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Caixa anuncia péssima notícia para beneficiários do Bolsa Família

Milhares de pessoas serão afetadas pela recente decisão da Caixa Econômica Federal a respeito do Bolsa Família. Confira!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Mão segurando um celular, na tela do celular está escrito "Bolsa Família", na cor verde e o fundo amarelo. Atrás do celular, em cima de uma mesa, tem notas de 50 e 100 reais

Na última sexta-feira (24), após estudos técnicos, a Caixa Econômica Federal encerrou o empréstimo consignado do Auxílio Brasil, atual Bolsa Família. A linha de crédito, que foi lançada em outubro do ano passado, estava cercada de polêmicas por ser oferecida a um público em situação de vulnerabilidade social, podendo gerar um superendividamento entre esses cidadãos.

Dessa forma, após recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU), a linha havia sido suspensa no dia 12 de janeiro. No entanto, neste mês de fevereiro, a Caixa Econômica Federal lançou novas regras acerca do consignado, alterando a taxa de juros e a margem que poderia ser comprometida com crédito.

Juros baixos

À vista disso, entre os motivos para a suspensão definitiva do consignado do Auxílio Brasil, segundo Rita Serrano, presidente da Caixa, é que com as novas regras, onde os juros cobrados passaram de 3,5% para 2,5%, a modalidade “não se paga”.

“Com as novas regras, a operação não se paga. Além disso, esse produto teve um cunho eleitoral, a Caixa foi o banco que mais ofertou crédito, com R$ 7,6 bilhões. É uma excrescência. Não posso ofertar crédito em um auxílio para uma pessoa se alimentar. Na minha opinião, isso tem de ser anulado”, afirmou.

O que acontece com quem já contratou o crédito

Para os beneficiários do Auxílio Brasil que já contrataram o empréstimo consignado nada muda. Portanto, continuarão sendo descontados mensalmente em até 40% do seu benefício, o que pode chegar a até R$ 160,00.

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“Para os contratos já realizados, nada muda. O pagamento das prestações continua sendo realizado de forma automática, por meio do desconto no benefício, diretamente pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS)”, explicou a nota.

No entanto, a partir de março, os beneficiários poderão negociar taxas de juros mais acessíveis e, assim, diminuir o valor descontado mensalmente de seus benefícios.

Imagem: Adao / shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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