Na última sexta-feira (24), após estudos técnicos, a Caixa Econômica Federal encerrou o empréstimo consignado do Auxílio Brasil, atual Bolsa Família. A linha de crédito, que foi lançada em outubro do ano passado, estava cercada de polêmicas por ser oferecida a um público em situação de vulnerabilidade social, podendo gerar um superendividamento entre esses cidadãos.
Dessa forma, após recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU), a linha havia sido suspensa no dia 12 de janeiro. No entanto, neste mês de fevereiro, a Caixa Econômica Federal lançou novas regras acerca do consignado, alterando a taxa de juros e a margem que poderia ser comprometida com crédito.
Juros baixos
À vista disso, entre os motivos para a suspensão definitiva do consignado do Auxílio Brasil, segundo Rita Serrano, presidente da Caixa, é que com as novas regras, onde os juros cobrados passaram de 3,5% para 2,5%, a modalidade “não se paga”.
“Com as novas regras, a operação não se paga. Além disso, esse produto teve um cunho eleitoral, a Caixa foi o banco que mais ofertou crédito, com R$ 7,6 bilhões. É uma excrescência. Não posso ofertar crédito em um auxílio para uma pessoa se alimentar. Na minha opinião, isso tem de ser anulado”, afirmou.
O que acontece com quem já contratou o crédito
Para os beneficiários do Auxílio Brasil que já contrataram o empréstimo consignado nada muda. Portanto, continuarão sendo descontados mensalmente em até 40% do seu benefício, o que pode chegar a até R$ 160,00.
“Para os contratos já realizados, nada muda. O pagamento das prestações continua sendo realizado de forma automática, por meio do desconto no benefício, diretamente pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS)”, explicou a nota.
No entanto, a partir de março, os beneficiários poderão negociar taxas de juros mais acessíveis e, assim, diminuir o valor descontado mensalmente de seus benefícios.
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