A Alifar, Associação Latino-Americana das Indústrias Farmacêuticas, apresentou uma proposta inovadora aos países do Mercosul, ao sugerir a substituição das bulas impressas dos medicamentos por modelos em QR Code.
Bulas de medicamentos podem ser trocadas por QR Code em breve
Adeus às bulas de papel! Descubra como os QR Codes podem revolucionar a forma como acessamos as informações dos medicamentos!
Essa medida tem como principal objetivo trazer benefícios ambientais, reduzindo a impressão em papel, além de proporcionar mais acessibilidade aos usuários.
A proposta da Alifar está atualmente em discussão na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e prevê a implementação gradual da bula digital nos países membros do Mercosul.
Adoção de medidas sustentáveis no setor farmacêutico
Durante uma assembleia realizada na Argentina, Reginaldo Arcuri, presidente do Grupo FarmaBrasil, apresentou a sugestão e enfatizou a importância de adotar medidas sustentáveis no setor farmacêutico.
A mudança para bulas digitais em formato de QR Code traria diversos benefícios, tanto para o meio ambiente quanto para os consumidores.
A redução da impressão em papel resultaria em uma diminuição significativa do desperdício de recursos naturais e na diminuição da quantidade de resíduos sólidos gerados.
Além disso, a acessibilidade seria ampliada, uma vez que as informações da composição dos medicamentos estariam disponíveis de forma mais prática aos usuários.
Com a utilização de um aplicativo em dispositivos móveis, os consumidores poderiam escanear o QR Code presente na embalagem do medicamento e ter acesso instantâneo à bula completa, contendo informações sobre a posologia, indicações, contraindicações e efeitos colaterais.
Essa abordagem permitiria mais interação entre os usuários e as informações médicas, facilitando a compreensão e o uso correto dos medicamentos.
Modificação na lei brasileira das bulas
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O Congresso Nacional aprovou a Lei nº 14.338, em 11 de maio de 2022, que estabelece o uso da bula digital para medicamentos.
A lei modifica a forma como as informações são disponibilizadas, permitindo o acesso à bula por meio de um código de barras bidimensional. A bula digital deve conter o mesmo conteúdo da bula impressa, com formato acessível e possibilidade de conversão em áudio ou vídeo.
A regulamentação determina que as bulas físicas ainda sejam obrigatórias, mas as digitais devem estar disponíveis em links autorizados. Dessa forma, a autoridade sanitária poderá definir quais medicamentos terão apenas um formato de bula.
A lei também requer um sistema de mapeamento de distribuição e informações nas embalagens. A implementação seguirá o cronograma estipulado pelo órgão sanitário.
Imagem: i viewfinder / shutterstock.com
