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BTG Pactual retira Nubank da carteira 10SIM e aposta em Itaú

BTG Pactual retirou Nubank e incluiu Itaú na carteira de junho. Veja os motivos da mudança e as ações escolhidas pelo banco.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
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O BTG Pactual promoveu alterações relevantes em sua carteira recomendada de ações 10SIM para junho de 2026. A principal mudança foi a saída do Nubank (ROXO34) e a entrada do Itaú Unibanco (ITUB4), movimento que chamou a atenção dos investidores por envolver duas das maiores instituições financeiras do país. Além disso, a casa também retirou a Allos (ALOS3) e adicionou a Equatorial (EQTL3), reforçando sua posição em setores considerados mais defensivos.

A decisão ocorre em um momento em que o mercado brasileiro enfrenta desafios relacionados à inflação, incertezas econômicas e um ambiente de crédito mais restritivo. Segundo os estrategistas do banco, a recente correção da Bolsa abriu oportunidades para aumentar a exposição a empresas consideradas de maior qualidade e com fundamentos mais sólidos.

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Por que o BTG retirou o Nubank da carteira?

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Imagem: Wirestock Creators / Shutterstock.com

A saída do Nubank não significa necessariamente uma visão negativa sobre a fintech. Na avaliação do BTG, a mudança reflete uma busca por ativos mais defensivos diante das condições atuais do mercado.

O banco argumenta que o Itaú apresenta características que podem oferecer maior previsibilidade de resultados em um cenário econômico mais desafiador. Entre os fatores considerados estão:

Qualidade da carteira de crédito

Instituições financeiras tradicionais tendem a possuir uma carteira mais diversificada e uma longa experiência em gestão de risco. Em períodos de desaceleração econômica, isso costuma ser visto pelos analistas como uma vantagem competitiva.

Valuation mais atrativo

Outro ponto destacado pelo BTG é o valuation do Itaú. Após a correção recente das ações, o banco passou a negociar a múltiplos considerados atrativos pelos estrategistas. Segundo o relatório citado pelo mercado, o papel está sendo negociado próximo de 8,6 vezes o lucro projetado para 2026.

Menor sensibilidade ao ciclo econômico

Embora o Nubank continue apresentando forte crescimento, empresas em expansão normalmente sofrem mais com mudanças nas condições de crédito e no custo do dinheiro. Já instituições consolidadas costumam apresentar maior estabilidade operacional.

Essa visão também é compartilhada por outras casas de análise. Relatórios do mercado já apontavam anteriormente que o Itaú oferecia maior previsibilidade de resultados e menor volatilidade quando comparado ao Nubank.

Itaú volta a ganhar espaço entre os analistas

A volta do Itaú para a carteira 10SIM reforça uma tendência observada em diversas recomendações de investimento nos últimos meses.

O banco é frequentemente apontado como uma das principais opções do setor financeiro por apresentar:

  • Forte geração de caixa;
  • Histórico consistente de lucros;
  • Política recorrente de distribuição de dividendos;
  • Elevada rentabilidade sobre patrimônio;
  • Capacidade de atravessar diferentes ciclos econômicos.

Além disso, o ambiente de juros ainda elevados favorece instituições financeiras com operações diversificadas de crédito e serviços bancários.

Equatorial também entrou na carteira

Outra alteração importante foi a substituição da Allos pela Equatorial.

Segundo o BTG, a empresa do setor elétrico oferece características que se encaixam melhor no atual momento de mercado.

Proteção contra inflação

Empresas de energia possuem receitas frequentemente vinculadas a contratos regulados e reajustes tarifários, o que ajuda a proteger o caixa contra pressões inflacionárias.

Fluxo de caixa previsível

Em períodos de maior volatilidade econômica, investidores costumam buscar negócios capazes de gerar receitas recorrentes e previsíveis.

Menor exposição ao consumo

Enquanto empresas ligadas ao varejo e ao setor imobiliário podem sofrer mais em cenários de desaceleração econômica, concessionárias e distribuidoras de energia tendem a apresentar demanda mais estável.

Como ficou a carteira 10SIM de junho

Após as mudanças, a carteira do BTG passou a ter a seguinte composição:

EmpresaTickerPeso
Itaú UnibancoITUB415%
PetrobrasPETR410%
EquatorialEQTL310%
Axia EnergiaAXIA310%
EnevaENEV310%
EmbraerEMBR310%
LocalizaRENT310%
TotvsTOTS310%
CuryCURY310%
MotivaMOTV35%

A composição demonstra uma preferência clara por empresas de energia, infraestrutura, bancos e negócios com geração consistente de caixa.

O que a estratégia do BTG revela sobre o mercado?

A mudança na carteira mostra que os estrategistas estão adotando uma postura mais conservadora para os próximos meses.

O aumento da participação em setores defensivos indica preocupação com fatores como:

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Cenário macroeconômico

A inflação ainda elevada, as incertezas fiscais e os movimentos dos juros continuam sendo fatores monitorados pelos investidores.

Busca por qualidade

Após períodos de forte valorização de empresas ligadas à tecnologia e crescimento, muitas casas passaram a priorizar companhias com balanços sólidos e geração previsível de caixa.

Valuation descontado

A recente correção do mercado abriu oportunidades para aquisição de ações de empresas consolidadas a preços considerados mais atrativos.

Nubank deixa de ser uma boa opção?

Não necessariamente.

A retirada da carteira recomendada não significa que o BTG acredita que o Nubank terá desempenho ruim. Na prática, as carteiras recomendadas são ajustadas mensalmente para refletir as melhores oportunidades dentro do cenário projetado para cada período.

O Nubank continua sendo uma das maiores fintechs da América Latina e mantém forte potencial de crescimento. No entanto, para junho, os estrategistas avaliaram que o Itaú oferece uma relação mais favorável entre risco e retorno.

Para investidores de longo prazo, a decisão entre bancos tradicionais e bancos digitais depende do perfil de risco, dos objetivos financeiros e da estratégia adotada para a carteira.

O que o investidor pode aprender com essa mudança?

Investidor
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A troca de Nubank por Itaú ilustra um princípio importante do mercado financeiro: diferentes cenários favorecem diferentes tipos de empresas.

Quando a economia apresenta maior incerteza, companhias consolidadas e com forte geração de caixa costumam ganhar destaque. Já em momentos de maior apetite por risco, empresas de crescimento acelerado tendem a atrair mais investidores.

A decisão do BTG sugere que o mercado está priorizando segurança, previsibilidade e qualidade dos ativos neste momento, sem necessariamente abandonar teses de crescimento para o longo prazo.

Conclusão

A decisão do BTG Pactual de substituir o Nubank pelo Itaú em sua carteira recomendada de junho reflete uma estratégia mais defensiva diante das incertezas do cenário econômico. Ao priorizar empresas consolidadas, com forte geração de caixa e resultados mais previsíveis, o banco busca equilibrar risco e retorno em um momento de maior cautela no mercado. Para o investidor, a mudança reforça a importância de acompanhar não apenas o potencial de crescimento das empresas, mas também a qualidade dos fundamentos e a adequação dos ativos ao contexto econômico atual.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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