O café Câmara foi proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após a constatação de irregularidades graves. Entre os problemas, laudos identificaram fragmentos de vidro em um dos lotes, representando risco direto à saúde dos consumidores.
Café da marca Câmara é retirado do mercado após encontrar vidro no produto
Anvisa proíbe café Câmara após laudo identificar fragmentos de vidro. Entenda a decisão, riscos à saúde e medidas adotadas. Leia mais!
A decisão inclui a suspensão imediata da fabricação, distribuição e venda do Café Torrado e Moído Extraforte e Tradicional, de todos os lotes, em território nacional.
Continue a leitura e saiba os detalhes da medida.
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Irregularidades graves no café Câmara

A medida foi tomada após inspeções da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde (SAPS) do Rio de Janeiro. Durante a análise, verificou-se que a origem do café era desconhecida, e as empresas indicadas na embalagem não estavam regularizadas perante os órgãos competentes.
Além disso, um laudo do Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (LACEN-RJ) detectou fragmentos semelhantes a vidro em uma das amostras, o que levou à proibição total da marca no mercado.
Em resumo, foram apontados dois problemas principais:
- Falta de regularização das empresas envolvidas na produção;
- Presença de fragmentos de vidro no produto.
Café Câmara: riscos à saúde do consumidor
O consumo do café Câmara com fragmentos de vidro pode provocar sérios danos à saúde, como:
- Cortes internos no trato digestivo;
- Perfurações graves em órgãos;
- Infecções e complicações médicas.
Por isso, a Anvisa reforça que nenhum lote deve ser consumido. A recomendação é que o produto seja descartado imediatamente para evitar riscos.
Outras proibições: suplementos da Axis Nutrition
Na mesma resolução, a Anvisa também determinou o recolhimento de todos os alimentos e suplementos da Axis Nutrition. A fiscalização, realizada entre 15 e 17 de setembro, encontrou diversas falhas nas boas práticas de fabricação.
Principais irregularidades encontradas:
- Ausência de responsável técnico habilitado;
- Falhas no controle de qualidade da água utilizada;
- Ausência de registros de produção e rastreabilidade;
- Falta de precisão no Programa de Controle de Alergênicos (PCAL);
- Seleção inadequada de matérias-primas;
- Ausência de estudos de estabilidade dos produtos.
O que diz a Axis Nutrition?
Em nota, a Axis Nutrition confirmou que passou por fiscalização e afirmou ter apresentado documentos como notas fiscais, ordens de produção e manuais de boas práticas.
O diretor da marca, Gilson José Teixeira, declarou:
“Eu fiquei satisfeito com a fiscalização, pois nos motivou a melhorar ainda mais nossos processos e poder certificar nossos clientes e consumidores da qualidade dos nossos produtos. Esclareço que tivemos uma interdição sanitária momentânea, nossa empresa não foi lacrada e nem foi solicitado o recolhimento dos nossos produtos nos pontos de venda pelos fiscais que nos visitaram.”
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Apesar do posicionamento, os produtos seguem suspensos até que a empresa comprove o cumprimento de todas as exigências.
Impactos no mercado e fiscalização sanitária

O caso do café Câmara reforça a importância da fiscalização sanitária no Brasil. Produtos irregulares colocam em risco não apenas a saúde dos consumidores, mas também afetam a confiança no mercado de alimentos e suplementos.
Para os consumidores, a recomendação é verificar sempre:
- Se o produto tem registro na Anvisa;
- Se as informações da embalagem são claras;
- A procedência da marca.
Essas práticas ajudam a evitar riscos relacionados a alimentos e suplementos contaminados ou sem controle de qualidade.
Recapitulando
O café Câmara foi retirado do mercado após laudos identificarem fragmentos de vidro em seus lotes e irregularidades na origem do produto. A decisão da Anvisa também incluiu a proibição de suplementos da Axis Nutrition, devido a falhas graves em boas práticas de fabricação.
Casos como este ressaltam a necessidade de atenção dos consumidores e a atuação firme dos órgãos de fiscalização.
Com informações de: CNN Brasil
