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Brasileiros estão parando de viajar de avião e país perde 1° lugar em ranking

Um relatório divulgado recentemente mostrou que o Brasil perdeu a liderança de um ranking de viagens aéreas. Saiba mais.

Leo GarfinkelPor Leo Garfinkel2 min de leitura
Pessoas dentro de um avião. A

O Brasil perdeu recentemente a liderança de um importante indicador socioeconômico. De acordo com um relatório da Alta (Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo), o país não é mais o primeiro colocado no ranking de transporte aéreo de passageiros na América Latina.

Segundo o documento, o novo líder do setor é México. No primeiro trimestre de 2023, o Brasil registrou a movimentação aérea de 27,4 milhões de pessoas, enquanto os mexicanos tiveram 29 milhões de viajantes.

Hegemonia durava uma década

Os dados divulgados pela Alta indicavam que o Brasil ocupava o posto de maior transportador aéreo de passageiros há 10 anos. Um dos fatores que fizeram com que o México nos ultrapassasse nesse quesito foi o desempenho do país da América do Norte para recuperar esse mercado no pós-pandemia.

Por aqui, o setor ainda sofre com certas dificuldades, o que tem elevado muito o valor das passagens, que nunca mais voltaram aos patamares pré-pandemia. Isso fez com que os viajantes passassem a buscar outros meios de transporte, como o rodoviário.

Números antes e depois da pandemia

Entre janeiro e março de 2019 (último ano antes da pandemia), o Brasil registrou o transporte aéreo de 30 milhões de passageiros, com grande destaque para os voos domésticos. Na época, esse desempenho foi 23% melhor do que o do México no período.

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Já nos três primeiros meses de 2023 (primeiro ano com a pandemia 100% finalizada), o México teve um aumento de 23% nos passageiros domésticos em relação ao mesmo período de 2019, enquanto o Brasil viu um crescimento de apenas 7%.

Ao analisar os voos internacionais, a diferença entre os dois países no setor fica ainda maior. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os mexicanos já transportaram 14,3 milhões de pessoas através das vias aéreas, cerca de 3 vezes mais que o Brasil.

Imagem: Alex Desanshe/ Shutterstock.com

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