para que tenha atingido esse alto valor de saque.
Migração de capital saindo da caderneta de poupança e indo para outras modalidades de investimento.
Tiago explica que a taxa de juros básica no Brasil está em 13,65%, com isso, qualquer investimento conservador em renda física pode entregar ao investidor o dobro que ele teria de rentabilidade na caderneta de poupança.
Ou seja, os investidores cada vez mais procuram opções que tragam um retorno mais significativo a seus investimentos.
Atual cenário econômico
O segundo motivo explicado por Tiago é o cenário atual que estamos vivendo. Apesar do desemprego ter caído, a renda média do brasileiro caiu também. Além disso, estamos diante de um período inflacionário que faz o orçamento das famílias ficar apertado, havendo os resgates das contas poupanças.
O número de cidadãos inadimplentes está cada vez maior devido a essa baixa renda média do brasileiro – mais um indicativo de que famílias podem destinar os saques na poupança para suprir contas básicas do dia a dia.
Não se pode ter a certeza absoluta da porcentagem de quantos saques na caderneta de poupança são devidos ao primeiro motivo ou a segundo. Contudo, é certo afirmar que esses são os dois principais fatores de ter se chegado a esse recorde no Brasil.
O que pode mudar em 2023?
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Apesar de ter apresentado ganhos reais no último ano, a poupança mostrou um acréscimo que apenas repôs as perdas sofridas pela inflação.
O especialista afirma que é sempre necessário observar a inflação nesse período de final do ano, a fim de se ter uma avaliação para comparação das possíveis novas políticas econômicas que entrarão em vigor após a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ele destaca que a avaliação deve estar em torno da familiaridade com outro investimento, das necessidades do investidor com o dinheiro guardado na poupança e prazos nos casos em que o investidor sabe que vai precisar usar o valor, mas não sabe quando.
Imagem: Natthapol Siridech / shutterstock.com
