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Brasileiros estão fugindo da poupança; entenda o motivo

O Banco Central indicou que cerca de R$ 91,1 bilhões foram sacados de contas poupanças esse ano. Entenda quais são as principais causas.

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
Pessoa colocando moeda em um porquinho de porcelana

O Banco Central indicou que cerca de R$ 91,1 bilhões foram sacados de contas poupanças este ano. Com isso o Brasil quebrou seu recorde de saques da poupança de 2015, quando registrou-se R$ 53,8 bilhões.

Diante desta situação, procura-se entender quais são os principais motivos que levaram o Brasil a atingir essa marca de saques da caderneta de poupança. O fundador da T2 Educação, Tiago Feitosa, explica que pode haver duas causas para que tenha atingido esse alto valor de saque.

Migração de capital saindo da caderneta de poupança e indo para outras modalidades de investimento. 

Tiago explica que a taxa de juros básica no Brasil está em 13,65%, com isso, qualquer investimento conservador em renda física pode entregar ao investidor o dobro que ele teria de rentabilidade na caderneta de poupança.

Ou seja, os investidores cada vez mais procuram opções que tragam um retorno mais significativo a seus investimentos.

Atual cenário econômico

O segundo motivo explicado por Tiago é o cenário atual que estamos vivendo. Apesar do desemprego ter caído, a renda média do brasileiro caiu também. Além disso, estamos diante de um período inflacionário que faz o orçamento das famílias ficar apertado, havendo os resgates das contas poupanças. 

O número de cidadãos inadimplentes está cada vez maior devido a essa baixa renda média do brasileiro – mais um indicativo de que famílias podem destinar os saques na poupança para suprir contas básicas do dia a dia.

Não se pode ter a certeza absoluta da porcentagem de quantos saques na caderneta de poupança são devidos ao primeiro motivo ou a segundo. Contudo, é certo afirmar que esses são os dois principais fatores de ter se chegado a esse recorde no Brasil. 

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Apesar de ter apresentado ganhos reais no último ano, a poupança mostrou um acréscimo que apenas repôs as perdas sofridas pela inflação. 

O especialista afirma que é sempre necessário observar a inflação nesse período de final do ano, a fim de se ter uma avaliação para comparação das possíveis novas políticas econômicas que entrarão em vigor após a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Ele destaca que a avaliação deve estar em torno da familiaridade com outro investimento, das necessidades do investidor com o dinheiro guardado na poupança e prazos nos casos em que o investidor sabe que vai precisar usar o valor, mas não sabe quando. 

Imagem: Natthapol Siridech / shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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