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Youtuber revela brecha no Apple Pay envolvendo cartões Visa

Vídeo revela brecha no Apple Pay que permite pagamentos com iPhone bloqueado usando cartões Visa. Entenda riscos e proteção.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
iPhone Apple

Uma vulnerabilidade no Apple Pay voltou a ganhar destaque após um vídeo do canal Veritasium, com participação do influenciador MKBHD, demonstrar na prática como pagamentos podem ser realizados mesmo com o iPhone bloqueado. O caso chama atenção não apenas pelo valor envolvido — que pode chegar a milhares de dólares — mas também por envolver uma tecnologia amplamente utilizada no dia a dia: o pagamento por aproximação.

A falha, revelada originalmente em 2021 por pesquisadores acadêmicos, ainda levanta discussões sobre segurança digital, responsabilidade das empresas e proteção do consumidor.

Como funciona a falha no Apple Pay?

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A vulnerabilidade está relacionada ao uso do chamado Modo Expresso, uma funcionalidade criada para agilizar pagamentos em transporte público e outros serviços. Esse modo permite transações sem necessidade de autenticação por Face ID, Touch ID ou senha.

O papel do NFC na exploração da brecha

O ataque envolve o uso da tecnologia NFC (Near Field Communication), que permite a comunicação entre dispositivos próximos, como smartphones e maquininhas de pagamento.

Na prática, o golpe exige:

  • Um dispositivo capaz de interceptar o sinal NFC do iPhone
  • Um mecanismo para manipular o valor da transação
  • Um terminal de pagamento preparado para aceitar a comunicação adulterada

Os pesquisadores demonstraram que, ao explorar falhas na comunicação entre o iPhone e o sistema de pagamento, é possível enganar o dispositivo e autorizar cobranças sem o consentimento do usuário.

Por que a falha afeta apenas cartões Visa?

Um dos pontos mais relevantes do caso é que a vulnerabilidade não afeta todas as bandeiras de cartão. Segundo os testes realizados, o problema ocorre especificamente com cartões Visa configurados no Apple Pay.

Outras bandeiras, como Mastercard, não apresentaram o mesmo comportamento. Isso indica que a falha está relacionada à forma como a Visa implementa determinadas validações no sistema de pagamento por aproximação.

Resposta das empresas envolvidas

A Apple informou que a questão está ligada à rede de pagamentos da Visa, sugerindo que a responsabilidade técnica não está diretamente no sistema do iPhone.

Já a Visa afirmou que:

  • Os clientes estão protegidos por políticas de responsabilidade zero
  • Eventuais prejuízos podem ser reembolsados
  • O cenário é considerado improvável no uso cotidiano

Apesar disso, especialistas alertam que a existência da falha, mesmo em condições específicas, é suficiente para exigir atenção.

Risco real: ameaça ou cenário controlado?

Embora o vídeo demonstre a possibilidade do ataque, é importante contextualizar o risco no mundo real.

Para que o golpe funcione, são necessárias condições específicas:

  • Proximidade física com o dispositivo da vítima
  • Equipamentos especializados
  • Conhecimento técnico avançado

Isso reduz significativamente a probabilidade de ataques em massa. Ainda assim, o caso levanta preocupações sobre segurança em pagamentos digitais, especialmente em ambientes urbanos e com grande circulação de pessoas.

Impacto para usuários brasileiros

No Brasil, o uso de carteiras digitais e pagamentos por aproximação cresceu rapidamente, impulsionado por bancos digitais e pela popularização de smartphones.

Segundo dados do Banco Central, o uso de pagamentos contactless aumentou de forma consistente nos últimos anos, especialmente após a pandemia.

O que o consumidor deve observar?

Mesmo que a falha seja considerada rara, usuários devem adotar boas práticas de segurança:

  • Evitar deixar o modo expresso ativado sem necessidade
  • Monitorar frequentemente o extrato do cartão
  • Ativar notificações de transações em tempo real
  • Bloquear imediatamente o cartão em caso de suspeita

Essas medidas são recomendadas por instituições financeiras e ajudam a reduzir riscos, independentemente da existência de falhas específicas.

Responsabilidade e proteção do consumidor

No Brasil, o Código de Defesa do Consumidor garante proteção em casos de transações não reconhecidas. Além disso, bancos e operadoras de cartão costumam oferecer políticas de reembolso para fraudes.

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Na prática, isso significa que:

  • O consumidor não deve arcar com prejuízos comprovadamente indevidos
  • A instituição financeira deve investigar o caso
  • O valor pode ser estornado após análise

Esse tipo de proteção é semelhante ao modelo de responsabilidade zero mencionado pela Visa.

Segurança digital em debate

O caso reforça um ponto importante: mesmo sistemas avançados podem apresentar vulnerabilidades. Isso não significa que sejam inseguros, mas evidencia a necessidade de atualização constante e transparência por parte das empresas.

A segurança em pagamentos digitais envolve múltiplos agentes:

  • Fabricantes de dispositivos
  • Operadoras de cartão
  • Bancos
  • Redes de pagamento

Quando há falhas, a responsabilidade costuma ser compartilhada, o que pode dificultar soluções rápidas.

O que esperar daqui para frente?

Desde a divulgação inicial da falha, não houve confirmação pública de uma correção definitiva por meio de atualização. No entanto, a exposição do problema aumenta a pressão para melhorias.

Especialistas apontam que casos como esse tendem a acelerar:

  • Revisões de segurança
  • Atualizações de protocolos de pagamento
  • Novas camadas de autenticação

Para o usuário final, o impacto direto pode ser pequeno, mas o episódio serve como alerta sobre a importância da vigilância digital.

Considerações finais

A brecha no Apple Pay envolvendo cartões Visa mostra que até sistemas consolidados podem apresentar vulnerabilidades inesperadas. Embora o risco prático seja considerado baixo, a demonstração pública reforça a importância de boas práticas de segurança e do monitoramento constante das transações.

Ao mesmo tempo, o caso evidencia a necessidade de respostas rápidas e coordenadas entre empresas de tecnologia e instituições financeiras, garantindo a confiança dos usuários em um cenário cada vez mais digital.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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