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Café da marca Câmara é retirado do mercado após encontrar vidro no produto

Anvisa proíbe café Câmara após laudo identificar fragmentos de vidro. Entenda a decisão, riscos à saúde e medidas adotadas. Leia mais!

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
café

O café Câmara foi proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após a constatação de irregularidades graves. Entre os problemas, laudos identificaram fragmentos de vidro em um dos lotes, representando risco direto à saúde dos consumidores.

A decisão inclui a suspensão imediata da fabricação, distribuição e venda do Café Torrado e Moído Extraforte e Tradicional, de todos os lotes, em território nacional.

Continue a leitura e saiba os detalhes da medida.

Leia mais: Anvisa suspende suplementos alimentares irregulares

Irregularidades graves no café Câmara

Café
Imagem: 8photo / Freepik

A medida foi tomada após inspeções da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde (SAPS) do Rio de Janeiro. Durante a análise, verificou-se que a origem do café era desconhecida, e as empresas indicadas na embalagem não estavam regularizadas perante os órgãos competentes.

Além disso, um laudo do Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (LACEN-RJ) detectou fragmentos semelhantes a vidro em uma das amostras, o que levou à proibição total da marca no mercado.

Em resumo, foram apontados dois problemas principais:

  • Falta de regularização das empresas envolvidas na produção;
  • Presença de fragmentos de vidro no produto.

Café Câmara: riscos à saúde do consumidor

O consumo do café Câmara com fragmentos de vidro pode provocar sérios danos à saúde, como:

  • Cortes internos no trato digestivo;
  • Perfurações graves em órgãos;
  • Infecções e complicações médicas.

Por isso, a Anvisa reforça que nenhum lote deve ser consumido. A recomendação é que o produto seja descartado imediatamente para evitar riscos.

Outras proibições: suplementos da Axis Nutrition

Na mesma resolução, a Anvisa também determinou o recolhimento de todos os alimentos e suplementos da Axis Nutrition. A fiscalização, realizada entre 15 e 17 de setembro, encontrou diversas falhas nas boas práticas de fabricação.

Principais irregularidades encontradas:

  • Ausência de responsável técnico habilitado;
  • Falhas no controle de qualidade da água utilizada;
  • Ausência de registros de produção e rastreabilidade;
  • Falta de precisão no Programa de Controle de Alergênicos (PCAL);
  • Seleção inadequada de matérias-primas;
  • Ausência de estudos de estabilidade dos produtos.

O que diz a Axis Nutrition?

Em nota, a Axis Nutrition confirmou que passou por fiscalização e afirmou ter apresentado documentos como notas fiscais, ordens de produção e manuais de boas práticas.

O diretor da marca, Gilson José Teixeira, declarou:

“Eu fiquei satisfeito com a fiscalização, pois nos motivou a melhorar ainda mais nossos processos e poder certificar nossos clientes e consumidores da qualidade dos nossos produtos. Esclareço que tivemos uma interdição sanitária momentânea, nossa empresa não foi lacrada e nem foi solicitado o recolhimento dos nossos produtos nos pontos de venda pelos fiscais que nos visitaram.”

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Apesar do posicionamento, os produtos seguem suspensos até que a empresa comprove o cumprimento de todas as exigências.

Impactos no mercado e fiscalização sanitária

Anvisa vacina
Imagem: rafastockbr/ shutterstock.com

O caso do café Câmara reforça a importância da fiscalização sanitária no Brasil. Produtos irregulares colocam em risco não apenas a saúde dos consumidores, mas também afetam a confiança no mercado de alimentos e suplementos.

Para os consumidores, a recomendação é verificar sempre:

  • Se o produto tem registro na Anvisa;
  • Se as informações da embalagem são claras;
  • A procedência da marca.

Essas práticas ajudam a evitar riscos relacionados a alimentos e suplementos contaminados ou sem controle de qualidade.

Recapitulando

O café Câmara foi retirado do mercado após laudos identificarem fragmentos de vidro em seus lotes e irregularidades na origem do produto. A decisão da Anvisa também incluiu a proibição de suplementos da Axis Nutrition, devido a falhas graves em boas práticas de fabricação.

Casos como este ressaltam a necessidade de atenção dos consumidores e a atuação firme dos órgãos de fiscalização.

Com informações de: CNN Brasil

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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