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Brasileiros ainda têm mais de R$ 10 bilhões esquecidos em bancos, veja como sacar

Banco Central informa que brasileiros ainda têm R$ 10,57 bilhões esquecidos em bancos. Veja como consultar e sacar pelo SVR.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
bilhões

Milhões de brasileiros ainda possuem dinheiro parado. Dados divulgados pelo Banco Central do Brasil mostram que mais de R$ 10,57 bilhões continuam disponíveis para resgate no Sistema Valores a Receber (SVR), plataforma oficial criada para devolver recursos esquecidos por pessoas físicas e empresas.

Os valores podem ter origem em contas encerradas, cobranças indevidas, cotas de cooperativas, parcelas de consórcios e até recursos vinculados a pessoas falecidas. O resgate é gratuito e pode ser solicitado diretamente pela internet.

A consulta ganhou destaque nos últimos anos após milhares de brasileiros descobrirem quantias inesperadas em seus nomes. Em alguns casos, os valores são pequenos, mas também existem registros de cifras elevadas esquecidas em instituições financeiras.

O que são?

Leia mais: Dinheiro esquecido: consulta ao SVR do Banco Central está liberada; veja como resgatar agora

Os chamados valores esquecidos são recursos que permaneceram parados em instituições financeiras sem movimentação ou resgate pelo titular. O dinheiro pode surgir de diferentes situações do dia a dia bancário.

Entre os principais exemplos estão:

  • saldos remanescentes em contas correntes ou poupanças encerradas;
  • tarifas cobradas indevidamente;
  • parcelas ou sobras de consórcios;
  • cotas de cooperativas de crédito;
  • recursos de contas de pagamento;
  • valores de operações de crédito;
  • dinheiro vinculado a pessoas falecidas.

Segundo o Banco Central, cerca de R$ 8,13 bilhões pertencem a pessoas físicas, enquanto aproximadamente R$ 2,43 bilhões estão vinculados a empresas.

Como consultar dinheiro?

A consulta deve ser feita exclusivamente pelo sistema oficial do Banco Central. O processo é gratuito e leva poucos minutos.

Para acessar o sistema, é necessário possuir uma conta gov.br com nível prata ou ouro.

Passo a passo

  1. Acessar o sistema oficial do Valores a Receber do Banco Central do Brasil;
  2. Informar CPF e data de nascimento;
  3. Fazer login com conta gov.br;
  4. Conferir se existem valores disponíveis;
  5. Solicitar o resgate diretamente pelo sistema.

O Banco Central recomenda que o usuário tenha uma chave PIX vinculada ao CPF para receber o pagamento automaticamente.

Caso a pessoa não tenha uma chave cadastrada, o valor poderá ser transferido conforme orientação da instituição financeira responsável.

Conta gov.br prata ou ouro é obrigatória?

A conta gov.br nível prata pode ser obtida por validação facial ou integração bancária. Já o nível ouro utiliza certificados digitais ou validações mais avançadas.

Como aumentar?

Entre as formas mais utilizadas estão:

  • reconhecimento facial pelo aplicativo gov.br;
  • validação via internet banking de bancos credenciados;
  • certificado digital;
  • biometria cadastrada na Justiça Eleitoral.

Herdeiros também podem sacar valores esquecidos

O sistema permite consultas relacionadas a pessoas falecidas. Herdeiros, inventariantes ou representantes legais podem solicitar o acesso aos recursos.

Nesses casos, é necessário apresentar documentos que comprovem o vínculo legal com o titular dos valores.

O próprio sistema informa quais procedimentos devem ser adotados para cada situação.

Golpes envolvendo dinheiro esquecido aumentam no Brasil

Com a popularização do Sistema Valores a Receber, criminosos passaram a utilizar mensagens falsas prometendo liberação rápida de dinheiro.

O Banco Central reforça que:

  • não envia links por mensagem;
  • não faz ligações para liberar valores;
  • não solicita senhas;
  • não cobra taxas para consulta ou saque.

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Toda consulta deve ser realizada exclusivamente pelos canais oficiais.

Especialistas em segurança digital recomendam evitar clicar em links recebidos por aplicativos de mensagens ou redes sociais relacionados a dinheiro esquecido.

Brasileiros ainda deixam bilhões parados no sistema

Mesmo após diversas campanhas de divulgação, bilhões de reais continuam sem resgate no país.

Especialistas apontam que muitos brasileiros desconhecem a existência do sistema ou esquecem de verificar contas antigas, cooperativas e consórcios encerrados.

Empresas também possuem recursos disponíveis. Pequenos negócios encerrados ou MEIs inativos frequentemente deixam saldos sem movimentação em instituições financeiras.

O Banco Central mantém o sistema funcionando continuamente, permitindo consultas a qualquer momento.

Vale a pena consultar o SVR?

A consulta é gratuita, rápida e pode revelar valores inesperados. Mesmo pequenas quantias podem ajudar no orçamento doméstico em um cenário de inflação elevada e aumento do custo de vida.

Além disso, a ferramenta ajuda a organizar pendências financeiras antigas e facilita a recuperação de recursos esquecidos ao longo dos anos.

Como o sistema permanece disponível permanentemente, a recomendação é que cidadãos e empresas façam verificações periódicas.

Considerações finais

Mais de R$ 10 bilhões continuam esquecidos em bancos e instituições financeiras no Brasil, segundo dados do Banco Central. O valor pode ser consultado gratuitamente pelo Sistema Valores a Receber, utilizando conta gov.br nível prata ou ouro.

O processo é simples, digital e pode beneficiar tanto pessoas físicas quanto empresas e herdeiros legais. Diante do crescimento de golpes envolvendo o tema, o Banco Central reforça que toda consulta deve ocorrer apenas pelos canais oficiais.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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