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Estudo mostra que brasileiro quer parar de trabalhar aos 60 e ganhar R$ 22 mil

Brasileiros querem parar de trabalhar mais cedo e manter boa renda na aposentadoria, mostrando a importância do planejamento financeiro.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto7 min de leitura
carteira de trabalho

A forma como o brasileiro enxerga a aposentadoria está mudando, e os dados mais recentes revelam uma tendência que desafia a realidade econômica atual. Um levantamento realizado pela XP com mais de 180 mil investidores mostra que grande parte da população quer para de trabalhar e ‘pendurar as chuteiras’ antes da idade mínima exigida pelo INSS, mantendo ainda um padrão de vida considerado elevado.

A pesquisa, inédita em abrangência e profundidade, indica que o investidor médio projeta se aposentar aos 62 anos, com uma renda mensal desejada em torno de R$ 22 mil — um valor distante da média nacional e difícil de alcançar sem estratégia financeira consistente.

As metas, no entanto, variam conforme gênero, nível de renda e perfil de risco do investidor. O estudo faz parte de um programa da XP voltado a promover cultura de planejamento financeiro de longo prazo, especialmente entre clientes com patrimônio elevado ou renda mensal superior a R$ 300 mil.

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Os desejos de aposentadoria por gênero e perfil

Um dos recortes mais relevantes do estudo mostra que homens e mulheres têm visões diferentes sobre o momento ideal de encerrar a carreira.
Enquanto eles desejam parar de trabalhar mais cedo, elas tendem a planejar uma trajetória profissional um pouco mais longa.

Homens querem parar aos 60 anos

Segundo o levantamento, o público masculino projeta aposentadoria aos 60 anos, com expectativa de renda superior a R$ 24 mil mensais. Essa diferença mostra não apenas uma meta mais ambiciosa, mas também um padrão de vida que exige construção patrimonial robusta.

Mulheres preferem esperar até os 62 anos

Entre as mulheres, o desejo é de se aposentar aos 62 anos, com renda aproximada de R$ 18 mil mensais. Os números refletem a busca por estabilidade e segurança, aliadas à preocupação crescente com longevidade e qualidade de vida no futuro.

O impacto do perfil de investidor

Além do recorte por gênero, o estudo também comparou metas entre investidores conservadores, moderados e agressivos.

Quem assume mais risco tende a projetar renda maior no futuro e a aceitar maior volatilidade para atingir objetivos. Os conservadores, por sua vez, buscam metas mais realistas, mesmo que isso signifique renda menor na aposentadoria.

A urgência do planejamento financeiro de longo prazo

A distância entre o que os investidores desejam e o que realmente conseguem construir ao longo da vida é um dos pontos centrais destacados pela XP. Para Rodrigo Sgavioli, Head de Alocação da empresa, o levantamento deixa clara a necessidade de maior protagonismo do planejamento financeiro no cotidiano dos brasileiros.

Expectativa x realidade

Sgavioli explica que há um descompasso importante entre a idade pretendida para aposentadoria, o volume de renda almejado e a capacidade de acumulação patrimonial.
Segundo ele:

“A diferença entre a idade desejada e o nível de renda esperado evidencia o desafio de conciliar longevidade, qualidade de vida e sustentabilidade financeira.”

Esse cenário torna evidente a urgência de iniciar o planejamento cedo, com consistência e orientação adequada.

A XP quer transformar ambições em resultados

O executivo também reforça que o objetivo da instituição é fornecer ferramentas e estratégias que permitam aos investidores alcançar suas metas com maior segurança. Soluções de alocação orientada, análise de risco, diversificação e revisões periódicas se tornam elementos-chave nesse processo.

Expectativa de vida e avanços médicos influenciam a equação

Com o aumento da longevidade, apoiado pelos avanços da medicina e melhora do acesso à saúde, o horizonte da aposentadoria se estende.
Isso significa mais anos de vida para aproveitar — mas também mais tempo para financiar.

O planejamento precisa acompanhar essa nova realidade para evitar queda brusca de padrão de vida no futuro.

Dos sonhos aos números: como transformar metas em estratégia

Se por um lado a aspiração de se aposentar cedo e com renda elevada parece distante da realidade da maioria, por outro, demonstra evolução na consciência financeira do brasileiro.

Thiago Ferro, Head de Produtos da XP Inc., observa que há uma percepção crescente sobre a importância da organização financeira, da definição de metas e do acompanhamento constante.

O papel da clareza e da disciplina financeira

Ferro afirma que:

“Nosso papel é conectar metas pessoais a estratégias inteligentes, com soluções completas que evoluem conforme as necessidades do investidor.”

Para ele, clareza sobre os objetivos, confiança no processo e disciplina para seguir o plano são pilares fundamentais na construção patrimonial.

Renda desejada x patrimônio a acumular

A pesquisa mostra ainda que muitos investidores têm consciência de que alcançar o padrão de vida sonhado depende não apenas de aporte mensal, mas também de do tempo de exposição ao mercado, alocação adequada e tolerância a risco.

Aposentadoria é apenas uma entre várias metas

O estudo revela que, embora a aposentadoria seja o objetivo mais citado, há outros planos relevantes que se destacam entre os entrevistados:

  • Aquisição de imóveis
  • Investimento em educação
  • Compra de veículos
  • Viagens nacionais e internacionais
  • Construção de patrimônio para familiares

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Entre todas as metas, a compra de imóveis permanece no topo, evidenciando a busca por segurança, estabilidade e potencial de valorização ou geração de renda via aluguel.

Comportamento financeiro está mais maduro

O levantamento também indica evolução no comportamento financeiro dos investidores brasileiros. Para muitos, planejar não significa apenas acumular patrimônio, mas sim garantir experiências, conquistas e estilo de vida compatível com seus valores.

Viagens representam realização pessoal

A inclusão de viagens como uma das metas prioritárias reforça a busca por equilíbrio entre trabalho, família e momentos de lazer.
Essa mudança evidencia que investimentos e planejamento financeiro passaram a ser vistos como facilitadores de experiências e não apenas como instrumentos para acumular riqueza.

Educação financeira e acesso à informação impulsionam mudanças

Na avaliação de Sgavioli, essa mudança de mentalidade é resultado direto do acesso a informações de qualidade, da diversificação de produtos financeiros e da ampliação de serviços de assessoria especializada.

Ele ressalta:

“Temos a missão de democratizar o universo de investimentos com transparência e educação financeira, garantindo que o desejo por renda se traduza em resultados sustentáveis.”

Uma radiografia detalhada do investidor brasileiro

A pesquisa reúne respostas espontâneas e estruturadas de investidores de diferentes idades e perfis, revelando não apenas expectativas, mas também comportamentos e tendências.

O levantamento considerou:

  • Idade-alvo da aposentadoria
  • Renda desejada para manter o padrão de vida
  • Patrimônio necessário para alcançar os objetivos
  • Planos paralelos à aposentadoria
  • Comparação entre perfis conservador, moderado e agressivo

Esses dados contribuem para uma visão ampla e estratégica sobre como o brasileiro está se preparando — ou gostaria de se preparar — para o futuro.

Conclusão: metas ambiciosas exigem estratégia concreta

O estudo realizado pela XP confirma uma verdade cada vez mais evidente: os brasileiros desejam se aposentar antes do previsto e com padrão de renda elevado, mas ainda enfrentam desafios para equilibrar sonhos e viabilidade prática.

O caminho para transformar expectativa em realidade passa por disciplina, investimentos alinhados ao perfil de risco, revisões constantes e principalmente, planejamento de longo prazo.

Ao mesmo tempo, o interesse crescente em viagens, imóveis e qualidade de vida revela que o investidor brasileiro está em processo de amadurecimento, buscando não apenas acumular recursos, mas viver com mais liberdade, propósito e tranquilidade.

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Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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